O "Caso Calabote"

de João Queiroz
Editor: Quidnovi, fevereiro de 2010 ‧
Gravado na memória de toda a nação portista e frequentemente evocado sempre que a arbitragem é tema de discussão, ignorado - e "desmistificado" - pelo povo benfiquista, Inocêncio João Teixeira Calabote, o primeiro árbitro irradiado em Portugal, é, definitivamente, uma figura incontornável da história do futebol português. Os que se revêem no episódio, porque o presenciaram ou porque tiveram a oportunidade de o conhecer pelos registos históricos, chamam-lhe o "caso", o caso em que Calabote terá tentado ajudar o Benfica a tirar o título que acabou por ser do FC Porto, por apenas um golo na longínqua temporada de 1958/59. Os que contestam a veracidade da estória - porque, dizem, trata-se de um caso que até acabou por dar um título ao clube das Antas - dão-lhe contornos de um filme de ficção e fantasia. É uma lenda, insistem. Uma mentira que de tantas vezes repetida acaba por se tornar verdade… Mas não é, de facto. Calabote é mesmo uma realidade e os factos falam por si, não deixam mentir. Não é um mito como muitos tentam, a todo o custo, fazer crer. É um caso que se segue na linha de outros escândalos da arbitragem que se sucederam na década de oitenta e noventa, como o caso de Inácio de Almeida, que acabaria irradiado por não ter validado um golo legal ao Sporting num dérbi com o Benfica (que não podia perder, sob pena de ser apanhado na classificação pelo FC Porto); o do envelope de Francisco Silva, acusado de ter sido subornado num jogo entre o Penafiel e o Belenenses; os "quinhentinhos" de José Guímaro, o único árbitro português condenado em tribunal por actos de corrupção; ou o de Carlos Calheiros e da sua suspeita viagem em família para o Brasil. E no ano em que se comemoram as bodas de ouro desta história, que curiosamente coincide com uma altura em que a corrupção no futebol português se tornou tema preferido dos arautos da verdade desportiva, proponho que façam uma viagem na história, recuem 50 anos e recordem um dos mais célebres casos da história do nosso futebol.

O "Caso Calabote"

de João Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896281472
Editor: Quidnovi
Data de Lançamento: fevereiro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 131 x 196 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Desporto e Lazer > Futebol
EAN: 9789896281472

A mentira escrita não a torna real...

Rogério Silva

Este é mais um marco, na pouco recomendável, História de um pseudo-caso Calabote, senão vejamos: - Quem ganhou o campeonato nesse ano? R: O FC Porto. - Dos quatro jogos realizados pelo Benfica com o Sporting e o FC Porto arbitrados por este Sr., o Benfica ganhou-os a todos! Não apenas ganhou um, contra o FC Porto. Em 9 anos que o Inocêncio Calabote foi árbitro, o Benfica ganhou a maior parte, não foi? R: Não, o Sporting ganhou 5, o Benfica 2 e o FC Porto 2. - Em 1958/59 os o Benfica é obrigado a repetir o jogo com o Belenenses, por a barreira num livre não estar aos 9.15, após ter que jogado com o Sporting e antes de jogar o famoso jogo com a CUF, tudo em 7 dias, para o fecho do campeonato! - Era difíl ganhar ao Belenenses, nessa época e o FC Porto, admiravelmente ganha por 7-0, numa altura que os golos contavam em caso de empate. - Os 14 minutos, são hilariantes, no entanto, todos os jornais da época escrevem que o jogo teve de atraso entre 9 a 10 minutos! É por demais conhecida a tentativa de deturpação da História por parte, muitos deles com voz activa no jornalismo em Portugal, de muitos adeptos e simpatizantes do clube que deveria estar preocupado em correr da direcção, alguém que consporca o futebol e nação portugueses.

Continuação do anterior .....

Vasco Amador

Peço desculpa se o autor não é portista, mas a forma como apresentou o livro fez-me crer tal coisa. Mas isso não invalida as críticas caso não se incluam aqueles "pequenos"detalhes que já falei, para além de outros desconhecidos. É que a memória e o nome de um homem têm sido arrastados pela lama sem que tenha tido direito a um julgamento sério, pois foi irradiado num proceso sumário, sem direito a defesa, e após o presidente da federação na altura, há um ano atrás ter prometido "fazer-lhe a folha" pois sentiu-se prejudicado num jogo de juniores do seu clube, Os Belenenses. Será que isto foi retratado no livro?

Mais uma contra o pobre do Calabote ....

Vasco Amador

Vou ler este livro a ver o que diz. Mas escrito por um portista, já consigo adivinhar. Será que o autor investigou que no dia do jogo o árbitro teve que quase empurrar os fotógrafos que não saiam do campo? Será que irá referir que o Calabote APENAS deu 4 minutos de desconto, o jogo é que começou 8 minutos depois da hora? Será que irá referir que o FCP marcou o 2-0 contra dez e o 3-0 (o golo do título) contra nove? É que eu também sei pesquisar e ler algumas coisas e a ESTORIA contada de geração em geração é completamente falsa. E se o Calabote estivesse comprado, será que permitia que por um golo o FCP fosse campeão? E das três penalidades marcadas, só uma oferece dúvidas (ler o Norte Desportivo)? E as expulsões no jogo do FCP terão sido justas? Verei se tudo isto está no livro, embora tenha as minhas dúvidas ..... Se eu fosse familiar do Calabote .......

SOBRE O AUTOR

João Queiroz

João Queiroz nasceu em Lisboa em 1957. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1984. Entre 1989 e 2002 leccionou Desenho, Pintura e Teoria de Arte no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, onde foi também um dos responsáveis pelo Curso Avançado de Artes Plásticas. Em 2000 foi-lhe atribuído o Prémio EDP de Desenho.

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