Motel Voyeur

de Gay Talese
Editor: Lua de Papel, novembro de 2016 ‧
Gay Talese era já um dos mais aclamados jornalistas americanos quando, no dia 7 de Janeiro de 1980, recebeu uma carta anónima. O autor revelava um extraordinário segredo: era dono de um motel nos arredores de Denver onde instalara uma "plataforma de observação", através do qual espiava - há décadas - o que acontecia em cada um dos 21 quartos. Na sequência da carta, Talese viajou para o Colorado, onde conheceu o seu autor, Gerald Foos, que se auto-intitulava "o maior voyeur do mundo". Gerald queria contar a sua história, mas punha como condição permanecer no anonimato. O jornalista recusou.

 Nos anos seguintes foi recebendo cartas de Gerald, e excertos de um diário detalhado sobre o que o voyeur via na intimidade dos quartos. E via muito. Sexo, traições, ménages a trois, mas também solidão, desespero, crimes e até um assassinato. Testemunhava, ao mesmo tempo, o rosto de uma América que mudava: os anos da libertação sexual, a crescente miscigenação racial, a explosão da homossexualidade, o surgimento de novos géneros sexuais…

A história poderia ter ficado perdida. Mas quando em 2013 o dono do motel decidiu sair do anonimato, Gay Talese aceitou escrever a sua história. O resultado é um extraordinário trabalho de jornalismo narrativo, onde se cruzam as entradas do diário do voyeur com as observações do jornalista.

Motel Voyeur

de Gay Talese

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892336510
Editor: Lua de Papel
Data de Lançamento: novembro de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789892336510

Curiosidade para Voyeurs

Carlos

Mistura de literatura erótica desinteressante e estudo sociológico demasiado evidente.

Espiar o espiador

SMC

Com a devida permissão do espião, assim somos nós, espiadores. Motel Voyer, de Gay Talese, bem poderia ter também o nome de Gerald Foos na autoria. Afinal são dele boa parte das palavras deste livro que nos levam à sua atividade clandestina de observar o que se passa na privacidade de um quarto de hotel. Entre os episódios relatados, alguns mais memoráveis que outros, vamos também conhecendo melhor este voyeur e a pulsão a que obedece quando se debruça para olhar o que se julga privado. Creio que as considerações do autor das observações (Foos), que não é o autor do livro, são as partes mais interessantes. Gostei particularmente das palavras que escreveu sobre si. Creio até que talvez gostasse mais de "ler" o hotel somente com recurso ao diário de Foos do que ler excertos enxertados...

Um marco no jornalismo de investigação

Inês Silva

Extremamente interessante e inquietante. Um olhar sobre uma realidade que pode afetar qualquer um de nós. Viciante.

Viciante!!!

Pedro Quintas

Sem dúvida que recomendo este livro, foi tal forma viciante, a história tão bem contada, a curiosidade do que o dono do motel poderia escrever que dava vontade de ler mais livros deste escritor, com outros testemunhos idênticos, fiquei fã. Meus parabéns ao escritor!!Não há uma única parte do livro que seja aborrecida!!

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU