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Nem Todas as Árvores Morrem de Pé

de Luísa Sobral
Editor: Dom Quixote, fevereiro de 2025 ‧
17,70€
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Este é um romance sobre duas mulheres unidas pela desilusão e pelos cinquenta anos mais tristes da história da Alemanha. Com uma estrutura muitíssimo original e uma galeria de personagens inesquecível, Nem Todas as Árvores Morrem de Pé marca a estreia fulgurante de Luísa Sobral na ficção.

Emmi, que nasceu pouco antes de Hitler ascender ao poder na Alemanha, perde o pai na guerra e tem uma adolescência difícil, trabalhando desde muito cedo para ajudar em casa. É num bar aonde vai com os amigos depois do trabalho que conhece Markus, um homem de Berlim Leste que lhe escreve cartas maravilhosas e por quem se apaixona perdidamente.

Apesar de a mãe torcer o nariz ao seu casamento num momento em que a Guerra Fria está ao rubro, a irmã apoia-a, e Emmi acaba por ir viver com Mischa, como lhe chama, para a RDA. Inicialmente, tudo corre bem, mas, depois de o Muro de Berlim ser erguido, a separação da família e a chegada de uma carta anónima deixam-na na mais profunda depressão.

M. nasce após a divisão das duas Alemanhas e é o fruto perfeito do socialismo: com uma mãe ausente e educada por uma ama que adora plantas, M. idolatra o pai, desconhecendo por completo o mundo ocidental e crescendo ao sabor de uma realidade distorcida. Até que um dia, ao ouvir o testemunho chocante de uma rapariga, descobre que, afinal, não é só o Muro que tem um outro lado.
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Entrevista a Luísa Sobral

Luísa Sobral é uma das mais destacadas cantoras e compositoras da nova geração da música portuguesa, tendo levado o seu romantismo aos ouvidos e bocas do mundo com Amar pelos Dois, a canção vencedora do Festival Eurovisão da Canção de 2017. Certo dia, sentiu que uma história que a tocou especialmente, a de Maria Feliz, não cabia na canção que lhe dedicou. Precisava de mais espaço, mais tempo. E assim nasceu Nem Todas as Árvores Morrem de Pé, o primeiro romance de Luísa Sobral.
Partindo de um caso real e trágico para a ficção, a história alterna entre duas protagonistas, Emmi e M., cujas vidas se entrelaçam nos 50 anos mais dolorosos da história recente da Alemanha. Emmi, nascida nas vésperas da ascensão de Hitler ao poder, perde o pai na guerra e tem uma adolescência difícil, até se apaixonar por Markus, um homem de Berlim Leste. Em pleno auge da Guerra Fria, decide ir viver com ele para a RDA. Mas quando o Muro de Berlim é erguido, a dor da separação da família deixa-a num abismo sem fundo. M., nascida após a divisão do país, adora o pai, mas sofre com o alheamento da sua mãe. Acreditava viver num mundo socialista perfeito, até as suas convicções se estilhaçarem, lançando-a num caminho com destino ao outro lado do Muro.
Mergulhamos, com Luísa Sobral, na sua estreia literária.* Luísa Sobral – Foto ©Jenna Thiam Contas que a história de Maria Feliz não cabia na canção que compuseste. Já tinhas sentido isso antes?
Eu nunca tinha sentido isso com outras histórias. Quando tenho a ideia de uma história e escrevo uma canção, a história fica resolvida naquela canção, até porque esta, para além da letra, tem a harmonia e a melodia que muitas vezes dizem coisas sem palavras. Acho que o que me fez ficar com esta história não foi a história em si, mas a pessoa. Vi várias imagens desta Maria Feliz e havia alguma coisa no olhar dela que me fez querer ir mais fundo, perceber de onde ela veio.

