O Cheiro da Noite

de Andrea Camilleri
Editor: Difel, abril de 2002 ‧

«Disse o cheiro da noite?»
«Disse. Conforme as horas, a noite muda de cheiro.»

Desta vez trata-se de um caso anómalo, em que o cadáver não aparece no início, e Montalbano não é o titular, mas intromete-se. Demasiadas coincidências empurram-no. Investiga o desaparecimento de um financeiro burlão, que levou o dinheiro de meia vila e arredores, e mais tarde do seu ajudante. E a solução seria uma fuga banal, com o dinheiro subtraído aos muitos patos da época da bolsa, ligada a um homicídio.
Mas, bastante mais carregada de horror pungente, surge uma solução lateral, sobre cujo enigma Montalbano se debruça para ver, com a piedade que se sente pelo drama silencioso de certas existências, enquanto um estranho cheiro «a fruta podre, a coisas em putrefacção» espalha, durante algum tempo, como que a sua profecia na noite de Vigàta.
«Então sentiu que a noite tinha mudado de cheiro: era um cheiro leve, fresco, era cheiro a erva nova, a cidreira, a hortelã.»

"A história é uma caricatura às euforias bolsistas, aos discursos de circunstância que cobrem as primeiras versões sobre crimes que os responsáveis não sabem desvendar, às incompetências que se escondem debaixo dos fatos aprumados e das gravatas esticadas. É um regresso do humor corrosivo e da manha siciliana de Andrea Camilleri num dos seus melhores livros. Mas também é uma terrível história de solidão e amor."
Eduardo Dâmaso
in, Público, 26 de Novembro de 2003

O Cheiro da Noite

de Andrea Camilleri

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722905923
Editor: Difel
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Coleção: Literatura Estrangeira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722905923
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Andrea Camilleri

Andrea Calogero Camilleri (Porto Empedocle, 6 de setembro de 1925 - 17 de julho de 2019). Iniciou a sua atividade como encenador, autor de teatro e televisão mas, a partir dos anos oitenta, passou a dedicar-se à narrativa com mais frequência.
O entusiasmo e a admiração dos leitores foi crescendo, assim como o interesse da crítica, quer pelas aventuras satíricas, quer pelos romances policiais ambientados na Vigàta atual do comissário Montalbano, protagonista recorrente nos romances de Camilleri: "A Forma da Água", "O Ladrão de Merendas" (Prémio Ostia 1997), "A Voz do Violino" (Prémio Selezione Bancarella 1998), "Excursão a Tindari", "O Cão de Barro" e "O Cheiro da Noite", todas publicadas pela Difel, são obras que lhe conferiram o estatuto de escritor de culto, confirmado em 1998 com a atribuição do prestigiado Prémio Empedocle.

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