O Arquipélago do Cão

de Philippe Claudel
Editor: Sextante Editora (chancela), março de 2019 ‧
«A história que ides ler é tão real como vós o sois. Passa-se aqui, tal como teria podido desenrolar-se ali. Seria demasiado cómodo pensar que aconteceu noutro lugar. Os nomes dos seres que a povoam pouco importam. Poderiam ser alterados. Pôr os vossos no lugar deles. Assemelhais-vos tanto, procedendo do mesmo molde inalterável. Estou certo de que, mais cedo ou mais tarde, fareis a vós próprios uma pergunta legítima: terá ele sido testemunha do que nos conta? A minha resposta é: sim, fui testemunha disso. Tal como vós o fostes, mas não quisestes ver.»
Três cadáveres de homens negros dão à praia, numa pequena ilha perdida do arquipélago do Cão. Dominados pela força divina do vulcão Brau, as gentes do Cão vivem da pesca, da agricultura, da vinha. Todos se conhecem. Que fazer com aqueles corpos? Philippe Claudel, com mão de mestre, escreve uma história notável, uma negra parábola sobre o cinismo, a indiferença e a apatia moral que invade o nosso tempo, tendo como pano de fundo a tragédia das migrações mediterrâneas de hoje.

O Arquipélago do Cão

de Philippe Claudel

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-676-237-7
Editor: Sextante Editora (chancela)
Data de Lançamento: março de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 215 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989676237710
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Romance-Metáfora

LTC

Depois da inebriante leitura de Perfumes, segui para um registo bem distinto daquele que é considerado um escritor repleto de talento, premiado, cuja obra faço questão de ler na totalidade. Desta vez, para ir testando a qualidade da sua escrita, escolhi este romance-metáfora que alcança o tema dramático das migrações mediterrâneas, mostrando-nos que cada personagem poderia ser cada um de nós e que quando, de forma imprevista, um naipe variado delas se vê confrontada com uma situação delicada para resolver, o que prevalece, naquilo que vem a ser um trabalho de grupo, é o egoísmo, a apatia e a indiferença. Entendo este romance como uma metáfora, que evidencia vários tipos de atitudes que, lamentavelmente, identificamos cada vez mais na humanidade dos dias de hoje.

Interessante

Emílio Miranda

Interessante viagem literária. Façam-na: não se arrependem!

Um livro a não perder

Maria Araújo

Um livro muito interessante e que se lê muito bem. Sobre o pior que temos dentro de nós, sobre egoísmo, e viver só para nós e para o que nos interessa. Um aparecimentos de 3 emigrantes mortos na praia traz ao de cima o pior da humanidade na ilha do cão. Os tempos de hoje como parábola. Gostei deste autor.

Excelente!

AV

Um livro não se mede pelo número de páginas. Este é um excelente exemplo disso! Leitura muito boa, recomendo como qualquer livro do autor, escrita de verdadeira literatura.

Mordedura contínua

Fábio Lavos Martins

Há escritores que têm este efeito em mim - uma vontade imparável de ler cada palavra de cada texto. Claudel não trará, parece-me, qualquer horizonte novo aos livros, não revolucionara nenhum pensamento, nem ousará tentar uma nova forma de construir. Mas conta uma estória como muito poucos. E esse é um dos apelos primordiais da leitura. Passe o eventual pouco cabimento, sinto o como sinto Steinbeck. Neste livro mantém a melancolia (que me cativa) extrema, a decepção e a resignada constatação da indiferença humana. Constrói nos uma ilha para o efeito, e faz - nos sentir, a cada um, uma outra. Indiferentes a tudo o que se passa longe, em fuga de tudo o que se aproxima e nos envergonha. Somos isto e somos disto. Não adianta fingir. Gostei muito

SOBRE O AUTOR

Philippe Claudel

Escritor e argumentista, Philippe Claudel nasceu em Nancy, França, em 1962, e estreou-se na realização em 2008, com Il ya longtemps que je t’aime. A sua vasta obra foi também distinguida com inúmeros galardões e traduzida para cerca de trinta línguas. Destaca-se, para além de O Barulho das Chaves, Almas Cinzentas, vencedor do Prémio Renadout em 2003 e adaptado ao cinema, e A Neta do Senhor Linh, que está a ser adaptado ao cinema.

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