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Não me Esqueças

de Alix Garin
Editor: Edições Asa, novembro de 2023 ‧
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«Marie-Louise, dá um beijo ao mar, por mim. » ALIX GARIN
Foi a última coisa que a minha mãe me disse.
- Sabes que mais, avó? E se lá fôssemos mesmo?

A avó de Clémence sofre da doença de Alzheimer. Perante o seu desespero, Clémence toma a decisão de a tirar do lar e de a levar numa viagem em busca da hipotética casa da sua infância. Uma fuga, uma busca, uma insanidade, uma oportunidade para se reencontrar. A menos que tudo seja, afinal, uma despedida...
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Numa escala de 1 a 10, estes livros são um 11

Bom é ter uma expectativa e que a expectativa seja nada face ao que se recebe. Aqui, mostramos a escala rebentada. Aqui vão uns livros que batem tudo. O sentido do fim É que chega-se ao fim desnorteado com o sentido. Barnes é um dos grandes – e este portento é um dos seus maiores. Quem o lê jamais o esquece, e fica a pensar nele muito tempo. O trabalho de arquitetura textual é de tal forma depurado, cirúrgico, que parece um círculo perfeito. Em Barnes, tudo é sublime, não há uma única frase que saiba a ruga ou a pedra na calçada. Aqui temos bocados da história de Tony Webster, que conhecera Adrian Finn no fim do liceu. Juntos, viveram a adolescência, as descobertas da literatura e da cama, a pressa de quem tem o futuro à frente. As décadas passaram, Tony está reformado. Para trás, ficou o passado que lhe parece estanque, a direito. E, finda a história, lá se percebe que a memória escolhe o que guardar. O choque que daí chega é tão dele quanto nosso. E até deu origem a um filme de cinema. QUERO LER!







  Não me esqueças Demolidor. Em banda desenhada, conta-se a história de uma família que não se perdeu para a memória. Para a avó de Clémence, a partir de uma certa altura, a cabeça fez-se nuvem – e uma nuvem de histórias esquecidas. A doença de Alzheimer chegou e, a partir desse momento, para uma e para outra, a vida foi outra coisa. A Clémence, cabe lembrar – e lembrar quem já esqueceu. A neta decide tirar a avó do lar e procurar a casa da sua infância. O leitor acompanha-a, enquanto sabe que aquela vida já tem sabor de despedida. É que, mesmo que o Alzheimer dure décadas, cada momento vivido é um adeus lento ao que se foi. Trocam-se os papéis, e eis a neta a guiar a avó pela mão, pela vida, pelo que houve. A vida não deixou de ter sido vivida só por se ter esquecido tanto. É que Clémence ainda se lembra e, para ela, a avó ainda é quem foi. QUERO LER!
  O homem duplicado A premissa podia ser saramaguiana, mas o tema já encantara outros antes. O mais conhecido será O Duplo, de Dostoievski. Como em O Homem Duplicado, o escritor russo mostrou a vida de alguém que encontrou um seu igual. Ao invés de flores, alegrias e mãos dadas, o confronto com a não-unicidade levou-o aos arames. Aqui, temos obsessão igual, desta feita a de Tertuliano Máximo Afonso. A vida deste homem contrasta com o nome: vida vulgar contra nome tão invulgar. Professor de História no ensino secundário, aborrece-se com a vida. Casou quase porque sim, divorciou-se perguntando-se porque não. Ensinar História – pudera – já lhe sabe a coisa repetida. Um dia, lá lhe acontece qualquer coisa. Ora, qualquer coisa, seja boa ou má, já não é coisa pouca para quem não vê nada acontecer. Ao ver televisão, Tertuliano viu um homem igual a si. Tão igual que era igualzinho. Sem mais nada que fazer da vida, começou a procurar o sósia. O leitor procura-o com ele, alimentando-se já da mesma obsessão insana. QUERO LER! Pedro Alecrim Os cachopos também merecem livros que rebentam a escala. E para dar cabo dela não há melhor do que António Mota. O pequeno leitor abre o livro e vê-se a viver a vida de Pedro, em tanto a si semelhante, em tanto diferente de si. Vive no Pragal, com os pais e os irmãos. Os seus dias têm 24 horas como os nossos, e dão para ir à escola (anda no sexto ano) e trabalhar no campo para ajudar a família. Não é que adore a escola: não compreende tudo o que se passa nas aulas e também não tem tempo para estudar. Ainda consegue ter algum tempo livre, que costuma passar com o amigo Nicolau. A vida lá vai passando, sem grandes percalços, até ao dia em que o pai morre. A partir daí, muda-se o destino às coisas. O rapaz transtorna-se e quem o lê também. QUERO LER!

