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O Restaurante das Receitas Perdidas

de Hisashi Kashiwai
Livro eBook
Editor: TopSeller, novembro de 2024 ‧
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Escondido numa pequena rua de Quioto situa-se o extraordinário Restaurante Kamogawa, gerido pelo chef Nagare e a sua filha, Koishi. Esta dupla pai-filha reinventou-se como detetives gastronómicos, oferecendo um serviço que vai muito além da confeção de refeições deliciosas. Graças à investigação culinária a que se dedicam, recuperam receitas perdidas e trazem à lembrança memórias esquecidas.

De um nadador olímpico que sente saudades da marmita bento que o seu pai lhe preparava diariamente em criança, à estrela pop que se lembra da tempura que comeu para celebrar o seu único álbum bem-sucedido, cada cliente que entra no restaurante vê a sua vida mudada para sempre - ainda que, por vezes, não do modo que esperava.

Terno, divertido e muitas vezes comovente, O Restaurante das Receitas Perdidas é uma carta de amor ao poder milagroso das refeições mais saborosas e inesquecíveis.

O Restaurante das Receitas Perdidas

de Hisashi Kashiwai

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895832781
Editor: TopSeller
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 230 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895832781

Adorei!

Nelson Lourenço

O Restaurante das Receitas Perdidas transporta-nos a Quioto, para um restaurante especial, o Kamogawa, onde o chef Nagare e a sua filha Koishi agem como detetives culinários. A missão deles? Recuperar receitas que foram perdidas — aquelas que marcaram memórias, sentimentos, sabores que ficaram esquecidos. Clientes diferentes entram pelo restaurante com saudades distintas: o nadador olímpico que ambiciona o bento que o pai lhe fazia, uma estrela pop que se lembra de uma tempura de uma ocasião especial, etc. Cada história revela um desejo de retorno ao passado, de reconexão com raízes afetivas que só o paladar consegue trazer de volta.  O que gostei: A ideia central — recuperar sabores perdidos como se recuperássemos pedaços de pessoas; memórias que se tornam mais vivas pela comida. Gosto deste conceito de “restaurante-detetive culinário”, porque aproxima o leitor de algo que sente, não só que lê. Atmosfera e bom sabor — o livro transmite muito bem a atmosfera de Quioto, a delicadeza dos pratos, os cheiros, os ingredientes, a atenção aos detalhes. Dá vontade de folhear as páginas e imaginar os aromas, o ambiente calmo do restaurante, a ternura nas relações entre pais e filhos. Equilíbrio emocional — é terno, comovente mas sem exageros dramáticos. Tem humor suave, momentos de melancolia e de alegria, criando um ritmo agradável, que permite ao leitor participar das memórias sem se sentir sufocado. Personagens humanas — Koishi e Nagare são figuras credíveis; os clientes também. Mesmo quando vemos pessoas com problemas mais complicados (familiares desavenças, distanciamentos), tudo é tratado com empatia.  O que menos me convenceu: Previsibilidade em alguns casos — algumas histórias têm desfechos que se antecipam facilmente. O formato “cliente entra ¿ recorda sabor ¿ recupera ou reconstrói o prato ¿ reconciliação” tende a seguir um molde que, embora reconfortante, às vezes falta surpreender. Limitado em profundidade — embora o livro trate temas emocionais fortes, as reflexões mais profundas sobre identidade, culpa ou perda poderiam ir mais longe. Alguns episódios ficam na superfície, especialmente quando o passado doloroso aparece. Ritmo irregular — há partes mais lentas do que outras; se estiveres com vontade de algo muito agitado, pode parecer “gps desligado” entre uma investigação de sabor e outra. Mas isso também é parte do charme — pedir calma.  Impressão final: Este livro não é uma obra-prima revolucionária, mas é um daqueles que aquece o coração. Um livro para ler com serenidade, ideal para tardes calmas, chá ou café no canto, onde deixas que os sabores e memórias te vão guiando. Se tiveres 4 estrelas, acho que reflete bem: muita qualidade, emoção, beleza, mas com espaço para algo mais, mais surpresa ou mais densidade emocional. ¿¿ Recomendo para... quem gosta de histórias sobre comida, memórias e identidade; leitores que apreciam a cultura japonesa / gastronomia; quem procura leituras reconfortantes, emotivas mas não pesadas; quem valoriza os pequenos detalhes — sabores, aromas, relações — num livro.

Como se conseguíssemos sentir o aroma e o sabor de da cada refeição

Cláudia R.

Gostei imenso deste livro. É fantástico ver como as nossas memórias afetivas se ligam, e de que maneira, com as nossas memórias gastronómicas. Aqui podemos perceber que seja em que canto do mundo estivermos a comida mexe com as nossas emoções. Depois de cada "refeição" a vontade de um bom sushi, um chá ou um sake era enorme, uma vez que era quase como estar no restaurante de tão vívidas que são as descrições .

Um livro

Beatriz Santos

É um livro muito leve, mas com questões importantes e histórias deslumbrantes.

O sabor da saudade

Ana Sofia Castro

Um livro genial e muito original. As histórias de vida são partilhadas de forma simples e são a prova de que se podem “matar” as saudades através das memórias adormecidas. A comida representa o centro emotivo de cada personagem, acolhido com muito sabor.

SOBRE O AUTOR

Hisashi Kashiwai

Hisashi Kashiwai nasceu em 1952 e foi criado em Quioto,no Japão.
Depois de se formar em Saúde Dentária na Universidade de Osaka, regressou a Quioto para exercer a profissão.
Dada a sua origem, é convidado regularmente para falar e escrever acerca de tópicos variados sobre a cidade, tanto na televisão como na imprensa.

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