O Desassossegado Senhor Pessoa
SINOPSE
Simão Cerdeira, um jovem jornalista do Diário de Lisboa é indicado para escrever o obituário de Fernando Pessoa, porque corre o rumor, em Novembro de 1935, de que o poeta está doente e morrerá em breve. Mas Cerdeira nada sabe sobre o poeta lançando-se numa investigação, percorrendo o seu rasto, entrevistando as principais testemunhas da vida desta enigmática figura.
Ao mesmo tempo, Pessoa prepara a sua morte. Na altura Fernando Pessoa trabalhava nos textos do Livro do Desassossego, do heterónimo Bernardo Soares. Esta obra tem um posfácio e tradução de Ricardo Belo de Morais, escritor, investigador e especialista em Fernando Pessoa.
Dizem que Pessoa tinha um baú cheio de milhares de textos, uma espécie de caixa de correio onde todos esses escritores vinham regularmente deixar os seus manuscritos. Um baú cheio de pessoas que talvez só existam na imaginação do seu dono.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896829971 |
| Editor: | Levoir |
| Data de Lançamento: | junho de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 202 x 275 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 144 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Novela Gráfica 2024 |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Banda Desenhada
>
Novela Gráfica
|
| EAN: | 9789896829971 |
OPINIÃO DOS LEITORES
A inquietude do poeta nos seus últimos dias
Pedro Cleto
Nicolas Barral que, como já tinha feito em Ao som do fado, ambientado no estertor da ditadura, volta a usar Lisboa como palco de um romance gráfico, aqui numa belíssima reconstrução da capital nos anos 1930, perfeitamente reconhecível mas sem que se torne um artifício vazio para tornar mais cativante a obra. O relato avança a dois tempos: por um lado através da investigação do jornalista Simão Cerdeira, metódica, dedicada, assertiva; por outro acompanhando "em directo" os últimos dias de Pessoa e as suas rotinas quotidianas. Desta forma, vamos conhecendo progressivamente a sua biografia mas também o desenvolvimento da sua concepção literária que faria posteriormente a sua glória. Barral permite-se alguma liberdade ficcional, no ajuste de personagens e situações às exigências da narrativa, sem que que isso de algum modo choque ou subverta a verdade histórica, balizada por factos, explicações e referências introduzidos de forma leve e natural, sem prejuízo do ritmo de leitura. Num e noutro caso, nas entrevistas do jornalista e na vida de Pessoa, Barral utiliza pranchas de tom único para marcar os retrocessos que a narrativa faz ao passado, o que ajuda o leitor a distinguir esses momentos e a fruir de forma mais completa esta narrativa fiel a Pessoa, à sua obra, à sua vida - ou, talvez, melhor, às suas vidas, a dele e a dos heterónimos que criou, a quem deu vida e emancipou - num acompanhamento dos seus últimos dias que Barral narra de forma respeitosa e sensível.
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