Foi o final trágico daquele casal da vida real, apaixonado, que despertou a tua veia criativa?
O que me inspirou foi o amor entre eles. Gosto muito de situações que têm alguma ironia, e este casal apaixonado ter decidido tirar a vida ao mesmo tempo – sendo que eram conhecidos como “Os Felizes” –, foi algo forte que mexeu comigo. Também encontro alguma beleza no suicídio em casal, ou seja, na ideia de uma pessoa sentir que se este mundo não dá para um, não dá para o outro. Foi esse o meu ponto de partida.   «Os poemas dão um prelúdio do que vai acontecer, e sinto que talvez sejam a versão canção do capítulo que vem a seguir». Foste “limpando” os poemas que tinhas escrito inicialmente para o livro até restarem as frases poéticas que intercalam os capítulos. Foi um processo semelhante ao da escrita das letras das tuas canções?
Quando termino um disco, ou quando terminei este livro, durante o processo não estou a pensar no significado das coisas, elas simplesmente estão a acontecer porque eu as sinto. Quando começo a dar entrevistas sobre a obra, começo a questionar-me, porque aí já a estou a ver de fora, já não estou envolvida no processo. Agora, apercebo-me de que talvez esses excertos sejam a parte do livro que faz a ligação entre a cantautora e a escritora; dão um prelúdio do que vai acontecer, e sinto que talvez sejam a versão canção do capítulo que vem a seguir.

Optaste por não revelar o nome de M como forma de manter a curiosidade até ao final?
Mais ou menos. O facto de não sabermos o nome dela foi intencional porque, como ninguém sabia o nome da Maria Feliz antes de ela ter adotado esse nome, eu achei interessante [o leitor] não saber.

Por que decidiste contar a história sob o ponto de vista das diferentes personagens, na primeira pessoa?
Escrevi cada personagem separada da outra: primeiro, a Maria Feliz; depois, a Emmi; depois, o Micha. De seguida, imprimi os capítulos todos. Tinha tudo no chão, ia com o maço de folhas para todo o lado e andava a tentar jogar com aquilo, a tentar perceber o que ia causar ao leitor, conforme mudasse as coisas. Essa parte já foi quase um processo de escrita também em si mesmo, o que foi muito engraçado. A escolha das cartas como recurso literário foi uma forma de revelares como as personagens se veem em relação aos outros?
Gosto de livros com cartas, e achei que seria muito interessante conhecermos uma personagem através de cartas, porque a carta não nos mostra tudo. Se eu fosse só um narrador que diz o que está a acontecer àquele homem, seria mais verdadeiro enquanto narrador. Uma carta, não, porque estamos a enviar uma mensagem a alguém. Sabemos o que estamos a escrever, podemos voltar atrás, apagar ou rasgar. É uma coisa muito mais controlada, e eu acho isso interessante nas cartas.

Como é que as tuas viagens enquanto artista influenciaram a tua sensibilidade e compreensão da Alemanha do século XX, incluindo as diferentes e, por vezes, distorcidas visões de cada lado do muro, e os impactos duradouros desse passado?
Já toquei algumas vezes na Alemanha de Leste e já estive noutros países da esfera soviética, e talvez por causa disso consiga sentir um pouco o que era estar ali. É algo muito recente, então ainda há muita coisa daquela época, muitas marcas, sobretudo na arquitetura. Depois de ter acabado de escrever o livro, voltei a Leipzig só para fechar o assunto.   «Para quem viveu sempre com liberdade, é muito mais difícil imaginar uma vida sem ela, e é aqui que entra o poder da literatura.» Quando M. chega a Berlim Ocidental, livre, sente-se como se começasse a ouvir o mundo no seu real volume. A literatura tem o poder de combater o esquecimento da História?
Eu acho que a literatura nos ajuda, mais que tudo, a não esquecermos períodos em que vivemos sem liberdade. No ano passado li A Desobediente, a biografia da Maria Teresa Horta pela Patrícia Reis, e também Revolução, do Hugo Gonçalves. Para pessoas como eu, que não viveram o 25 de Abril, são livros muito importantes para termos a noção do que já se viveu aqui e da liberdade que não se tinha. Não escrevi este livro com essa intenção de ser bandeira, escrevo porque me apetece escrever. No entanto, acho que é muito importante lermos todos os livros que falam sobre períodos de ditadura e de falta de liberdade, para não cairmos nos mesmos erros, porque tendemos a esquecer-nos, muito rapidamente, do que o ser humano é capaz.

