O Delírio Amoroso & Outros Poemas

de Bocage
idioma: português, português do brasil
Editor: L&PM Editores, agosto de 2005 ‧
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
Venda o seu livro
'O delírio amoroso e outros poemas' tem seleção e prefácio da prof. Dra. Jane Tutikian (UFRGS). Poucas vezes a beleza formal e o lirismo confessional combinaram-se num tom de erotismo e sexualidade como na poesia de Bocage. Nascido em uma época de rigidez cultural no reino de Portugal, Bocage tornou-se um jovem irrequieto, perturbado, famoso por sua participação na vida boêmia e intelectual lisboeta. Romântico antes do romantismo, escrevia poemas eróticos, satíricos, nostálgicos, altamente confessionais, cheios de angústia, referências ao amor e à morte, fazendo pouco do Estado e da religião. Chegou a ser preso por causa de seus versos, vindo a falecer jovem, aos 40 anos, após publicar seus três volumes de poesia, Rimas - nada menos do que o ponto alto da poesia erótica e satírica em língua portuguesa até hoje. O gênio de Bocage só foi reconhecido pela posteridade.

O Delírio Amoroso & Outros Poemas

de Bocage

Propriedade Descrição
ISBN: 9788525411976
Editor: L&PM Editores
Data de Lançamento: agosto de 2005
Idioma: Português, Português do Brasil
Dimensões: 106 x 176 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 174
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9788525411976
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.
As obras de Bocage encontram-se editadas atualmente nas antologias: "Opera Omnia", "Poesias" (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e "Poesias de Bocage". © 2003 Porto Editora, Lda.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR