O Estranho Dever do Cepticismo
SINOPSE
Outra razão para a sensação de proximidade com os textos provém sem dúvida da própria contemporaneidade dos factos a que alude (…). Mário Mesquita examina-os com uma paixão escondida, uma tenacidade própria dos lutadores intelectuais que cedo se impuseram a si mesmos raramente dizer eu, a não ser em termos de testemunha ou sujeito de pensamento.
(…) Podemos ir de novo ao encontro das imagens da queda do Muro de Berlim, reviver o optimismo dos anos 90 a empurrar as velas enfunadas da Europa de então, reconstituir o arco de triunfo erguido ao modelo da economia de mercado, observar como os Cinco Continentes se transformaram numa pangeia do capitalismo sustentado pela globalização, podemos recordar como o sistema bancário nos proporcionou viver no futuro, ou ainda examinar como no meio de uma espécie de esperança total na virtude do ideal democrático, se popularizou a ideia do fim da história.» — Lídia Jorge, do Prefácio.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896711481 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | março de 2013 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 140 x 212 x 26 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 496 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Crónicas
|
| EAN: | 9789896711481 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Imprescindível!
Luís Filipe Miranda
O melhor livro de um autor português já publicado até hoje no ano de 2013. Uma profunda e fundamentada viagem ao âmago de alguns dos mais importantes temas da actualidade.
A regra da lucidez
Dionisio Sousa
Ainda não completei a leitura do livro. Estou pela página 150. Escrevo especialmente impressionado com o retrato que o autor nos dá de duas personalidades históricas, afastadas no tempo e no seu papel histórico, mas nas quais encontro traços comuns: François Miterrand, o enigmático e fascinante Presidente de França, que de si mesmo dizia que ninguém lhe conhecia "mais do que um terço" E acrescentava que não gostava de pessoas transparentes; e Ernesto Melo Antunes, o anti-herói da revolução. A ambos aproxima o mesmo gosto e empenho pelo trabalho de bastidores, a mesma rejeição pela abusivamente simplista exposição mediática, a mesma preocupação intelectual de ir atá ao fundo das questões, a mesma consciência de que só o veredicto da serenidade da história é que desvendará a importância e o relevo do seu papel nos acontecimentos de que foram protagonistas. François Miterrand dizia que "a principal qualidade de um chefe de Estado não era a coragem mas a indiferença", enquanto proclamava " as virtudes da impopularidade" Melo Antunes não disse( que eu saiba) o equivalente, mas sempre preferiu a complexidade das questões e das resposta à linearidade simplista das respostas de efeito imediato e redutor. Por este dois retratos que o livro nos dá e por muitos outros, acho que o livro em vez do título que ostenta podia trazer outro: A regra da lucidez
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