No livro escreves que «para quem nunca foi livre é difícil sentir-se livre». Qual é a mensagem que esperas que os leitores absorvam no final da leitura?
Lembro-me que, durante a pandemia, diziam na televisão para ficarmos em casa. As pessoas da geração dos meus pais, que viveram o 25 de Abril, saíam e diziam: «Não vou sair, vou só dar um passeio». E aquilo fazia-me muita confusão, mas depois pensei: «Espera aí, estas pessoas viveram sem liberdade!» e alguém vir e dizer que têm de ficar em casa, toca-lhes num sítio que nós não sentimos, que é tirar-nos a nossa liberdade.
Isso é muito sensível para as pessoas que viveram sem ela, e é por isso que eu escrevi essa frase no livro. Mesmo para aqueles que viveram sem liberdade, a transição para a liberdade é uma coisa que demora um tempo a assentar, porque uma pessoa que vive privado dela quase não tem noção de que há outra forma de viver. Pessoas que são muitas vezes vítimas de violência doméstica ou de situações extremas, acham que aquilo é a normalidade, o que é assustador. Ganhar liberdade é um processo que demora um tempo, porque é nas pequenas grandes coisas que ela se encontra. Para quem viveu sempre com liberdade, é muito mais difícil imaginar uma vida sem ela, e é aqui que entra o poder da literatura.

*Esta entrevista foi originalmente publicada na revista Wookacontede de maio de 2025.

Nem Todas as Árvores Morrem de Pé

de Luísa Sobral

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722084901
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: fevereiro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 240 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722084901

Uma pérola

Mário Magalhães

Li o livro numa tarde. Uma história real que merece muito ser contada e a Luísa fá-lo de uma forma magistral. Imperdível. Agora, por favor, queremos mais Luísa!

Muito bom

Pedro Silva

Começa a ler-se e não se consegue parar, li-o em poucos dias.

Excelente estreia na ficção

Ricardo Trindade, O Informador

Uma história de vida que chegou aos ouvidos de Luísa Sobral por ter terminado em Portugal serviu de mote para o desenvolvimento de uma história entre duas gerações numa Alemanha em ebulição através das divisões que o Muro de Berlim infringiu numa sociedade quebrada. Com uma escrita poética onde a sensibilidade das palavras ajuda a contar a história, com Nem Todas as Árvores Morrem de Pé o leitor conhece em simultâneo Emmi e M, duas mulheres, duas lutadoras e ao mesmo tempo duas sonhadoras que procuram gritar liberdade perante os diferentes entraves que lhes são colocados pela frente. Se com Emmi é possível acompanhar uma adolescência difícil, perdendo o pai para a guerra, o que a levou a trabalhar desde bem cedo, tendo conhecido Markus que a levou após muita insistência ao casamento onde acabou por sofrer e cair numa forte depressão, já com M, nascida perante a divisão das duas Alemanhas, com uma mãe que desde cedo se revelou ausente pelo mau casamento que conheceu, acabando por defraudar o crescimento e consequentemente a educação da filha que com os anos a passarem conhece uma realidade única sem possibilidade de saber o que está do outro lado e o que ficou dos seus antepassados. Com o tempo M conquista o seu espaço e percebe quem é afinal o homem que a criou como pai, deixando para trás a pressão com que cresceu e parte para uma nova vida, procurando o passado que lhe era desconhecido, mas onde já não é possível recuar no tempo para reencontrar quem sempre esteve perdida de si, a própria mãe. Este é um romance triste, numa viagem familiar onde a mágoa e a desilusão andam de mãos dadas com o sofrimento que a Guerra colocou perante milhões de pessoas que se perderam em certo ponto para tarde ou nunca se encontrarem. Uma grande estreia na ficção por parte de Luísa Sobral que mostra mais uma vez a sua sensibilidade para a escrita.

