Nas Entrelinhas da Lua
Editor:
Chiado Books, Janeiro de 2018 ‧
ver detalhes do produto
13,00€
10% DESCONTO
CARTÃO
ZUVJMGIyd3hNR2xOUzNVd05WQlFOMmxsUkRGQk9HWjZhRlpDVGxveGJFUlljemxwWkVoeGFVMXZUWFIxYmpSVlN5OUNhVVJoTUdaemF6VnNiSEF3Tnk5cVNtbEhjWEl2VTFwQmN5dGhNeTl4VTBSeVprTm1aMk5PVXpWVVJrSTJTamhxTVdOUlFsa3hTell2VFU1b2RXMUxVM05OTmtveFNXZENSbFZ6WjFReU0yNTNZWGw0YTFWdlVTdDZOSEZ4V0dsMWEycEhTVnBCV21kWlluUlJMM2hRYW5wT1VrVTVNMDl6WmtZMVZGQnVOMEp5U1VGTGJXdEtVVzQwVjJwelZHVkROaTlHTjBabk1Ua3hZa3MyV25Gc1preGhPWE15VVc0eE9FbDFjbG9yWjNkSE9HaFNVVmxwVm5wU1ZVdENVakZHYmpaVVIwdHFibmhoWWxGVVUybFNZV0l6TDNWSldsUkdjR3N6VjJjeEszUjZWVFJaZDNKeWNVaFZVWGxoUW1wbFYwcDRMMEpQVGxnMVdtb3ZlbFZFZWl0WmQxcDJNVWhYS3psQlZFeHFWR1l5VjFSTWNVRmxTVGd4T0RkWk1tMXViMFFyUlRKcFdGcEJaVVpCT1hGRFdGaDFNbWRFV1c5dEszZ3pRa2d4YkhsMWFrVnJOMDgyY2xsMVVsbHpSVzF2V0NzMWJ6QllMMjVhV1RWSGVVaE9UVGRvTlRJemRsRnBSR2xvVVUxWFdHZFZTU3QyTUdscU5WWnJhblZIUlhKM05ESkxVa3htWW1wWmFVdFFORFF4Y2tseFdGQlFSemsxTURCaVdVZFZaRTFXVjFwemMwY3ZPVGRDTmxGT1dFaEpZMjVtV1Rjdk5qQjZNV3gxYzJkcU5UZHdha2hvWW5SMlFWVldZUzk1ZEZsdmJrTlNXaXN4WWtOa01WTlZlVEJDU1docFRYRlZOM0ZJZVV4WVlVVlRRV0oxU25GcFRESjBTMHhQUzNFMmEzRm1Ra0ZyVDBsR1NuUnVVV2RQVTB4UWJXMU9TVWtyT1hWNmRVOWtZVEZqWlZSeVpsUkNWekZoZFZadmNGUndObWQyYWtaSWQwczRhbVpVWjNoSlkySlhXRTFYVGpWVFduTmxOV2ROY214eVQxUkhOblZEVDFoNGR6TkVhM2cyTjFaR1RXVmtibkJJZVhoT1R6TnJVMDQyWm5KdE9XazBaSGxGTURaUldrNXlMMXBvU0hKc1JsbE9hR2xYTUUxV1VDOHZURnA1YWtwd2JHdEhVWGRQZDI5NmMwcFNlRWRPZUV4NGRsZFdSMk5LTDNKS2NYZ3JNelUyZUVOVFEwZ3lVVk5FVEUxelVUZzVUR05MTmpaV1ZEa3JhamhaVUVWcVpVTldNMjVKWW01elpUZzRVVDA5OjY2b0NrTWZ0TzI5Y21iSWZwYzdTQmc9PQ==
SINOPSE
Disse-lhe, num momento de intimidade que a emocionou, que a vida, afinal, nunca acaba.
Ele acreditava que as emoções eram eternas, por serem transmitidas de e para os outros, como as oscilações circulares dos lagos, quando neles cai uma pedra… ou uma flor.
No fundo, mais do que a História, o conhecimento ou as realizações mais ou menos materiais que edificamos, ele acreditava que era isso que ficava - a emoção, o amor e a entrega.
Para ele, seria isso que gerava o sentimento de pertença e criava a realidade que nos situa no tempo e na nossa história de vida.
Defendia que há medida em que envelhecemos, a vida se tornava mais rápida e os anos passavam mais depressa e que isso aconteceria porque iriamos acrescentando memórias e o nosso percurso relativo se tornava mais longo.
Talvez fosse por isso - acreditava - que o Pessoa terá dito que o melhor do mundo são as crianças; por terem todo o potencial de uma viagem pela frente, como quanto se manda um objecto ao ar e ele irremediavelmente acaba por cair-nos de novo nas mãos, mais tarde ou mais cedo.
Mas, para ela, Pessoa era um louco, desequilibrado e egocêntrico, que via tudo através do seu próprio umbigo e que se esquecera que os anciões trazem consigo o tesouro dos infinitos momentos. É que a vida era tão mágica, que fosse qual fosse a nossa idade e circunstância, poderia acabar de repente, mas só acabaria quando realmente acabasse - até aí… era vida, tivesse começado há cinco ou há noventa e cinco anos. Afagando-lhe o olhar com o seu, ela segredou-lhe mais uma vez ao ouvido, entre outras palavras imperceptíveis, que tinha ainda guardadas muitas jóias para acrescentar ao tesouro que ambos iam construindo.
Ele aparou-lhe os contornos da pele do rosto com as costas de um dedo solto e respondeu-lhe que guardaria todos esses momentos na fímbria do infinito.
Ele acreditava que as emoções eram eternas, por serem transmitidas de e para os outros, como as oscilações circulares dos lagos, quando neles cai uma pedra… ou uma flor.
No fundo, mais do que a História, o conhecimento ou as realizações mais ou menos materiais que edificamos, ele acreditava que era isso que ficava - a emoção, o amor e a entrega.
Para ele, seria isso que gerava o sentimento de pertença e criava a realidade que nos situa no tempo e na nossa história de vida.
Defendia que há medida em que envelhecemos, a vida se tornava mais rápida e os anos passavam mais depressa e que isso aconteceria porque iriamos acrescentando memórias e o nosso percurso relativo se tornava mais longo.
Talvez fosse por isso - acreditava - que o Pessoa terá dito que o melhor do mundo são as crianças; por terem todo o potencial de uma viagem pela frente, como quanto se manda um objecto ao ar e ele irremediavelmente acaba por cair-nos de novo nas mãos, mais tarde ou mais cedo.
Mas, para ela, Pessoa era um louco, desequilibrado e egocêntrico, que via tudo através do seu próprio umbigo e que se esquecera que os anciões trazem consigo o tesouro dos infinitos momentos. É que a vida era tão mágica, que fosse qual fosse a nossa idade e circunstância, poderia acabar de repente, mas só acabaria quando realmente acabasse - até aí… era vida, tivesse começado há cinco ou há noventa e cinco anos. Afagando-lhe o olhar com o seu, ela segredou-lhe mais uma vez ao ouvido, entre outras palavras imperceptíveis, que tinha ainda guardadas muitas jóias para acrescentar ao tesouro que ambos iam construindo.
Ele aparou-lhe os contornos da pele do rosto com as costas de um dedo solto e respondeu-lhe que guardaria todos esses momentos na fímbria do infinito.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895219407 |
| Editor: | Chiado Books |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 138 x 219 x 19 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 266 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Prazeres Poéticos |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789895219407 |