O Feitiço da Índia
SINOPSE
José Martins, o primeiro português a tocar solo indiano, ido como degredado na armada de Vasco da Gama. Casado em Alfama com a moura Rosa, apaixonou-se por Rhema em Cochim, casou-se de novo e morreu em Goa, enfeitiçado pela Índia;
Augusto Martins, o único português (não luso-indiano) a permanecer em território de Goa após a invasão das tropas da União Indiana em 18 de Dezembro de 1961. Casado em Lisboa com a mulher-a-dias Rosa, apaixonou-se em Salcete pela menina Rhema, filha de um brâmane, gerando Sumitha, morrendo em Goa enfeitiçado pela Índia;
A história do narrador, descendente de José Martins e filho de Augusto Martins, que, em 1975, após o reatamento das relações entre Portugal e a União Indiana, partiu para Goa à procura do pai e ali permaneceu até hoje, vivendo com Rhema e Sumitha, enfeitiçado pela Índia.
Através da experiência destas personagens inesquecíveis - e com a ironia e a qualidade a que Miguel Real nos habituou -, O Feitiço da Índia oferece-nos o retrato fascinante de Goa e da costa do Malabar, na Índia, em três épocas marcantes da sua história.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722050753 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | agosto de 2012 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 238 x 26 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 384 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722050753 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Recomendado
Luís Cardoso
Um livro muito interessante , de leitura agradável que inclui historias da história de Portugal e que nos ajuda a conhecer o passado. Com certeza um livro recomendado para ler de um autor nacional
A Ler
Ana
Gostei muito deste livro do Miguel Real. Ao longo do livro vamos conhecendo a história de 3 homens de gerações diferentes que se enfeitiçam pela Índia. Um pouco de romance histórico e um pouco de romance contemporâneo. Não conhecia o autor, mas tem uma escrita fluída e relativamente fácil de acompanhar.
A memoria portuguesa do avesso
daniel vecchio alves
O Feitiço da Índia (2012), de Miguel Real é um dos mais recentes romances portugueses que abordam a representação cultural do navegador Vasco da Gama. Trata-se, sem dúvida, de uma boa sugestão de leitura. Nessa obra, apesar de ser narrada em primeira pessoa pelo descendente português de João Martins, um degredado da esquadra de 1497 e o primeiro português enviado como batedor para pisar em solo oriental, o perfil do navegador é construído pela perspectiva de uma brâmane indiano com quem conversava o atual Martins: “o santorrão deliciava-se com as suas próprias palavras, acabara de chamar pirata dos mares a Vasco da Gama, cognome por que era conhecido na Índia, comprovei-o mais tarde, eu era descendente de um pirata e, ali sentado à sua frente, [...].” (REAL, 2012, p.37). Ao mudar-se de Portugal para Goa à procura de seu pai, era a primeira vez que um indiano lhe jogava à cara, de um modo tão direto e insidioso, a imagem denegrida de seu patriarca Vasco da Gama, cujos feitos aprendera a glorificar na escola de Portugal onde estudava. Na perspectiva do brâmane indiano, Vasco fora um pirata, um miserável bandido, não deixando de salientar a diferença gritante entre o comportamento dos árabes, de negócio sem domínio, e o dos portugueses que chegavam para negociar e dominar os territórios. Temos aqui uma revisitação da memória histórica pela predominância da representação de seu avesso.
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