Recomenda-se

Ana

Gostei particularmente de ler este livro e descobrir esta autora. As histórias dos personagens, todas elas relacionadas, estão magistralmente entrelaçadas. É um livro de grande sensibilidade. Recomendo!

Adorei o Livro!

Diana Ferreira

Acabei o livro feliz e emocionada por o ter lido! Uma história muito envolvente, que faz o leitor mergulhar no livro e querer ler sempre mais uma página.

Amei!

Nelson Lourenço

Este é um romance sobre duas mulheres unidas pela desilusão e pelos cinquenta anos mais tristes da história da Alemanha. Com uma estrutura muitíssimo original e uma galeria de personagens inesquecível, Nem Todas as Árvores Morrem de Pé marca a estreia fulgurante de Luísa Sobral na ficção. Emmi, que nasceu pouco antes de Hitler ascender ao poder na Alemanha, perde o pai na guerra e tem uma adolescência difícil, trabalhando desde muito cedo para ajudar em casa. É num bar aonde vai com os amigos depois do trabalho que conhece Markus, um homem de Berlim Leste que lhe escreve cartas maravilhosas e por quem se apaixona perdidamente. Apesar de a mãe torcer o nariz ao seu casamento num momento em que a Guerra Fria está ao rubro, a irmã apoia-a, e Emmi acaba por ir viver com Mischa, como lhe chama, para a RDA. Inicialmente, tudo corre bem, mas, depois de o Muro de Berlim ser erguido, a separação da família e a chegada de uma carta anónima deixam-na na mais profunda depressão. M. nasce após a divisão das duas Alemanhas e é o fruto perfeito do socialismo: com uma mãe ausente e educada por uma ama que adora plantas, M. idolatra o pai, desconhecendo por completo o mundo ocidental e crescendo ao sabor de uma realidade distorcida. Até que um dia, ao ouvir o testemunho chocante de uma rapariga, descobre que, afinal, não é só o Muro que tem um outro lado. Um livro muito bonito e com uma história marcante. Um livro cativante sem dúvida. Espero que seja o primeiro de muitos. Luísa Sobral entrega um romance cheio de sensibilidade e uma doçura na sua escrita que nos cativa ao longo da obra. ¿¿

Amor, desilusão, sofrimento e dor - resta a esperança

Isabel M.

Li o livro num ápice. Não consegui parar até acabar. Romance muito intenso, com personagens muito bem definidos, que nos prendem até ao fim. A presença se um sociopata na família pode ser mais comum do que parece, mesmo sem ser da STASI. Aqui temos a violência em todas as suas formas, sobretudo presente no seio familiar. Livro impactante que recomendo vivamente. Parabéns à autora. Continua Luísa!

Tristeza e Ternura...

SGuerreiro

Porque foi esta dictomia de sentimentos com que fiquei, ao terminar a leitura deste livro maravilhoso! Um livro que começa com um fim anunciado, profundamente demolidor, e que nos conduz no caminho de vida das personagens, trilhado pela profunda desilusão pelos que amam e de permanente reconstrução de vida e de sonhos, num espaço cruzado entre a Alemanha, Itália e Portugal. Há por parte da autora uma construção hábil das personagens e no modo como as apresenta, oferece ao leitor diferentes perspectivas de uma mesma história, dando palco a diferentes "narradores". E apesar da profunda tristeza que acompanha esta história, numa escrita delicada e poética mas ainda assim, forte e contudente, fico com o sentir de que M. encontrou na liberdade com que escolheu viver, a paz em que decidiu deixar a vida...

