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O Grande Armazém dos Sonhos

de Miye Lee
Livro eBook
Editor: Bertrand Editora, fevereiro de 2024 ‧
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Numa cidade misteriosa, escondida no subconsciente de cada um de nós, existe um grande armazém que vende sonhos para todos os gostos. Dia e noite, visitantes humanos e animais cruzam estas portas para comprar a sua próxima aventura. Cada andar é especializado num certo tipo de sonho: sonhos que apelam aos pequenos prazeres da vida ou a recordações de momentos especiais, sonhos nostálgicos sobre a infância, viagens maravilhosas ou comida deliciosa, sonhos que nos aquecem o coração ou sonhos inexplicáveis. Os sonhos nos quais damos por nós a voar estão quase sempre esgotados, e alguns visitantes procuram sonhos que permitem reencontrar aqueles que já não estão fisicamente entre nós.
Para Penny, que acaba de ser contratada para trabalhar no Grande Armazém dos Sonhos, esta é a oportunidade de uma vida. E à medida que vai descobrindo o dia a dia deste mundo extraordinário, vai também ligar-se a um conjunto de personagens inesquecíveis, desde logo o senhor DallerGut, o peculiar, mas sábio proprietário, Babynap, uma famosa criadora de sonhos, Maxim, um produtor de pesadelos, pois também os há, e os muitos clientes que sonham para sarar uma ferida, seja ela qual for, e para florescer na melhor versão de si próprios.
Com uma história inspiradora que deixará um sentimento reconfortante na mente dos seus leitores, O Grande Armazém dos Sonhos é o livro ideal para fazer uma pausa e respirar fora da realidade da vida quotidiana. Uma lição de sabedoria que celebra o poder misterioso dos sonhos, capazes de influenciar as nossas escolhas, mesmo que muitas vezes não o saibamos.
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Wook se escreve na Coreia do Sul – Parte I

