SINOPSE
Escrever poesia é uma necessidade quando o dia do cão negro espreita, quando se desequilibra a única aresta do tempo onde passados e futuros se encontram. O que é difícil, em tempos difíceis, é não meter os poemas em trincheiras. Temos de evitar a todo o custo que os poemas se metam em trincheiras. As trincheiras, mesmo que se destinem a ser sepulturas, são cómodas: dizem-nos de que lado estamos, quem supostamente são os nossos e quem supostamente são os outros, para que lado disparar.
Só que uma poesia de urgência não pode entrincheirar-se. Pelo contrário, tem de encontrar os caminhos para se chegar ao sítio onde sempre se esteve e que continuam a parecer pátrias estrangeiras. Porque só o estranho pode tornar-se uma pátria.
Só que uma poesia de urgência não pode entrincheirar-se. Pelo contrário, tem de encontrar os caminhos para se chegar ao sítio onde sempre se esteve e que continuam a parecer pátrias estrangeiras. Porque só o estranho pode tornar-se uma pátria.
NOTA DO AUTOR
“Não passo a ser poeta por escrever um livro de poesia. Podia, pois, hesitar em publicar. Só que não há tempo para burilar justificações: esta é uma poesia da urgência, uma poesia necessária, algo que poderia adiar em tempos de lassidão – mas não hoje. É duro afastar o nevoeiro com as mãos nuas, mas é preciso tentar. Quem diz com as mãos, diz com palavras.”
O Autor
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896801083 |
| Editor: | Esfera do Caos |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 0 x 0 x 4 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 88 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Esfera Contemporânea |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789896801083 |
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