Um bom presságio

Laura

Sou fã da Luísa Sobral desde sempre e fiz questão de ler o seu primeiro romance. E ainda bem. É um dos livros que me fez parar de vez em quando, olhar para o infinito ou para as árvores que via da janela, para interiorizar o que acabei de ler. Gostei muito da escrita, da história e, o que mais me surpreendeu por não ser habitual, do facto da Luísa ter incluído a história real que a inspirou, logo no prólogo. Fiquei muito curiosa, fui investigar e, à medida que fui avançando na história fui associando-a ao que se sabia da Maria Feliz da vida real. Gostei muito e espero ler muitos mais.

Uma viagem emotiva que me tocou profundamente. Um livro para a vida.

Neusophia

Os livros são como as ementas e os menus: olhamos para a ementa e pensamos "ah, gosto disto", "ah, não gosto tanto disto". Mas mais importante do que o nome do prato é a forma como é feito. Um bacalhau à Brás pode ser simplesmente delicioso ou pode ficar tão seco e sem graça que deixamos metade no prato. Assim são os livros! Podemos olhar para a sinopse e achar "uau, que lindo" ou "isto não me prende". Confesso que a sinopse deste livro não foi assiiiimm aquela coiiiisa... Mas, após ler alguns feedbacks positivos, senti que tinha de lhe dar uma oportunidade. E foi uma viagem incrível!!! Não é a história — é a forma sensível, emotiva e cheia de poesia como está escrita. O ano ainda não acabou, mas este livro ficará no meu top 3. E no meu top de livros para a vida. É lindo! LEIAM!

Terno e memorável. Uma estreia incrível da Luísa Sobral.

Patrícia Rosado

Um livro que nos aconchega como um abraço suave, onde cada página parece trazer consigo a doçura e sensibilidade de Luísa Sobral. É uma leitura simples, mas profundamente acolhedora — gostei mesmo muito!

Arrebatador

João S.

Como é bom quando um livro nos arrebata de surpresa. Foi o que aconteceu com Nem Todas as Árvores Morrem de Pé. A escrita de Luísa Sobral é de uma sensibilidade rara. Comovente e poético. O poder do amor, da imaginação e da superação face ao conflito e ao divisionismo. Um dos livros do ano que recomendo vivamente!

Nem todas as árvores morrem de pé

Cláudia Lima Belchior

Este livro foi uma agradável surpresa. Gosto da Luísa enquanto música e já tinha adquirido o livro “o peso das palavras” que adoro e decidi apostar neste novo livro. De leitura fácil, adorei a forma como faz dançar as palavras. Recomendo vivamente.

romance historico viciante

Isabel do Carmo

uma historia de mãe e filha numa época histórica muito dificil. Um romance lindo e apaixonante

Poesia em cada árvore

R.Marques

Que estreia tao bonita a que Luisa Sobral faz no mundo dos livros, este livro é pura magia, é poesia, é de uma beleza e sensibilidade acima da média e consegue cativar e envolver o leitor desde a primeira página. Para um primeiro livro a Luisa deixa em aberto uma porta para um universo de que queremos saber mais, que venha um segundo livro, pois existem muitas histórias para ela nos contar.

Autora nacional

Susana Fernandes

Li e gostei. Comprei-o na apresentação do livro na livraria Lello no Porto e a autora é extremamente simpática e tem talento. Recomendo!

Uau

DR

Gostei muito da escrita da Luisa e desta história. Ambientada numa época pós Guerra, esta história nem todas as pessoas que achamos que conhecemos , os segredos, a separação das famílias pelo muro é um acontecimento terrível, para todos e o sofrimento é inevitável. A dualidade de pensamentos e de sentimentos quando M. descobre a verdade, é avassaladora. Uma triste realidade, que é muito actual nos dias de hoje também. Quero ler mais da autora, porque me "arrebatou completamente esta história"

Maravilhoso! Simples e intenso.