A Onda Coreana ou Hallyu está a chegar todas as partes do mundo, e Portugal não é exceção. A Coreia do Sul vive um boom cultural com a criação de contagiantes K-Dramas, manhwa, K-Pop e jogos online. Fenómenos como a série The Squid Game, o filme Parasites ou o turbihão musical dos BTS são apenas alguns exemplos desta vaga, que desperta cada vez mais interesse.
A exportação da indústria cultura pop sul-coreana que se iniciou nos anos 1990, com um forte investimento e incentivo do governo, é testemunho do poder do intercâmbio cultural e da capacidade da cultura pop para transcender fronteiras!
Nesta I Parte, exploramos romances com personagens peculiares a que é impossível ficar indiferente. Mergulhe connosco nesta onda! ** AMÊNDOAS
Começamos com uma proposta muito singular. Amêndoas, da autoria da escritora e realizadora sul-coreana Wong-Pyung Sohn, causou um impacto estrondoso lá fora e será lançado cá, pela Presença, no início de maio. O enredo gira em torno do protagonista, partindo de uma premissa desconcertante: Yunjae, um rapaz de 16 anos, tem uma condição cerebral que o impede de sentir emoções como medo ou raiva. Quando conhece Gon, um rapaz que é a sua quase antítese, cria um laço tão grande com ele, para o bem e para o mal, que algo começa a mudar dentro de si. O livro abre logo com uma frase que testa a nossa capacidade de resistência: «Seis morreram e um ficou ferido nesse dia. Primeiro foram a mãe e a avó. Depois, um estudante universitário que tinha entrado a correr para deter o homem.» É duro, e vai direto ao coração, numa exploração das dores de crescimento e da aceitação de que nem tudo é como se espera. A psicologia das personagens é de um realismo inato, e não se consegue parar de ler, apesar do abalo emotivo que nos causa. KIM JIYOUNG, NASCIDA EM 1982
A nossa segunda sugestão vai para um livro que abanou a Coreia do Sul e originou um verdadeiro movimento em prol da igualdade entre sexos no país, tornando-se depois num bestseller internacional. Kim Jiyoung, Nascida em 1982, de Cho Nam-Joo, parte da experiência pessoal da autora para descrever a vida de uma mulher – da infância até ao casamento e maternidade – desesperada por se libertar dos grilhões impostos ao seu género. Quando conhecemos Jiyoung, ela tem 33 anos e uma filha de um ano. Vemos que, apesar de ter sempre cumprido as regras do jogo, nunca sai vendedora. Até que, um dia, entra em colapso depressivo e começa a assumir as vozes e as personalidades da sua mãe, da sua amiga e de muitas outras mulheres, tanto vivas como mortas. A origem da metamorfose de Jiyoung vem desde antes de ela nascer, numa altura em que o aborto seletivo de meninas era prática comum, e estende-se pela sua vida, da escola, ao trabalho e ao que é esperado de si enquanto mãe ou esposa – mesmo com um marido atencioso, a pressão social sobrepõe-se. Um livro poderoso que pode ser visto como a novelização das experiências vividas por todas as mulheres coreanas comuns durante os últimos 40 anos, dando voz a quem não a teve, e entretanto já adaptado ao grande ecrã. A VEGETARIANA
A escritora que se segue, Han Kang, foi quem conseguiu que o mundo descobrisse e se encantasse com a literatura coreana. A Vegetariana, o livro que a projetou para a fama após ter vencido o Man Booker International Prize, explora a fricção entre paixão e distanciamento, entre os desejos que são alimentados e os que são negados. As coisas começam a falhar no dia em que Yeong-hye, uma jovem e comum dona de casa, decide deitar fora toda a carne do congelador e anuncia que vai ser vegetariana, depois de ter tido um pesadelo. Decidida a perder a gordura necessária à existência humana, Yeong-hye desafia as expectativas dos que a rodeiam, recusando-se a continuar a viver apenas para cozinhar para o marido e dormir com ele. Ela quer deixar de ser humana, e tenta transformar-se na própria vegetação. Dividida em três partes, a história oscila entre uma atmosfera surrealmente serena e o thriller doméstico, e é contada a partir dos pontos de vista do péssimo marido de Yeong-hye, do seu obsessivo cunhado e da sua sobrecarregada irmã mais velha. Erótico, violento, poético, este livro deu origem a uma sublime adaptação cinematográfica. PACHINKO
Da saga épica de uma família corena nasceu, por sua vez, uma série televisiva de K-Drama que espelha o impacto de um livro traduzido para 40 idiomas. Pachinko, da consagrada Min Jin Lee, atravessa a vida de quatro gerações de uma família coreana no Japão, a partir de 1910, ano em que o Japão ocupa a Coreia. A história começa quando Sunja, a filha amada de uma família pobre mas respeitada, se vê na situação delicada de ter engravidado de um homem que não sabia ser casado. A jovem acaba por casar-se com Noa, um pároco bondoso que se muda com ela para o Japão. Ao longo do romance acompanhamos as alegrias da família que formaram, que se apoia para sobreviver, e os desafios e perdas que experimentam como imigrantes coreanos num novo país implacável. Do bulício dos mercados de rua às salas das melhores universidades do Japão, passando pelo submundo do crime nos salões de jogo de pachinko, as personagens de Lee – mulheres fortes e resilientes, irmãs e filhos dedicados ou pais abalados por crises morais – conseguem sobreviver e prosperar apesar da discriminação e da privação de direitos. Como disse Barak Obama, esta é uma «história poderosa sobre resiliência e compaixão». O GRANDE ARMAZÉM DOS SONHOS
Para os momentos em que a realidade da vida nos limita os sonhos, há um livro que é um bálsamo. O romance de estreia de Miye Lee, O Grande Armazém dos Sonhos é uma incursão reconfortante e doce na terra do sono. Numa cidade misteriosa, escondida no subconsciente de cada um, existe um grande armazém onde criativos talentosos produzem sonhos para serem comprados por quem dorme, sejam pessoas ou animais. Cada andar é especializado num certo tipo de sonho – os que apelam aos pequenos prazeres da vida, os que trazem recordações especiais, criam viagens ou comida deliciosa, ou nos permitem reencontrar quem já partiu. Um livro que celebra, sabiamente, o poder misterioso dos sonhos, mesmo dos mais irritantes, que podem ser o empurrão de que precisamos para resolver certos problemas. LÁGRIMAS NO MERCADO
Quando perdeu a sua mãe, aos 25 anos, Michelle Zauner sentiu a sua vida desabar. Em Lágrimas no Mercado, Zauner fala de como foi ser das poucas crianças americano-asiáticas na sua escola em Oregon, nos EUA, da luta contra as expectativas particulares e elevadas da sua mãe e de uma adolescência dolorosa. Descreve jjigae, tteokbokki e outras iguarias coreanas que cozinha para recuperar os dons do gosto, da língua e da história que a sua mãe lhe tinha dado – a sua identidade, com «uma reverência por boa comida e uma predisposição para fome emocional». Neste livro, como nas nossas vidas, as memórias também nos alimentam.
À semelhança de Zauber, Baek Sehee também se estreou na escrita com um livro de autoficção, Quero Morrer, mas Também Quero Comer Tteokbokki. Ao longo de 10 anos, sentia um vazio nos seus pensamentos que lhe provocava um buraco no estômago, impelindo-a a sair para comer a sua iguaria favorita, tteokbokki. Percorrendo, em estilo dialogal, as suas memórias nas consultas de psiquiatria a que ia, a autora pretendeu ajudar quem está a passar por situações semelhantes. O livro tornou-se um fenómeno de vendas e, apesar de tratar de assuntos sérios, pode ser lido com positividade, graças ao estilo luminoso, auto-crítico, desdramatizador e franco de Sehee. **Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontece nº. 11 .

O Grande Armazém dos Sonhos

de Miye Lee

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722546614
Editor: Bertrand Editora
Data de Lançamento: fevereiro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 240 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722546614
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Lindo!

Maria Ribeiro

Tenho sentido que os autores coreanos me interessam cada vez mais. A escrita é sempre simples e produzem livros muito fáceis de ler, o que não significa menos complexidade nos temas que tratam. Adorei como puxam tantos temas que facilmente conseguimos rever na nossa experiência e como delicadamente nos dão lições em cada um. Se a meio do livro ponderei não ler a sequela, quando terminei deixou de ser uma questão: está na wishlist!

Em verdade….

Ana Sofia Castro

De leitura simples, agradável e muito ao jeito da vivência do mundo “acordado “, acaba por narrar o quotidiano das nossas vidas e acaba mesmo por acalentar um coração em sofrimento. Em jeito metafórico, se assim poderei dizer, dois mundos em sintonia numa mesma realidade?

SOBRE O AUTOR

Miye Lee

Miye Lee nasceu em Busan, na Coreia do Sul, em 1990, e tem frequentemente sonhos memoráveis. Depois de se formar na Escola de Ciência e Engenharia da Universidade Nacional de Busan, trabalhou como engenheira na Samsung Electronics. O Grande Armazém dos Sonhos, já publicado pela Bertrand Editora, é o seu romance de estreia e tornou-se o maior fenómeno bestseller dos últimos anos no seu país. As reações positivas dos leitores e as críticas favoráveis um pouco por todo o mundo têm agora o seu eco neste novo livro da autora: O Regresso ao Grande Armazém dos Sonhos.

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