Navegação Ponto Por Ponto

memórias 1964-2006

de Gore Vidal
Editor: Casa das Letras, novembro de 2007 ‧

Confidências de uma vida glamorosa, exuberante e sempre surpreendente.

Nenhum escritor americano do século XX teve uma vida tão agitada e brilhante como Gore Vidal. Em Navegação Ponto por Ponto, este polémico escritor e ensaísta fala abertamente, com elegância e inteligência, das suas vivências mais extraordinárias. O título escolhido refere-se ao feito algo perigoso de comandar um navio sem bússola, espelhando, metaforicamente, o percurso em ziguezague da vida de Vidal.
Gore Vidal faz uma viagem pela sua memória através dos bastidores da literatura, da televisão, do cinema, do teatro, da política e da alta sociedade. Com um estilo muito vivo e simples, como se estivéssemos a escutar uma longa confidência, Vidal salta de história em história, propõe reflexões, é simpático para umas personagens e impiedoso para outras. Nestas páginas encontramos episódios surpreendentes com Jacqueline Kennedy, Tennessee Williams, Eleonor Roosevelt, Orson Welles, Johnny Carson, Greta Garbo, Federico Fellini, Rudolf Nureyev, Elia Kazan e Francis Ford Coppola. As páginas mais comovedoras, escritas com pudor e subtileza, estão reservadas a Howard Auster, o seu companheiro de sempre, o homem com quem viveu mais de cinquenta anos.
Navegação Ponto por Ponto é um livro de memórias inteligente e elegante. Vidal começa com pequenas observações que crescem até ascenderem à sua devida grandiosidade. Um livro fluente, carregado de humor, simples, mas nunca simplista, vivo e glamoroso. Um livro de memórias imperdível.

«Abarcando os mais de quarenta anos que o escritor viveu em Itália, país onde se fixou em 1963, o frequente recurso ao flashback ilumina algumas zonas de sombra. Num ápice, somos transportados da Roma do imediato pós-guerra para a descoberta precoce do cinema. É hilariante a passagem em que Vidal descreve o dia de 1929 (aos 4 anos, portanto) em que, sentado ao lado dos pais num cinema de St Louis, responde em voz alta à pergunta que uma actriz faz no ecrã... O ritmo mnemónico não poupa nada nem ninguém: o arrivismo da mãe, a zanga com Jackie Kennedy, os engates de rua (onde cabe a explicação do motivo que levou Paul Bowles a fugir para Marrocos), o rapto e assassínio de Aldo Moro em 1978 (mero pretexto para falar das Brigadas Vermelhas), a dor sentida pela morte de amigos muito queridos (entre outros: Susan Sontag, Saul Bellow e Barbara Epstein), o desprezo pela Junta que governa a América — Vidal refere sempre como Junta a tríade formada por Bush, Cheney e Rumsfeld —, as guerras monitorizadas pela CNN a partir dos anos 1990, e assim sucessivamente.»
Eduardo Pitta, Público

"Não há nenhum escritor como Gore Vidal, e todos deveriam conhecer a sua obra."
The Times

"Gore Vidal é o mais elegante, erudito e ecléctico escritor da sua geração."
Guardian

"Uma figura cuja forte presença crítica tem sido uma parte essencial da vida cultural americana nos últimos 50 anos."
Times Literary Supplement

"A sagacidade de Gore Vidal de conhecimento, humor e desprezo entra-nos no sangue. Ele consegue mudar a nossa maneira de pensar."
The Observer

Navegação Ponto Por Ponto

memórias 1964-2006

de Gore Vidal

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724617565
Editor: Casa das Letras
Data de Lançamento: novembro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 229 x 148 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Coleção: Memórias
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789724617565

SOBRE O AUTOR

Gore Vidal

Gore Vidal é um dos nomes centrais na história da literatura americana pós-Segunda Guerra Mundial. Nascido em 1925, em Nova Iorque, estudou na Universidade de New Hampshire. O seu primeiro romance, Williwaw (1946), era uma história da guerra claramente influenciada pelo estilo de Hemingway. Embora grande parte da sua obra tenha a ver com o século XX americano, Vidal debruçou-se várias vezes sobre épocas recuadas, como, por exemplo, em A Search for the King (1950), Juliano (1964) e Creation (1981).
Entre os seus temas de eleição está o mundo do cinema e, mais concretamente, os bastidores de Hollywood, que ele desmonta de forma satírica e implacável em títulos como Myra Breckinridge (1968), Myron (1975) e Duluth (1983). Senhor de um estilo exuberante, multifacetado e sempre surpreendente, publicou, em 1995, a autobiografia Palimpsest: A Memoir. As obras O Instituto Smithsonian e A Idade do Ouro encontram-se traduzidas em português.
Neto do senador Thomas Gore, enteado do padrasto de Jacqueline Kennedy Onassis, primo distante de Al Gore, Gore Vidal sempre se revelou um espelho crítico das grandezas e misérias dos EUA.
Faleceu a 31 de julho de 2012, aos 86 anos, na sua casa em Hollywood, vítima de pneumonia.

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