Não se Brinca com Coisas Sérias

de Amílcar Monteiro
Editor: CAPITAL BOOKS, março de 2016 ‧
Do vencedor do Grand Prix de la Satire 2015, do Digital Jester 2016 e de outros prémios igualmente fictícios, chega-nos uma selecção de piadas e textos humorísticos escritos no seu blog, «Não se Brinca com Coisas Sérias», entre 2007 e 2014. Desde o mistério que envolve o doce da casa, até à revelação de heterónimos menos conhecidos de Fernando Pessoa, passando pelo discurso da melga-rainha na abertura da época de caça ao humano, Amílcar Monteiro leva-nos numa viagem hilariante, na qual nunca sabemos o que vamos encontrar ao virar a página.

Não se Brinca com Coisas Sérias

de Amílcar Monteiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9781530605248
Editor: CAPITAL BOOKS
Data de Lançamento: março de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 227 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Humor
EAN: 9781530605248

Um delicioso e inusitado cocktail de humor observacional, negro e absurdo

Cecília Robalo Henriques

Uma experiência extremamente refrescante, prazerosa e incomum. Uma primeira obra que afirma, com confiança, a voz original de um autor, no panorama da literatura de humor. Esta obra está concebida, creio, para nos oferecer um alívio à vida mundana e banal, ora transportando-nos para universos absurdos, com possibilidades insólitas e ricamente imaginadas, ora dando voz às pequenas revoltas e perplexidades de quem se sentiu forçado a integrar-se numa sociedade que lhe precede, sem que lhe tivessem antes pedido autorização. Neste exercício, o autor exacerba e transfigura esse mal-estar em posturas e pontos-de-vista insanos e disparatados que, pelo completo desfasamento da realidade, acabam por nos libertar, pela sua absurdidade humorística, daquilo que sentimos que nos antagoniza e nos incomoda, quer nessa sociedade percepcionada, quer em nós mesmos. Sinto que este livro foi escrito para almas que se sentem, de uma forma ou de outra, invadidas pela amargura e anseiam intimamente revitalizar a sua criança interior. Para mim essa amargura foi, em primeiro lugar, validada, por pinceladas de humor observacional e mordaz, para depois ser ampliada, por pinceladas de humor negro, distorcida, por pinceladas de humor absurdo, e finalmente redimida pelo puro regozijo da criança que desconstrói e transfigura o mundo a bel-prazer, para encontrar combinações cada vez mais originais e inusitadas e afirmar a sua liberdade criativa. Para além de tudo isto, a escrita é minuciosa. Senti que cada palavra foi colocada no sítio certo para provocar o meu deleite. Obrigada pela lufada de ar fresco! É difícil escolher textos favoritos (há-os para tantos gostos e ocasiões), mas gostaria de mencionar: - "Conselhos de Mudaram a Minha Vida": um medley de crítica social e humor absurdo que me fez chorar de tanto rir; - "O Discurso da Melga-Rainha": humor absurdo e infantil, na melhor acepção do termo, e altamente imaginativo; - "Contra a Doença, Marchar, Marchar"; uma crítica social mordaz que revela, de forma hilariante, a realidade disparatada de uma prática que poucas vezes tem sido questionada; - "Os Outros Heterónimos": uma divertidíssima brincadeira com um ícone da literatura portuguesa; - "17ª Conferência Internacional de Quefrô: um deleite da primeira à última palavra!

Sobre este livro

Celso Moura

Há poucos bons livros portugueses de humor e este é um dos melhores.

uma obra deveras interessante

gostei deste livro porque tem alguns bonecos. não gosto de livros só com palavras, aborrecem-me. li este livro em 3 viagens de comboio santarém-bombarral e três cagadas na casa-de-banho da minha avó, e considerei a sua leitura entretenimento de alta qualidade. a minha avó também gostou porque ouvia-a a dar gargalhadas na casa-de-banho enquanto eu via televisão. aguardo com ansiedade a próxima obra deste autor, principalmente para conhecer o desfecho da novela "Arquipélago da Paixão".

SOBRE O AUTOR

Amílcar Monteiro

Amílcar Monteiro é introduzido no mundo em Lisboa, no ano de 1983. É licenciado em Psicologia e especialista em Neuropsicologia Clínica, trabalhando na área da geriatria e das demências. Além disso, já escreveu contos, crónicas, peças de teatro e sketches e fez stand up comedy.
É autor dos livros Não se Brinca com Coisas Sérias (2016), uma seleção de crónicas humorísticas, e Um Belo Dia para Morrer e Outras Histórias (2020), que reúne cinco contos satíricos que misturam humor e tragédia. O seu mais recente livro, Toque, é uma novela dramática sobre obsessão, sacrifício e segundas oportunidades.
Tem por hábito falar pouco sobre si porque odeia discutir assuntos que não domina.

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