Nas Mãos a Sede dos Passaros

de Lília Tavares
Editor: Poética Edições, julho de 2024 ‧
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Lília Tavares procura seguir o rasgo aberto por Bailarinas de Corda (2019) no entrançado tecido que silencia a essência de cada mulher. Quando a autora nos convoca a ler estas mulheres, pássaros, convida-nos para um caminho que nos vai apurando sentidos, integrando partes de nós e de outros numa rede relacional. Deparamo-nos com mulheres que esperam, incompletas, mulheres fragilizadas, mulheres que se descobrem fortes e guerreiras nos sentimentos. As cordas de afetos voltam a estar presentes nos poemas que dedica amulheres significativas da vida da autora.

Como num embalo. Sobre Bailarinas de Corda escreveu Edgardo Xavier: "Em regra, a poesia de Lília Tavares é simples. Em regra, uma procura úbere de temas remanescentes. Água, vento, natureza e uma inquieta vivência de espírito que arrasta o corpo, a pele, a vontade para lugares de incontornável beleza, de força, de diferença. Vai e fica, está e saiu há muito tempo para onde o corpo se diga calado e a sede se cumpra como essência, como sangue.

Lília Tavares é geradora de uma poesia que nos força a viver o lado intemporal das coisas, das marés, das aves que segue para voltar alada ao caminho que nunca deixou. "Edgardo Xavier, poeta, artista plástico e crítico de Arte"

Nas Mãos a Sede dos Passaros

de Lília Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899070929
Editor: Poética Edições
Data de Lançamento: julho de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 118 x 221 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 84
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789899070929

SOBRE O AUTOR

Lília Tavares

Lília Tavares, nascida em Sines, traz consigo o marulhar das águas nas areias da costa alentejana.
Começou a escrever textos poéticos aos treze anos enquanto estudante, inserida num contexto académico em que fervilhavam ideais e de onde saíram vários intelectuais do Baixo Alentejo, como António Guerreiro e José António Falcão. Influenciada por este último, começou a divulgar a sua poesia no então Jornal de Setúbal e a colaborar nos primeiros números do Jornal dos Poetas & Trovadores.
Foi na livraria Tanto Mar, propriedade do poeta Al Berto, que comprou os primeiros livros de poesia.
Em 1979 editou em Santiago do Cacém, Fusão Crepuscular e outros poemas.
Mestrada em Psicologia Clínica no ISPA, em 1988 alcançou o 1º e o 2º prémios de Poesia da AEIspa.
Volta a publicar a solo em 2013: Parto com os Ventos (Kreamus), seguido de Evocação das Águas (Seda Publ., 2015), Sem Luar |haicais| (Temas Originais, 2015), Nomes Da Noite (Col. A Água e a Sede, #2, Modocromia, 2019) e Bailarinas de Corda (Poética Ed, 2019).
Participa em coletâneas de Poesia em Portugal, Espanha (Galiza e Extremadura), Suíça e Roménia, algumas de âmbito solidário, assim como a sua poesia é referenciada em publicações temáticas e homenagens a outros poetas.
A pedido de artistas plásticos, entra com poesia em catálogos de exposições.
Em abril de 2010 cria no Facebook, a Página Quem lê Sophia de Mello Breyner Andresen, de divulgação diária de Poesia, da qual é coautora com Carlos Campos. Organiza e participa em eventos poéticos.
A Timidez das Árvores é o seu 7º livro de poesia a solo, prefaciado por António Vilhena. Este título inaugura uma coleção, Mão de Semear, na promessa de uma presença regular, na Editora Modocromia.
A autora é casada e mãe de dois queridos filhos adultos.

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