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O Camião seguido de Entrevista por Michelle Porte

de Marguerite Duras
Editor: BCF Editores, maio de 2025 ‧
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Nestas páginas bravias, descobrimos uma mulher que diz o que pensa, filma como quer e já não tem nada a perder. Trabalhando nas margens e sobre as palavras, Duras prefere vaguear sem destino. Não sabe para onde vai, diz ela, mas não aceita que lhe cortem o direito à inteligência ou às suas próprias contradições.

De certa forma, ela foi sempre uma estranha no cinema, alguém que veio da escrita e não foi aceite pelos «polícias do cinema, esses que o guardam, que dizem: aqui, é a imagem, e não palavras à-toa». Talvez tenha sido essa estranheza que a empurrou para tamanha insolência. O cinema só poderá continuar se cortar com as amarras monetárias que o dominam e fecham, diz ela. É isso.

Um apelo destemido, sem dúvida, mas como nos mostrou a mulher que pede boleia na estrada e todas as noites inventa a sua vida, um acto de loucura pode ser um acto de amor — o maior de todos.

A obra que apresentamos é composta pelo guião e indi¬cações técnicas do filme O Camião (1977), escrito e realiza¬do por Marguerite Duras, e pela longa entrevista concedida a Michelle Porte após a estreia do filme.

O Camião seguido de Entrevista por Michelle Porte

de Marguerite Duras

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895339884
Editor: BCF Editores
Data de Lançamento: maio de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 109 x 178 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789895339884

SOBRE O AUTOR

Marguerite Duras

Escritora, cineasta e dramaturga, Marguerite Duras (Marguerite Donnadieu) nasceu no Vietname em 1914 e morreu em 1996, em França. Foi uma das mais relevantes escritoras francesas da segunda metade do século XX. A sua obra, habitada por personagens em busca de amor até aos limites da loucura ou do crime, foi visceralmente marcada pela juventude passada na Indochina. Entre os seus muitos livros, como A Dor, Uma Barragem contra o Pacífico, Moderato Cantabile, para mencionar apenas alguns, o seu romance autobiográfico O Amante foi adaptado ao cinema. Marguerite Duras também assinou o argumento do filme Hiroshima, Meu Amor, levado à tela por Alain Resnais.

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