Margarida

Um livro de uma sensibilidade única. Li em dois dias, sempre ansiosa por mais um momento para o continuar. Adorei! Deixa-nos com a fé de que até o mais monstruoso ser humano carrega em si a capacidade de amar (ainda que não saiba como); com a aceitação da provavel falsa eternidade que pode existir no dito amor eterno e também a concluir que "mãe nunca é só mãe"... As ilustrações ajudam na envolvência e no crescer de cada sentimento ao longo da história. Os pensamentos ditos daquela maneira...woww....que bom! Vai ser dificil despedir-me do livro!...

Absorvente /Encantador,

Alice do Ceu Cruz Felizardo Barreiras

É um romance que narra a vida de duas mulheres unidas pelo sofrimento e desilusão. Um romance que fala da época mais triste da Alemanha. Uma história bem escrita, e bem contada, que gostei muito de ler. Li num ápice.

Uma obra de arte

Angelina Machado

Tão bom, adorei, uma escrita simples e complexa ao mesmo tempo. Toda a gente devia ler este livro :)

Camomila, Cideira e Anis...

Márcia Pereirq

Já sabemos que a Luísa Sobral tem o dom da escrita, com as suas canções belas! Acabo este livro eu paz, embora ter me emocionado bastante no decorrer do livro. Não é um livro histórico mas transporta-nos para um período do mundo difícil e confuso! Na sinopse fala de duas mulheres, mas eu encontro três histórias, três pensamentos e vidas, que vamos entendendo ao longo da história... pensamentos lindos e reais, que nos faz sentir um misto sensações, de sabores e de cheiros! Gostei mesmo muito, parabéns a esta grande escritora!

Inesquecíveis personagens

Ler, um prazer adquirido

Gosto mesmo muito quando uma história me surpreende e arrebata. Esta notícia que virou canção e mais tarde história, com uma bonita capa e uma planta de um herbário por capítulo é realmente uma maravilha. E não consegui parar de o ler porque a narradora é especial. Uma viagem de 4h que nem notei o tempo a passar de tão embrenhada que estava com esta menina/mulher que, a primeira vez que teve que tomar uma decisão foi após um terrível choque. Uma menina que só sabia falar com as plantas e para se conseguir relacionar com as pessoas as transformava na sua imaginação em plantas. A menina que adorava o seu herbário. Admito que estou estupefacta com o talento de Luísa Sobral porque esta história é apaixonante e comovente. Bem contada, ritmada e imparável.

Bonito

Dora Silva Livros à Lareira com Chá

Uma escrita mesmo bonita!! Apetecia me marcar o livro todo, as personagens são especiais. Adorei a Emmi e acompanhar a sua história de vida e como o amor pode ser abalado. Em plena Guerra fria , na Alemanha um país em guerra Recomendo muito

SOBRE O AUTOR

Luísa Sobral

Luísa Sobral é uma das cantautoras mais importantes no panorama musical português, tendo lançado vários álbuns em nome próprio: The Cherry on My Cake (2011), There’s A Flower In My Bedroom (2013), Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa (2014), Luísa (2016), Rosa (2018), Camomila (2021) e DanSando (2022).
Em 2020 estreia o podcast «O Avesso da Canção», no qual conversa com grandes nomes da música portuguesa sobre a arte da escrita de canções. A sua faceta de compositora vai-se destacando ao longo dos anos, chegando a compor para artistas como Ana Moura, António Zambujo, Gisela João, Sara Correia, Mayra Andrade, entre muitos outros. Em 2017, assina «Amar Pelos Dois», que entrega ao irmão Salvador Sobral para interpretar, levando Portugal a conquistar a sua primeira vitória de sempre na Eurovisão. Enquanto produtora, colaborou com artistas como Elisa Rodrigues, Joana Alegre, Luís Trigacheiro ou Rogério Charraz.
Luísa Sobral publica em 2022 e 2024 os livros infantis Quando a Porta Fica Aberta e O Peso das Palavras e, finalmente, em 2025 lança o seu primeiro romance, Nem Todas as Árvores Morrem de Pé.

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