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Na Valsa da Vida

de Luísa Ramos
Editor: Chiado Books, julho de 2015 ‧
11,00€
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A vida é um lago, um rio, um mar ou até um oceano. Mas só o é, quando o Homem conduz o seu projecto de vida com eficácia, como se se tratasse de um comandante de um qualquer couraçado aportado no cais da existência.
Viver é um ato pleno de felicidade, desde que saibamos preservar o mundo de intempéries que, à partida, são construções da nossa própria arquitectura.
Sabemos pela razão, que convive connosco sistematicamente, que a realização plena, passa por um conjunto de dados que deveremos equacionar, mas tendo como suporte o comboio de corda de que tanto nos fala Fernando Pessoa.
Muitas vezes, somos aquilo que os outros querem que sejamos, e não aquilo que preconizámos ser, por razões tão obtusas como ser baixo e querer ascender ao metro e oitenta mesmo sem sapatos de salto alto. Deveríamos, em consciência, perceber de uma vez para todas, que o Amor é um sentimento nobilíssimo à altura das regras que foram ditadas pelo Criador, aquando da feitura do universo. Se existem sóis e luas, mares e oceanos foi porque foram necessários, assim sendo ter-se-á que pensar que, se o Amor existe é porque lado a lado com ele, vive a comunidade, a partilha, a alegria, a solidariedade e a cedência. Dir-se-á que amar não é fruir um conjunto de equações e ligações a dois para serem esquecidas ao passar do primeiro vento. Contrariamente amar é ouvir sistematicamente aquela orquestra que o mundo convencionou de genial e perfeita. É crescer com os gritos do piano, com os soluços das guitarras e com o choro dos violinos. Por isso, é de todo impensável que o Mundo vá trazendo à vida - e em nome do amor - tantas crianças, que depois de verem um rasgo de sol são jogadas às sarjetas dos espaços mais mórbidos.
O que fazer, enquanto o Homem não amadurece?!
Convirá obriga-lo a reter a sua atitude, a escutar mestres capazes de os ajudar a ser gente harmónica e levá-los - lendo ou vendo - a parar para pensar. A vida é, tão só, uma linha curta, finita porque nenhum humano quererá ser o mais rico do mundo dos ecos surdos. Isto é loucura, mas dela vivem os amantes do vil metal dos números que fazem imóveis e leis.
Apetece pensar no estatuto da mulher de hoje… o que é feito dele?! Ainda existe?! Perdeu-se no tempo?!
Creio que nunca o mundo gritou, tão alto, que as crianças precisam de protecção e de amparo e que esses condimentos só podem ser cedidos com desvelo pelas mães deste mundo que solicitas são capazes de dizer adeus ao mundo, para os ver vingar.

Na Valsa da Vida

de Luísa Ramos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895138272
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: julho de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 215 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 204
Tipo de produto: Livro
Coleção: Viagens na Ficção
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789895138272

SOBRE O AUTOR

Luísa Ramos

Sempre amei a escrita. Cedo percebi que sabia equacionar estórias com sabor a Fel e/ou a Amor.
Cursei Letras, e licenciei-me em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Lisboa – Universidade Clássica.
A visão nunca me confundiu, e por isso, joguei com as palavras e fiz delas atrizes, em cena. Pintei quadros humanos com aguarelas multicolores e falei deste espaço que é de todos nós (mundo). Contei (cantei) este cosmo onde a fealdade fez casa e tentei – através da escrita – que o Homem parasse para pensar. No dia 13 de maio de 2000, nascia o meu primeiro livro, uma cantata de angústias exploradas em verso simples. Dei-lhe o nome de Encontrei-me. Mas a vontade de continuar a dizer o que via, sentia e auscultava, era de tal ordem forte, que acabei por, a 9 de dezembro do mesmo ano, colocar uma panóplia de versos ao serviço da minha cidade natal, Lagoa, Musa Poética. Em 2002, publiquei um conto, Enquanto a Música se chamar Mar e Saudade onde decalquei a preocupação com a falta de justiça no mundo, que é nosso. Utilizei depois a web e escrevi crónicas (reflexões e ensaios) e hoje – cansada, mas feliz – quero continuar a «gritar», que o mundo não se pode perder atrás de ideais desmedidos.
Há 40 anos, a viver em Almada e professora de português, tenho o gosto de ver voar os meus textos (da crónica ao romance, passando pelo conto e pelo ensaio) para as mãos dos leitores, que tal como eu, queiram parar para pensar, aquando da leitura do Mundo. Para isso, desço diariamente a escada íngreme da vida, e vejo tanta disforia, que acabo por pintar o papel com verdadeiras estórias de amor e ódio, onde não falta o velho perdido, o pai vencido, a mãe esquecida e tantos outros protótipos da sociedade que é nossa.
Colaboro, sempre que possível em Antologias Poéticas (Utopias e Enigmas com a chancela da Sinapsis, Vida e Morte e Arte/ Poesia, Edições Oz) onde digo o que sinto em prosa e/ou em verso. Em junho de 2015, coloquei no mercado dois livros (ensaios/reflexões), que dizem muito de mim e das sensações que me habituei a utilizar, num baile literal com a escrita: Nas Brumas da Memória e Na Valsa da Vida que tiveram a chancela da Chiado Editora. Em setembro de 2016, e da mesma editora, nasceu o romance, Se eu te Quisesse. Em 2018 e em setembro, foi colocado no mercado um livro de ensaios e crónicas, À Varanda da Minha Memória.

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