O Atrito da Memória
Colonialismo, guerra e descolonização no Portugal contemporâneo
Editor:
Tinta da China, maio de 2023 ‧
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SINOPSE
Como se fez e desfez o colonialismo? De que forma a guerra colonial se constituiu como a sua etapa derradeira? Qual a memória dominante sobre este período histórico e que disputas públicas se têm expressado nos últimos anos? A memória da guerra, do colonialismo e da descolonização constitui ainda uma realidade viva no Portugal democrático, apesar de ainda não ter sido feita a discussão profunda que uma questão desta magnitude merece. Num momento em que nos preparamos para celebrar os 50 anos do 25 de Abril e da revolução, enfrentar essa memória e os efeitos do colonialismo é fazer uma reflexão indispensável sobre o Portugal de ontem, de hoje e de amanhã.
«É necessário discutir este passado para que se possa abrir espaço para outros futuros. Na verdade, o longo trajeto colonial transporta heranças ativas que devemos ter a responsabilidade de saber enfrentar. A palavra decisiva talvez seja essa: responsabilidade. Ou seja, lidar abertamente com uma trama que se expressa, entre outros aspetos, na mitificação nacionalista da história, nas várias manifestações de um racismo sistémico, e na desconsideração da natureza intrinsecamente violenta do colonialismo. Estes aspetos não podem ficar na penumbra da história: um passado soterrado não é um passado morto; é um passado enterrado vivo. Mais de 60 anos volvidos sobre o início da guerra, quase 50 anos depois das independências africanas e da descolonização, é certo que a maioria da população portuguesa já nasceu depois desses acontecimentos. Mas nada disto pode ser considerado como uma simples curiosidade histórica que apenas diz respeito a quem viveu ‘aquele tempo’. O presente que habitamos é ainda feito desses escombros.»
«É necessário discutir este passado para que se possa abrir espaço para outros futuros. Na verdade, o longo trajeto colonial transporta heranças ativas que devemos ter a responsabilidade de saber enfrentar. A palavra decisiva talvez seja essa: responsabilidade. Ou seja, lidar abertamente com uma trama que se expressa, entre outros aspetos, na mitificação nacionalista da história, nas várias manifestações de um racismo sistémico, e na desconsideração da natureza intrinsecamente violenta do colonialismo. Estes aspetos não podem ficar na penumbra da história: um passado soterrado não é um passado morto; é um passado enterrado vivo. Mais de 60 anos volvidos sobre o início da guerra, quase 50 anos depois das independências africanas e da descolonização, é certo que a maioria da população portuguesa já nasceu depois desses acontecimentos. Mas nada disto pode ser considerado como uma simples curiosidade histórica que apenas diz respeito a quem viveu ‘aquele tempo’. O presente que habitamos é ainda feito desses escombros.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896717506 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | maio de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 142 x 211 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 216 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História de Portugal
|
| EAN: | 9789896717506 |
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