O Gato Rabino Vol. 4 e 5 (O Paraíso Terrestre + Jerusalém de África)

de Joann Sfar
Editor: Edições Asa, agosto de 2012 ‧
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O Paraíso Terrestre
Durante uma viagem a Oran, o gato acompanha o Malka dos Leões na sua marcha pelo deserto. Nesta viagem, participam também o velho leão que acompanha o Malka há já trinta anos. Ao gato e ao leão junta-se ainda uma serpente que com eles conversa sobre a vida, a religião, a velhice e sobre os atributos do Malka como sedutor e contador de histórias…

Jerusalém de África
O gato percebe que a sua dona Zlabya não é feliz com o marido que dedica mais tempo aos livros do que a ela. Quando recebe uma encomenda vinda da Rússia, descobre que entre os livros está também um homem morto. São chamados rabinos, alunos, curiosos, mas ninguém sabe o que fazer. Tudo isto enquanto o gato tenta explicar-lhes, sem sucesso, que aquele homem afinal esta vivo…

O Gato Rabino Vol. 4 e 5 (O Paraíso Terrestre + Jerusalém de África)

de Joann Sfar

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892320939
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: agosto de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 222 x 300 x 9 mm
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Coleção: O Gato do Rabino
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Aventura
EAN: 9789892320939

Excelente Série

Emílio Gouveia Miranda

A sabedoria de um gato que sabe mais do que a maioria de nós. Banda Desenhada repleta de humor e de Filosofia. Recomendo para todos os que tenham um gato, e mais para os que ainda não têm!

Muito bom

acrisalves

Este volume possui duas histórias. Na primeira o gato acompanha Malka, um velhote que anda de terra em terra, contando histórias e afastando o leão que assola as povoações, que, curiosamente, é o leão do próprio Malka. Para além do leão e do velhote, uma serpente segue o grupo para ter sempre um oásis para descansar. Esta serpente é, também, uma amiga do leão, prometendo-lhe um fim pacífico quando estiver demasiado doente e cansado. De terriola em terriola o velhote sente-se desesperar, sem causar o mesmo impacto nos que o escutam, e percebendo, também, que o leão que o acompanha deixa de meter medo como antigamente, ao mostrar marcas da idade avançada. Apesar de ser um fascinante contador de histórias que poderia usufruir de várias companhias femininas retorna sempre à sua amada, com quem estaria bem não fosse o desejo de fama e reconhecimento que o impele a viajar. Na segunda história, o gato segue os mirabolantes acontecimentos em torno de uma encomenda de livros da Rússia. Um homem que dá mais importância aos livros do que à esposa aguarda ansiosamente as raridades que se encontram na enorme caixa, mas não espera que lá dentro se encontre um homem. Dado como morto ainda que o gato tente explicar que está bem vivo, este homem que viajou entre os livros é um judeu russo que esperava ir parar a um reino judaico em África. Mito ou realidade, alimentados por esta ideia exótica, vários homens organizam uma expedição em busca do tal reino africano, uma aventura na qual se confrontam com outros credos e vontades, resultando em confrontos ora catastróficos, ora divertidos. O resultado é uma banda desenhada agradável e envolvente, que peca pelo tipo de letra usado (e que torna a leitura difícil). A temática aproveita para mostrar diferentes religiões e a forma como, por vezes, conseguem conviver pacificamente, num misto de respeito e indiferença, ou até diversão, perante as diferenças culturais.

SOBRE O AUTOR

Joann Sfar

Sfar tornou-se o mais visível dum grupo de autores que mantêm a coesão, como Trondheim, Blain, David B., Guibert, que produzem incansavelmente e que misturam as suas produções. A tónica do discurso deste grupo vai para a criatividade e originalidade, a aproximação à escrita, o entretenimento inteligente e bem contado. Em relação às escolhas de paginação, Emmanuel Guibert, diz que têm tanto para contar que é forçoso fazerem as coisas de maneira simples e que deixam as paginações complicadas para quem tem as ideias curtas. Segundo Sfar o que é importante é que o desenho, parecido ou não, seja compreensível, o verdadeiro realismo é Picasso a desconstruir um touro.

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