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O Homem-Alegria

de Christian Bobin
Editor: Flaneur, abril de 2025 ‧
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«Olha: não há porta, em lado nenhum. Não há senão o nosso perfume, as nossas cores e o nosso riso. O outro mundo começa por este riso. O outro mundo é este riso. Porquê procurar noutro lado, outra coisa? Deus é uma criança que se esconde e há um momento em que se trai: quando passamos por ele, ouvimos o seu riso louco. Podes ouvi-lo na música, no silêncio. No rebento que desabrocha, por detrás da nuvem que passa; numa boca desdentada. Em todo o lado. É incrível o barulho que um ramo de flores pode fazer num quarto minúsculo. Embriagam-me. Não há nenhuma filosofia no mundo que se compare a uma só margarida, a uma só silva, a uma só pedra, conversando, como um monge de cabeça rapada, face a face com o sol, e rindo, rindo, rindo.
Olho o azul do céu. Não há porta. Ou então esteve sempre aberta. Nesse azul, ouço por vezes um riso, igual ao das flores: impossível de ouvir sem o partilhar imediatamente.
Esse azul, meto-o neste livro, para vós.»

O Homem-Alegria

de Christian Bobin

Propriedade Descrição
ISBN: 5600283807317
Editor: Flaneur
Data de Lançamento: abril de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 188 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 5600283807317

SOBRE O AUTOR

Christian Bobin

Christian Bobin (1951) é um escritor e poeta francês.
Filho de pai desenhista e mãe rastreadora, ambos empregados na fábrica da Schneider em Le Creusot, ele é o último filho de uma família de três filhos. Passou a infância sozinho, preferindo a companhia dos livros.
Atraído pela escrita aos 15 anos, embarcou nos estudos de filosofia e apaixonou-se pelas obras de Platão, Espinosa e Kierkegaard.
Aos 25 anos começou a escrever "Lettre pourpre", o seu primeiro livro, publicado em 1977, graças ao seu encontro com Laurent Debut, fundador das edições Brandes.
Christian Bobin, além de escritor, foi bibliotecário (biblioteca municipal de Autun), guia do ecomuseu de Creusot, editor da revista Milieux, estudante de enfermagem em psiquiatria e professor de filosofia.
A sua forma predileta é o fragmento, uma escrita concentrada feita de pequenas pinturas representativas de um momento. As suas obras são simultaneamente romance, diário e poesia em prosa.
Autor contemplativo, dá aos seus textos um caráter quase religioso com uma prosa poética que convida à contemplação e à meditação.

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