A Jornada para Hidaspes
Editor:
Gato Bravo, junho de 2024 ‧
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SINOPSE
É em Hidaspes que, em 326 a.C., Alexandre o Grande e o seu exército de macedônios, após atravessarem uma região cheia de monções e de monstros desconhecidos - como deveriam ser, aos olhos dos antigos, os elefantes do exército de Poro - conquistaram a imensa região da Índia, ponto de viragem para o domínio do subcontinente indiano e de toda a Ásia menor e médio Oriente.
Pedro Chambel resgata o evento épico e evoca a aura desta batalha ímpar. Em A jornada para Hidaspes, seu primeiro livro de poesia, Chambel reconstrói o iter da vida: ainda jovem, sair da própria vila, buscar a conquista, desbravar o incógnito, enfrentar desafios impossíveis, surpreendentes, inimagináveis. Terá valido a pena pagar o preço?
Na solidão do conquistador, o poeta senta-se "no cimo do mundo" e espera "pelas canções marinhas" enquanto escuta "o choro das crianças". Sua vida, tal como um navio, "segue frágil / solta-se ao vento / ao arrepio da maré". E embora o seu destino seja a conquista, prossegue "náufrago e sem perdão divino / nas viagens que faço por oceanos e rios sem memória".
Como Pedro escreve, na batalha da vida, por vezes parece que perdemos "o barco de novo e de novo" e a "esperança num destino venturoso / é uma quimera sem futuro". Nesta jornada poética, o leitor percebe que não há vitória à vista, e que apenas "Seguimos / até ao dia / em que decidimos tocar nas mãos / que aladas nos perseguiam".
Pedro Chambel resgata o evento épico e evoca a aura desta batalha ímpar. Em A jornada para Hidaspes, seu primeiro livro de poesia, Chambel reconstrói o iter da vida: ainda jovem, sair da própria vila, buscar a conquista, desbravar o incógnito, enfrentar desafios impossíveis, surpreendentes, inimagináveis. Terá valido a pena pagar o preço?
Na solidão do conquistador, o poeta senta-se "no cimo do mundo" e espera "pelas canções marinhas" enquanto escuta "o choro das crianças". Sua vida, tal como um navio, "segue frágil / solta-se ao vento / ao arrepio da maré". E embora o seu destino seja a conquista, prossegue "náufrago e sem perdão divino / nas viagens que faço por oceanos e rios sem memória".
Como Pedro escreve, na batalha da vida, por vezes parece que perdemos "o barco de novo e de novo" e a "esperança num destino venturoso / é uma quimera sem futuro". Nesta jornada poética, o leitor percebe que não há vitória à vista, e que apenas "Seguimos / até ao dia / em que decidimos tocar nas mãos / que aladas nos perseguiam".
EXCERTOS
«O perdão
Jamais te perdoarei.
Agora que te revi
sigo embalado
pelo rasto da estrela do entardecer.
Perco a pele
salgada pelas águas
do mar de agosto
recortada nas costuras
pelos intempestivos oceanos.
Fugirei até chegar ao reino de Seth
ladeado por majestosas baleias
e sobrevoado pelas inclementes parcas.
É assim a vida na cidade onde nasci:
os homens passeiam abrigados dos perigos
celestes,
as mães perseguem destinos,
as pombas carregam o peso dos pecados
e as crianças partem à aventura com
o beneplácito das marés.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899069527 |
| Editor: | Gato Bravo |
| Data de Lançamento: | junho de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 214 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 94 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789899069527 |
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