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Notas para John

de Joan Didion
Livro eBook
Editor: Cultura Editora, julho de 2025 ‧
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Em 1999, Joan Didion, a escritora que ao longo de décadas descreveu de forma admirável e amplamente reconhecida a identidade dos Estados Unidos da América, começou a ser acompanhada por um psiquiatra.

Durante mais de um ano, descreveu as sessões clínicas em entradas de diário dirigidas ao seu marido, John Gregory Dunne. O diário foi descoberto no escritório de Didion, após a sua morte, em 2021.

As sessões começaram como parte de um esforço da autora para lidar com uma sensação de crise em desenvolvimento, precipitada pelo trágico alcoolismo da filha. Com o tempo, os temas abordados, sempre numa narrativa interligada, passaram a incluir o trabalho de Didion, a sua própria infância — desencontros e falhas de comunicação com a mãe e o pai, bem como a sua tendência precoce para antecipar catástrofes — e ainda a questão do legado; como a própria Didion colocou: «De que valeu tudo isto?»

Este diário é um relato comovente do dilema doloroso de uma mulher, de uma corajosa escritora reconhecida pela capacidade de examinar meticulosamente as camadas de uma história.

O primeiro livro retirado do arquivo literário de Joan Didion.

Notas para John

de Joan Didion

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895774210
Editor: Cultura Editora
Data de Lançamento: julho de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 231 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 264
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789895774210

Livro muito intimista e para sempre Joan Didion

Desculpas para Ler - Rita França Ferreira

Faço primeiro um "disclaimer": admiro o trabalho de Joan Didion e sou uma fã fervorosa, por isso, quando soube que ia sair um livro seu não hesitei em colocá-lo na minha lista de prioridades. Sabia que era um diário, mas não sabia ao que ia... O livro «Notas para John» é um diário que Joan escreveu para o seu marido, relatando as suas sessões com o psiquiatra num período algo negro da sua vida. Vivia preocupada com a sua filha, que sofria de um grave problema de alcoolismo e debatia-se não só como ajudar Quintana (nome da filha) a lidar com um problema como a compreender o grau e a relação de dependência entre pai/mãe - filha. O livro é muito denso e íntimo. Aliás, se não foi autorizado, esta exposição de intimidade é bastante intimidante, confrangedora pela forma como a fragilidade é revelada. Obviamente que isso não tira o mérito da escrita de Joan, sempre disposta a refletir sobre diferentes temáticas, a tentar esclarecer a sua mente e a sua permanente curiosidade.

SOBRE O AUTOR

Joan Didion

Joan Didion (1934–2021), premiada e aclamada escritora americana, foi autora de romances, obras de não ficção, peças de teatro e filmes. O seu estilo jornalístico, que o The New York Times descreveu como «elegante, sofisticado e irónico», fez de Didion uma voz literária que revelou com superior acutilância, durante décadas, a identidade da América.
Em 2005, Didion recebeu a Medalha de Ouro da Academia Americana de Artes e Letras; dois anos depois, foi distinguida pela National Book Foundation pelo estimado contributo para a crítica e escrita americanas, elogiada na ocasião da seguinte forma: «Didion é uma observadora incisiva da política e da cultura dos Estados Unidos há mais de quarenta anos. Tem lugar reservado na literatura americana, sendo merecedora da admiração de várias gerações de escritores e jornalistas.» Em 2013, recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha Nacional de Humanidades.
Dela própria, Didion disse uma vez: «Só escrevo para descobrir o que penso, o que procuro, o que vejo e o que isso significa.»

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