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Nobres Povo

ou O Magnífico pelotão chamado Que es adof

de Eduardo Palaio
Editor: Edições Colibri, novembro de 2024 ‧
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AEROGRAMA não enviado pelo alferes Quim Ferro - Norte de Angola - 1965 (escrito em letra muito miudinha, para caber) A nossa guerra é feita por jovens civis, quer dizer militares de ocasião, tecnicamente mal preparados, pontaria zero. A boa preparação que existe é aquela que é intrínseca ao camponês, que é a maioria dos nossos soldados de combate: aguentam toda a carga que lhes ponham nas costas, não refilam, suportam qualquer condição de terreno por mais dura que seja, desertos extensos de capim seco sob sol inclemente, furar caminho pelas paredes verdes da floresta virgem, dormir molhados, adormecer em cima de cascalho ou de troncos nodosos, levar com trovoada, chuva torrencial, formigas carnívoras, matacanhas que se enfiam pelas unhas dentro. Nisso somos os melhores do mundo.

"… bem vejo que isto afecta a disciplina, começa a haver fome e sede e, o pior, medo. Estes quarenta gajos olham-me e olham-me, à espera. Não posso, não sou capaz de dizer: Eh pá! ‘tô perdido, sou tanto tropa como vocês, bardamerda!"

"Começa então o imenso berreiro, um estrondo pavoroso e continuado, as explosões ensurdecem e rasgam-se em estilhaços a procurar a carne no meio da tropa. De seguida, sem parança, irrompe a metralha, devastadora, que mais se vê do que se ouve, que grita a morte nos olhos dos que não se conseguem levantar do chão."

Nobres Povo

ou O Magnífico pelotão chamado Que es adof

de Eduardo Palaio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895664726
Editor: Edições Colibri
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 233 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 178
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895664726

SOBRE O AUTOR

Eduardo Palaio

Em 1980, começou pela literatura infantil com o livro "Pinta-o às Bolinhas Azuis" (Edit. Plátano). Em 2010 foi galardoado com o Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca que voltou a ganhar na recente edição de 2024, em 2011 recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores. Teve ainda distinguidos vários trabalhos na área do conto e da literatura juvenil. Últimos trabalhos publicados: "A Peregrinacão de Artur Vilar" (Edit. Miosótis); "Caixa Baixa" (Edit. Colibri); "Os Dez de Tanger" (Edit. Clube do Autor); "A Despedida" (Edit. Colibri) e "Tipografia, Narrativas de uma Arte Universal" (Edit. Colibri). Natural do Seixal, dedica-se ainda a artes gráficas, com relevo para o desenho, ilustração, a pintura e o mural, tendo começado pelo cartoon na antiga revista "Mundo Ri" da direção de José Vilhena.

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