O Áspero Hálito do Amanhã - 2ª Edição

de Alberto Pereira
Editor: Edium Editores, dezembro de 2008 ‧
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O Áspero Hálito do Amanhã - 2ª Edição

de Alberto Pereira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898169297
Editor: Edium Editores
Data de Lançamento: dezembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 205 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 68
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789898169297

Alberto Pereira, O poeta do presente e do futuro.

José Correia

Que grande mestre das metáforas, dos sentimentos, das emoções. Que mente brilhante, que forma tão especial de tocar em assuntos tão profundos. É impressionante a sua escrita, que consiga todos os seus objetivos e que continue a presentear-nos com as suas maravilhosas obras.

O ÁSPERO HÁLITO DO AMANHÃ de Alberto Pereira

Anibal de Figueiredo Pereira

"Raramente tenho visto um autor escolher para livro seu, uma epígrafe que, duma maneira tão forte, caracterize e sintetize aquilo que escreve. "Não somos feitos de pele. Somos feitos de feridas". Assim é, de facto, com o ÁSPERO HÁLITO DO AMANHÃ. A exuberante riqueza das metáforas, o doloroso desencanto das palavras e das ideias, mais não são que o desnudar das feridas sofridas pelo autor enquanto indivíduo e enquanto ser social. Se me perguntassem qual dos poemas mais me impressionou diria com o povo que "não há amor como o primeiro". Foi isso que comigo aconteceu. MEIA-NOITE NA ALMA foia aprimeira poesia que li e que constituiu para mim uma tão marcante surpresa que não sou capaz de deixar de a olhar como uma das mais belas do conjunto. Direi, contudo, que não lhe ficam atrás: O ÁSPERO HÁLITO DO AMANHÃ poema de ressonâncias dramáticas em que o doloroso e desencantado sabor - o áspero hálito - marca o amanhã, o dia seguinte ao de uma perda insuportável - "quando tudo acaba * a rouquidão perene * desce aos escombros da voz". TU, poema de um delicado, magoado e, ao mesmo tempo, explícito erotismo. O ÚLTIMO PARÁGRAFO DO ENCANTO: "Esqueci-me de mim * numa esquina poluída do tempo * e sobre o abismo desprevenido * seguia a aresta íntima dos teus lábios". MUSA CINZENTA: "Todos os dias me sentava junto ao cais da tua boca * a ver-te voltear o sentimento" Da terceira parte do livro de que também muito gosto, GUERNICA é a poesia minha preferidapelo vigor rigoroso da descrição do quadro, rigoroso mas cheio de poesia. Digo-o embora não duvide de que estou a ser muito influenciadopelo facto de ser desde a minha juventude uma apaixonadoadmirador desse quadro, não só pela sua beleza formal mas também pelo muito que ele significou ideológicamente para a "chamada geração de 60" que é a minha. Como já disse, considero a poesia de Alberto Pereira de uma beleza pouco comum mas uma beleza dilacerante e por vezes desesperada. É certo que, se ao espectáculo do mundo somarmos os nossos dramas individuais que a sensibilidade de cada um pode atenuar ou exacerbar, pouca margem fica para optimismos. Assim sendo, a ideia que me atrevo a deixar ao A. , eu que não sou crítico literário, vai no sentido de lembrar algo que também tomo para mim: é que na vida tal como na natureza também há calorosos e luminosos dias de sol com os quais é bom que, por vezes, deixemos aquecer a alma ou o que quer que isso seja.

Proposta "In"-decente

Manuel Cruz da Fonseca

Propormo-nos a criar, já de "per si", não é facil. Propormo-nos a criar, com qualidade e com o cuidado quase insano de proporcionar um tempo de reflexão, introspecção e simultâneamente de deleite é, na sua essência, um desafio que está ao alcance de muito poucos. Este "O Áspero Halito do Amanhã" tem de tudo um pouco, um vociferar de dor nas entranhas da relação, um martelar de sentimentos com um sentido profundo do sentir e, sobretudo, uma infinita capacidade de nos trasportar para outra dimensão da leitura que já há algum tempo não experimentava. Enquanto aguardo o advento de um novo livro do Alberto Pereira a proposta para esta obra surge quase indecente de tão bem que esgrime as palavras, do eu, do nós e do nós no transporte para a atmosfera do imaginário de quem cria.

