O "Caso Calabote"

de João Queiroz

editor: Quidnovi
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Gravado na memória de toda a nação portista e frequentemente evocado sempre que a arbitragem é tema de discussão, ignorado - e "desmistificado" - pelo povo benfiquista, Inocêncio João Teixeira Calabote, o primeiro árbitro irradiado em Portugal, é, definitivamente, uma figura incontornável da história do futebol português. Os que se revêem no episódio, porque o presenciaram ou porque tiveram a oportunidade de o conhecer pelos registos históricos, chamam-lhe o "caso", o caso em que Calabote terá tentado ajudar o Benfica a tirar o título que acabou por ser do FC Porto, por apenas um golo na longínqua temporada de 1958/59. Os que contestam a veracidade da estória - porque, dizem, trata-se de um caso que até acabou por dar um título ao clube das Antas - dão-lhe contornos de um filme de ficção e fantasia. É uma lenda, insistem. Uma mentira que de tantas vezes repetida acaba por se tornar verdade… Mas não é, de facto. Calabote é mesmo uma realidade e os factos falam por si, não deixam mentir. Não é um mito como muitos tentam, a todo o custo, fazer crer. É um caso que se segue na linha de outros escândalos da arbitragem que se sucederam na década de oitenta e noventa, como o caso de Inácio de Almeida, que acabaria irradiado por não ter validado um golo legal ao Sporting num dérbi com o Benfica (que não podia perder, sob pena de ser apanhado na classificação pelo FC Porto); o do envelope de Francisco Silva, acusado de ter sido subornado num jogo entre o Penafiel e o Belenenses; os "quinhentinhos" de José Guímaro, o único árbitro português condenado em tribunal por actos de corrupção; ou o de Carlos Calheiros e da sua suspeita viagem em família para o Brasil. E no ano em que se comemoram as bodas de ouro desta história, que curiosamente coincide com uma altura em que a corrupção no futebol português se tornou tema preferido dos arautos da verdade desportiva, proponho que façam uma viagem na história, recuem 50 anos e recordem um dos mais célebres casos da história do nosso futebol.

O "Caso Calabote"

de João Queiroz

ISBN: 9789896281472
Editor: Quidnovi
Idioma: Português
Dimensões: 131 x 196 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Desporto e Lazer > Futebol
EAN: 9789896281472
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A mentira escrita não a torna real...

Rogério Silva

Este é mais um marco, na pouco recomendável, História de um pseudo-caso Calabote, senão vejamos: - Quem ganhou o campeonato nesse ano? R: O FC Porto. - Dos quatro jogos realizados pelo Benfica com o Sporting e o FC Porto arbitrados por este Sr., o Benfica ganhou-os a todos! Não apenas ganhou um, contra o FC Porto. Em 9 anos que o Inocêncio Calabote foi árbitro, o Benfica ganhou a maior parte, não foi? R: Não, o Sporting ganhou 5, o Benfica 2 e o FC Porto 2. - Em 1958/59 os o Benfica é obrigado a repetir o jogo com o Belenenses, por a barreira num livre não estar aos 9.15, após ter que jogado com o Sporting e antes de jogar o famoso jogo com a CUF, tudo em 7 dias, para o fecho do campeonato! - Era difíl ganhar ao Belenenses, nessa época e o FC Porto, admiravelmente ganha por 7-0, numa altura que os golos contavam em caso de empate. - Os 14 minutos, são hilariantes, no entanto, todos os jornais da época escrevem que o jogo teve de atraso entre 9 a 10 minutos! É por demais conhecida a tentativa de deturpação da História por parte, muitos deles com voz activa no jornalismo em Portugal, de muitos adeptos e simpatizantes do clube que deveria estar preocupado em correr da direcção, alguém que consporca o futebol e nação portugueses.

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Continuação do anterior .....

Vasco Amador

Peço desculpa se o autor não é portista, mas a forma como apresentou o livro fez-me crer tal coisa. Mas isso não invalida as críticas caso não se incluam aqueles "pequenos"detalhes que já falei, para além de outros desconhecidos. É que a memória e o nome de um homem têm sido arrastados pela lama sem que tenha tido direito a um julgamento sério, pois foi irradiado num proceso sumário, sem direito a defesa, e após o presidente da federação na altura, há um ano atrás ter prometido "fazer-lhe a folha" pois sentiu-se prejudicado num jogo de juniores do seu clube, Os Belenenses. Será que isto foi retratado no livro?

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Mais uma contra o pobre do Calabote ....

Vasco Amador

Vou ler este livro a ver o que diz. Mas escrito por um portista, já consigo adivinhar. Será que o autor investigou que no dia do jogo o árbitro teve que quase empurrar os fotógrafos que não saiam do campo? Será que irá referir que o Calabote APENAS deu 4 minutos de desconto, o jogo é que começou 8 minutos depois da hora? Será que irá referir que o FCP marcou o 2-0 contra dez e o 3-0 (o golo do título) contra nove? É que eu também sei pesquisar e ler algumas coisas e a ESTORIA contada de geração em geração é completamente falsa. E se o Calabote estivesse comprado, será que permitia que por um golo o FCP fosse campeão? E das três penalidades marcadas, só uma oferece dúvidas (ler o Norte Desportivo)? E as expulsões no jogo do FCP terão sido justas? Verei se tudo isto está no livro, embora tenha as minhas dúvidas ..... Se eu fosse familiar do Calabote .......

João Queiroz

João Queiroz nasceu em Lisboa em 1957. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1984. Entre 1989 e 2002 leccionou Desenho, Pintura e Teoria de Arte no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, onde foi também um dos responsáveis pelo Curso Avançado de Artes Plásticas. Em 2000 foi-lhe atribuído o Prémio EDP de Desenho.

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