O Fagote de Shatner e Outros Contos

de Rui Eduardo Paes
Editor: Chili com Carne, fevereiro de 2019 ‧
Sim, o Shatner do título é o actor cromo de Star Trek, se bem que na perspectiva de Where's Captain Kirk?, canção da banda punk Spizz Energi. William Shatner é referido no livro, mas não está nele. na verdade, nem o autor sabe onde está. do dito Shatner só interessa para o enredo que, num episódio desse clássico televisivo de ficção científica, era ele o fagotista de um grupo de música de câmara.

Yep: logo à partida, as referências musicais deste novo caudal de frases de Rui Eduardo Paes (carinhosamente mais conhecido por REP) - porque é de um livro sobre música que se trata - estão no rock and roll e na clássica, ainda que para falar de jazz, de improvisação e dessa música que se diz ser experimental.

Também se passa pelo hip-hop queer e pelo nintendocore, por exemplo, mas afinal nenhuma forma de arte é uma ilha e tudo está, de alguma maneira, interligado. Até quando o que encontramos são as desassociações reais ou quimicamente induzidas que constituem a realidade. Os contos desta, nas páginas que aqui estão dentro, são os do sexo, da loucura e da morte.

A música não comunica nada, segundo Gilles Deleuze? Mentira: comunica-nos o desejo, esse grande motor do nosso quotidiano, a esquizofrenia que nos define como humanos e a atribulada relação que temos com a Grande Ceifeira. Para ler em ritmo de corrida, porque foi escrito em ritmo de corrida.

O Fagote de Shatner e Outros Contos

de Rui Eduardo Paes

Propriedade Descrição
ISBN: 0000018934892
Editor: Chili com Carne
Data de Lançamento: fevereiro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 165 x 230 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Música
EAN: 0000018934892

SOBRE O AUTOR

Rui Eduardo Paes

Com um percurso que vai já nos quarenta anos, Rui Eduardo Paes tem dividido a sua atividade entre a escrita, a divulgação, a curadoria e o ensino sobre música, regra geral associando-a a temáticas da filosofia, da sociologia e da teoria política e às demais artes, sobretudo as performativas. Trabalhou para publicações como Diário de Lisboa, Independente e Expresso, editou a revista Jazz.pt e passou pela Rimas e Batidas. Hoje tem o seu próprio espaço virtual: Passos na Floresta. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa, integrando o seu júri durante duas décadas, bem como da Associação Granular. Fez assessoria no ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e comunicação no Teatro Nacional D. Maria II.

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