PARABÉNS

luis da mota filipe

Ao autor, deixo os meus Parabéns pela riqueza da escrita com a qual me presenteou com esta obra que li e aplaudi. Sucessos mil.

Profundo

Maria Matias

Este livro transmite um sentimento de inquietação, uma visão profunda do ser. Uma escrita metafórica que provoca diferentes emoções a cada leitura. Aconselho a quem gosta de boa poesia.

Alberto Pereira - Um poeta do Séc. XXI

Maria Carvalhosa

Este livro de poesia, do Alberto Pereira, constitui um paradigma da nova poesia do Séc. XXI. Apesar de relativamente fiel ao conceito de poesia que sempre tivemos, este "O Áspero Hálito do Amanhã", traz-nos uma lufada de hálito fresco, abre-nos o apetite para lermos coisas semelhantes às que já lemos, mas escritas de forma diferente, porque nova, porque recém-inventada, porque digna de ser conhecida e apreciada.

O Poeta e o Homem

Manuel Alonso

Era uma vez um homem divididido em dois. Um chamava-se Alberto e era Poeta, o outro, Pereira, vivia de enfermagens. Descobri o Alberto nestas páginas, que recomendo vivamente. Sobre o Pereira, nada a dizer por ser mais um entre tantos, que será findado no tempo. O Alberto é eterno e a prova são estas páginas de angustiada paixão

Alberto Pereira - um notável talento

Eliane Ferreira Marques

Sou uma grande admiradora da obra poética do Alberto Pereira, um talento inestimável da nossa língua portuguesa. Seus poemas trazem à lembrança, a dor nos cantares dos marinheiros perdidos nas tormentas dos mares...é uma poética dolorosamente bela. * Guernica O mundo desaba dentro dos homens, voam aviões no olhar, gritam noites no peito. Do céu caem guilhotinas, o estrume metálico fede pústulas de pólvora sobre a sumptuosa desgraça. Há abismos detonados pelos corpos fora. O mundo desaba dentro dos homens, o acne das bombas vai calafetando a morte no chão. As mães com os membros orlados no exílio resvalam crianças no desespero, tocam sinos nas rugas. Guernica, em ti descarrilam sonhos translúcidos em carruagens de sangue e só os ditadores encalhados na cinza toureiam o dilúvio. de Alberto Pereira in: O Áspero Hálito do Amanhã * de uma grande admiradora no Brasil. Eliane

SOBRE O AUTOR

Alberto Pereira

Alberto Pereira, escritor português. Nasceu em Lisboa. Licenciado em Enfermagem. Pós-graduado na área Forense. Diplomado em Hipnose Clínica.
Membro do PEN Clube Português.
Publicou os livros: O áspero hálito do amanhã (2008); Amanhecem nas rugas precipícios (2011); Poemas com Alzheimer (2013); O Deus que matava poemas (2015); Biografia das primeiras coisas (2016); Viagem à demência dos pássaros (2017); Bairro de Lata (2017); Como num naufrágio interior morremos (2019) e Neve interior (2021).
Participou em coletâneas de contos e poesia. Alguns dos seus poemas foram traduzidos para espanhol, francês e inglês. Foi distinguido com vários prémios dos quais se destacam: 1º Prémio no Concurso Literário Conto por Conto (2011); 1º Prémio no Concurso de Poesia Agostinho Gomes (2013); 1º Prémio no Concurso Literário Manuel António Pina – Museu Nacional da Imprensa (2013) e Menção Honrosa (2014, 2015, 2017, 2018, 2020); Menção Honrosa no Prémio Internacional de Poesia Glória de Sant'Anna (2018 e 2020), respetivamente com os livros, Viagem à demência dos pássaros e Como num naufrágio interior morremos; Menção Honrosa no Prémio Internacional de Poesia Natália Correia (2021) com o livro Ecocardiodrama |Inédito|. Finalista do 21º Concurso de Contos Paulo Leminski – Paraná, Brasil (2010) e do Prémio Internacional de Poesia António Salvado (2021) com a obra Mulheres legendadas de Alzheimer |Inédito|.

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