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O Falcão Afegão

Viagem ao país dos talibã

de Olivier Weber

editor: Publicações Europa-América, abril de 2004
Porque tem de ser assim, está escrito, nós somos os soldados de Deus, os mestres da fé, os puros de entre os puros neste mundo impuro. Nas ruas de Kandahar, Zahir já não olha para os véus azulados, essas sombras de silêncio que desfilam como um exército de vergonha, vergonha de se cruzar com os homens, vergonha de se dirigir aos comerciantes, de cabeça baixa, vergonha de pisar os passeios com sapatos que já não são envernizados, nunca se sabe, isso poderia ser interpretado como um sinal de ostentação e de prazer. Nas ruas de Kandahar reina uma lei de obscurantismo, a dos vencedores, e o próprio Zahir também baixa por vezes os olhos, como um vencido, um deserdado do desejo, um condenado da paixão. Nos tempos do profeta, os poetas do Hedjaz tinham inventado o ghazal, os versos de amor sobre o amor cortês, e elogiavam o amor puro, cuja apologia acompanhou o Islão conquistador. O desejo da carne enriquecia assim a comunhão espiritual. No emirato dos talibã, o amor encontrou uma fronteira, perseguida até ao olhar, considerada como um ultraje e contrária à ideia de submissão. O desejo está enterrado, à excepção do dos mullahs, as Xerazades estão prisioneiras, os ardores estão apagados, a própria essência da paixão amorosa está banida. Os turbantes negros mataram o amor. Na imensidão seca e desértica do Afeganistão, vive uma ave em vias de extinção, o famoso Falcão Peregrino, por muitos chamado o Falcão Afegão. Livre e única no seu modo de vida, esconde-se nas suas montanhas e desertos e, quando estende as asas para voar, é capturada, aprisionada e cerceada da sua liberdade. Por entre o fanatismo e as proibições, os massacres e as execuções, os afegãos são como os falcões. Nascendo livres, são aprisionados por um regime de totalitarismo e intransigências, onde a mais pequena falta conduz à morte e a sombra de um turbante negro se abate sobre os homens, como a sombra dos abutres sobre os falcões. O Falcão Afegão oferece-nos um relato em primeira-mão de um país prisioneiro dentro de si mesmo, um país de absolutismo religioso, um país que, a pouco e pouco, começa a libertar-se. Olivier Weber é repórter do jornal Le Point. A sua cultura, o seu gosto pelos outros, a sua tenacidade, permitiram-lhe desenhar o Afeganistão actual: delirante e sedutor, objecto de escândalo aos nossos olhos – um país onde reina o absurdo.

O Falcão Afegão

Viagem ao país dos talibã

de Olivier Weber

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721053434
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 207 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 204
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Literatura de Viagem
EAN: 5601072496590
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Olivier Weber

Olivier Weber (12 de junho de 1958) é um escritor, crítico e jornalista francês.
Antigo repórter de guerra, desde finais do ano 2000 que se dedica totalmente à escrita, tendo editado romances como "Morte branca", "A Batalha dos Anjos" e "O Falcão Afegão". Mestre de conferências no Institut d'Etudes Politiques de Paris, presidente do Prémio Joseph Kessel é embaixador itinerante de França. A sua obra está traduzida numa dezena de idiomas.
Olivier Weber estudou economia nos Estados Unidos, na Universidade de São Francisco (Business Administration and Management), e em França na Universidade de Nice (DEA, diploma de études approfondies), antropologia na École des hautes études en sciences sociales de Paris (DEA), direito internacional (doutoramento), indonésio e malásio no Institut national des langues et civilisations orientales. Após alguns anos na análise financeira e no ensino, entra para o jornalismo. Parte para a Califórnia em busca de Jack London. Torna-se correspondente de guerra para o The Sunday Times, The Guardian e o Libération, em África e no Médio Oriente, e faz pesquisas para o Les Nouvelles littéraires e o Globe. É nomeado grande repórter pela revista Le Point. Segue as suas atividades de escritor, cujo estilo é por vezes comparado ao de Conrad e Cendrars. Desde então percorrer o mundo, dos Estados Unidos à China, de África ao Oriente, tornou-se a sua paixão.
A 29 de setembro de 2008 ele é nomeado embaixador itinerante pelo Conselho de ministros.

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