No Terramoto de 1975
SINOPSE
Ruy Höfle Moreira, então dono da Molaflex, está detido há três meses, acusado de atividades contra-revolucionárias. Trata-se de meras suposições, das quais nunca haverá uma acusação oficial ao longo do período de detenção, que durará oito meses.
Em pleno PREC, mais de mil trabalhadores da Molaflex manifestam-se pacificamente em frente ao Quartel-General. Não querem causar tumultos nem estão contra o 25 de Abril; apenas pedem que os militares lhes expliquem a situação do patrão. São atacados e agredidos por militantes revolucionários, que os acusam de serem fascistas; vários trabalhadores são detidos pelos militares.
Esta foi, no Portugal democrático, em pleno PREC, a primeira manifestação pública em prol de um patrão e abalou a opinião pública.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895763610 |
| Editor: | Editora Guerra & Paz |
| Data de Lançamento: | março de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 231 x 27 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 428 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História de Portugal
|
| EAN: | 9789895763610 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Revelador de uma época
RR
Livro notável que revela o ambiente vivido durante o PREC em que uma minoria comunista irresponsável(pleonasmo) reprimiu inocentes e quase levou o país à desgraça total.
A verdade escondida
João Cerqueira
Apesar de vivermos em Democracia, apesar de haver liberdade de expressão, a violência do PREC era um tema tabu. Os donos do regime tinham criado uma mitologia de pureza do 25 de Abril que não se coadunava com a existência de presos políticos e tortura depois da Revolução. O assunto foi censurado nos manuais escolares e na comunicação social. Quem se atrevesse a referir esta verdade incómoda era rotulado de fascista. No Terramato de 1975 mostra, com documentos, que até ao 25 de Novembro não existiu Liberdade nenhuma, nem qualquer tipo de direito legal ou cívico. Os donos do poder - o PCP e a extrema-esquerda que controlavam o MFA- comportaram-se como tiranos de uma qualquer ditadura e usaram métodos semelhantes aos da PIDE. Uma das vítimas desse poder ditatorial foi o empresário Ruy Moreira. Acusado de pertencer ao ELP, sem qualquer prova, foi preso durante oito meses sem ter direito a advogado ou assistência médica, em condições degradantes. Os seus trabalhadores - Molaflex - fizeram um manifestação junto à prisão militar a favor de Moreira e, também eles, sofreram represálias. Escrito com rigor histórico - com o devido contexto internacional -, ritmo rápido e bom português, o livro prende o leitor desde a primeira página. E, por entre tanto abuso e vilania, consegue ainda ter momentos de humor negro - num panfleto da altura, uma assistente social da Molaflex é descrita como «comunista fanática», mas «jeitosa». Nenhum leitor que acredite na Democracia poderá deixar de ficar indignado, e horrorizado, com o que se passou com Ruy Moreira e tantos outros portugueses cujo único crime era serem bem-sucedidos. E mesmo os mais fanáticos defensores da pureza de Abril irão ficar com as suas certezas abaladas. Há, obviamente, muita gente a tentar denegrir este livro nas redes sociais - mas ninguém consegue demonstrar que os factos narrados são mentiras. No Terramoto de 1975 é o mais importante livro sobre o pós-25 de Abril escrito neste século.
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