Não me Esqueças

de Alix Garin

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892358604
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: novembro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 204 x 271 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Novela Gráfica
EAN: 9789892358604

Delicado e íntimo

_henrique

Entrou de mansinho e acertou. No livro há amor e ternura, mas também desgaste, frustração e o peso de ver alguém desaparecer aos poucos à nossa frente. O desenho é leve, quase engana porque não pesa mais do que já pesa a história. É "só" uma neta e uma avó em viagem, com o Alzheimer como pendura.

Cores magnificas

Susana Fernandes

Comprei o livro em promoção pois estas objectos de arte são quase sempre caras . Na minha opinião novelas gráficas são filmes autênticos e este não é excepção. Li e vi esta história de uma assentada só. Não consegui parar. As cores são magnificas, a história é real e muito humana com tudo o que de bom e menos bom significa. Fica um sabor agridoce no final.

Não me esqueças - Novela gráfica

Filipa Monteiro

Uma história contada em quadradinhos sobre o amor de uma neta pela sua avó. Avó essa que tem demência e se encontra num lar... num lar onde ela se esquece frequentemente onde está pensando apenas na casa dos pais.... Toda a história de vida dela se esfumou no tempo... ela não tem uma filha nem tem uma neta... olha para uma janela e está com receio de estar atrasada para chegar a casa e os pais se zangarem.... Vai acontecer aqui uma viagem para realização de sonhos... O final é um final que.... penso não agradar a gregos e troianos e leva-nos a reflexões... A arte é muito bonita e os tons pastel são os mais adequados suavizando a história que a autora nos transmite...

Soberbo, um livro obrigatório

Dora Silva Livros à Lareira com chá

Foi sem dúvida das histórias mais lindas que já conheci. A história de Clémence e a sua avó que sofre de Alzheimer, uma história de superação, aceitação e sobretudo Amor. Um livro que nos emociona, que abraçamos e não queremos largar. Este livro é Amor e o Amor dá-nos força para tudo. Por Favor leiam este livro que tem uma mensagem muito importante e especial e é acompanhado de ilustrações lindas.

A não perder

MAAR

Uma história incrível, comovente e inspiradora sobre família, solidão e amor incondicional. Umas das melhores novelas gráficas que li nos últimos tempos.

Não me esqueças

Susana Frazão

Uma novela gráfica que é uma ode ao amor, ao carinho, à compreensão e ao mesmo tempo ao desespero e à solidão interior. Magníficas ilustrações que retratam a relação entre neta e avó, com um tema pesado mas actual. Ficamos de coração cheio Para quem quiser compreender melhor a doença de Alzheimer, este livro é obrigatório. Recomendo muito <3

Duro e belo ao mesmo tempo

Manuel Gomes

Um livro que nos leva a viajar com a Clémence e a sua avó. A doença de Alzheimer está bem retratada, e que ao longo da narrativa nos leva ao impacto que a doença provoca nos laços familiares. Sem dúvida que é um livro altamente recomendado pelo argumento e arte de Alix Garin.

SOBRE O AUTOR

Alix Garin

Nasceu em 1997, na Bélgica. A sua vocação para a banda desenhada surgiu quando era ainda muito jovem e foi sem hesitar que começou a estudar banda desenhada na École Supérieure des Arts Saint-Luc, em Liège. Em 2017, ganhou o prémio Jovens Talentos no Festival Quai des Bulles, em Saint-Malo.
Em 2018, recém-formada, mudou-se para Bruxelas, sendo então contratada pela agência Cartoonbase. Começou depois a escrever a novela gráfica Ne M’oublie pas, uma história muito pessoal, publicada em França, em 2021. Atualmente, já está traduzida em 16 idiomas.

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