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Nepumoceno, o Último Colono

de Domingos Fernandes de Barros Neto
Editor: Imagens & Letras, fevereiro de 2023 ‧
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No meio de tanta euforia, um dos antigos trabalhadores chamou-o à parte e, de modo quase confidencial, fez-lhe chegar uma carta anónima, achada no capim, que lhe era dirigida nos seguintes termos:
«Mbondo, 1.5.75
Ex.mo Senhor Neopomocena Fazendero
Mbondo. Aviso, que o Senhor tens muita sorte, durante os dias que passou. Mas mesmo assim não te salvaste tens o seu tempo. O dia que o Senhor vai desaparecer não vais dar por conta. O Senhor durante este tempo se não vais embora vais perder a tua vida. Para bem dizer o Senhor vais na tua terra esta não é tua terra. Se fazeres durante outro 15 dias não tens vida. Eu te pergunto. O Senhor na tua terra não tem serviço? Para vós? Eu te aviso enquanto que não te mato. Se queres que trabalha perdes a tua vida.
Ficas a saber.
J.F.M. e R=
Vitória ou morto
Está bem?».

Perante este facto, Nepumuceno acabou por se convencer de que aos colonos nada mais restava e que a única solução era mesmo regressar à mãe-pátria, àquela pátria que ele, como aliás muitos dos seus colegas, não conhecia bem, tão integrado fora na roda dentada de um império matizado de contornos difusos que se estendia do Minho a Timor.

Nepumoceno, o Último Colono

de Domingos Fernandes de Barros Neto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898153883
Editor: Imagens & Letras
Data de Lançamento: fevereiro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898153883

SOBRE O AUTOR

Domingos Fernandes de Barros Neto

Domingos Fernandes de Barros Neto - nasceu no Cazengo – Kwanza-Norte (Angola) em 1945.
Viveu a sua infância no Dondo (Cambambe), e em Luanda onde concluiu os ensinos primário e liceal.
Formou-se em filosofia em Itália e, em Angola após a independência concluiu o curso de Direito na Universidade Agostinho Neto.
Foi professor do ensino liceal em Angola (Luanda, Bailundo, Huambo Saurimo e Dundo).
Trabalhou na Embaixada de Itália em Angola como tradutor, assistente comercial e adjunto da área da cooperação universitária italo-angolana.
Foi igualmente Diretor da SADIA - Sociedade Angolana dos Direitos do Autor.
Passado à reforma, dedica-se actualmente a actividades de advocacia e, sobretudo, de sistematização literária.

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