No Inferno
Editor:
Editorial Caminho, abril de 2001 ‧
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SINOPSE
«[...] imaginei uma personagem enclausurada, anónima, ou quase anónima, e sem memória. Dei-lhe um enigma a deslindar - o da própria identidade - e um razoável acervo de livros pelos quais ele, despojado do resto, se reconheceu como possuidor de muitas leituras. [...] No que respeita ao autor - eu, neste caso -, consciente ou inconscientemente, pus-me a par da minha personagem, isto é, fui ficcionando aos saltos, marimbando na lógica e no encadeamento natural dos acontecimentos, umas vezes com base em ocorrências de natureza autobiográfica e outras vezes a partir de ideias e motivos tomados de empréstimo a uma vasta literatura pretérita. [...]» (A. V., in «Nota Prévia».)
Robinson - convencionalmente o nome da personagem - é de facto uma multiplicidade de personagens cujos nomes mudam ao sabor do escritor que Arménio Vieira «evoca». Robinson deambula pela literatura. Mas... que deambulação? Que literatura? Que ficção? Em que ilha se tornou náufrago? Terá cada extrapolação um significado, um simbolismo? Será que Robinson personagem-autor não nos mostra o reverso do mundo dito dos livros e nos conduz à não-literatura, ao não romance e ao desnudar das convenções literárias?
Robinson - convencionalmente o nome da personagem - é de facto uma multiplicidade de personagens cujos nomes mudam ao sabor do escritor que Arménio Vieira «evoca». Robinson deambula pela literatura. Mas... que deambulação? Que literatura? Que ficção? Em que ilha se tornou náufrago? Terá cada extrapolação um significado, um simbolismo? Será que Robinson personagem-autor não nos mostra o reverso do mundo dito dos livros e nos conduz à não-literatura, ao não romance e ao desnudar das convenções literárias?
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«O escriba de O Eleito do Sol e o escritor de No Inferno serão, então, alter-egos de Arménio Vieira, e a meta-literatura servirá, assim, para questionar as liberdades de criação, tanto quanto as liberdades amplamente idealizadas de qualquer sociedade: romances-alegorias de todas as prisões insulares do ser humano de todas as épocas. Esse o mérito imenso do autor: quebrar as limitações imaginárias da cabo-verdianidade, para a integrar na cultura-mundo, com citações e alusões muito extensas de outras literaturas e culturas.» Jornal de Letras
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722114110 |
| Editor: | Editorial Caminho |
| Data de Lançamento: | abril de 2001 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 135 x 208 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 256 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Uma Terra sem Amos |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722114110 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
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