SINOPSE
O mito é uma narrativa acerca de deuses e de heróis, mas também é uma narrativa acerca da origem do mundo e sua subsequente ordenação. Neste sentido inscreve-se em pleno no «era uma vez»... Dele ressalta uma clara atemporalidade, sem antes nem depois, dado que o mito se situa para além de todo o tempo, onde a causalidade é preterida, desenvolvendo-se em tempo primordial e fora do tempo histórico.
Quer ponha ou não em ação uma hierogamia, o mito cosmogónico, para além da sua importante função de modelo e de justificação de todas as ações humanas, forma também o arquétipo de um conjunto de ritos e sistemas rituais - é que os mitos justificam as liturgias rituais que asseguram a instalação da comunidade na paisagem dos deuses e dos homens e também o bom curso do universo. E sendo a antiga religião egípcia essencialmente uma religião cultural, há quem defenda a prioridade do rito sobre o mito, o que justificaria uma grande preponderância das práticas rituais litúrgicas do Egito faraónico, desta forma se conformando, de uma forma harmoniosa e complementar, o mito e o ritual. Tal como noutras culturas pré-clássicas, também do antigo Egito nos chegaram narrativas ou epopeias mitológicas, não propriamente os mitos, os quais existiram numa fase oral para serem como que teatralizados no rito - e aqui o mito era vivencialmente narrado pelos oficiantes de serviço.
Numa definição globalizante, o mito pode considerar-se como uma narrativa (com ação e personagens memoráveis), cujo autor não é identificável, e que tem como tema o fundo lendário, étnico e imaginário.
O esquema mitológico fundamental do Egito antigo é de fácil apreensão, organizando-se em estágios que se vão desenvolvendo até ao pretendido final: o incontestado e firme estabelecimento de Hórus como rei do mundo, após a sua vitória sobre o mal (o ínvio e tumultuoso Set). A assunção do poder por Hórus, filho de Ísis e de Osíris, quedar-se-ia bem patenteada na milenar instituição do faraonato, que ao longo de muitos séculos se hirtou em fundamentos hóricos e osíricos - quanto ao prostrado e ressuscitado Osíris, este passa a reinar no outro mundo, deixando a realeza terrestre para o rei do Alto e do Baixo Egito, um Hórus vivo, e assim foi durante os três mil anos da civilização egípcia
Quer ponha ou não em ação uma hierogamia, o mito cosmogónico, para além da sua importante função de modelo e de justificação de todas as ações humanas, forma também o arquétipo de um conjunto de ritos e sistemas rituais - é que os mitos justificam as liturgias rituais que asseguram a instalação da comunidade na paisagem dos deuses e dos homens e também o bom curso do universo. E sendo a antiga religião egípcia essencialmente uma religião cultural, há quem defenda a prioridade do rito sobre o mito, o que justificaria uma grande preponderância das práticas rituais litúrgicas do Egito faraónico, desta forma se conformando, de uma forma harmoniosa e complementar, o mito e o ritual. Tal como noutras culturas pré-clássicas, também do antigo Egito nos chegaram narrativas ou epopeias mitológicas, não propriamente os mitos, os quais existiram numa fase oral para serem como que teatralizados no rito - e aqui o mito era vivencialmente narrado pelos oficiantes de serviço.
Numa definição globalizante, o mito pode considerar-se como uma narrativa (com ação e personagens memoráveis), cujo autor não é identificável, e que tem como tema o fundo lendário, étnico e imaginário.
O esquema mitológico fundamental do Egito antigo é de fácil apreensão, organizando-se em estágios que se vão desenvolvendo até ao pretendido final: o incontestado e firme estabelecimento de Hórus como rei do mundo, após a sua vitória sobre o mal (o ínvio e tumultuoso Set). A assunção do poder por Hórus, filho de Ísis e de Osíris, quedar-se-ia bem patenteada na milenar instituição do faraonato, que ao longo de muitos séculos se hirtou em fundamentos hóricos e osíricos - quanto ao prostrado e ressuscitado Osíris, este passa a reinar no outro mundo, deixando a realeza terrestre para o rei do Alto e do Baixo Egito, um Hórus vivo, e assim foi durante os três mil anos da civilização egípcia
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789725613733 |
| Editor: | Clássica Editora |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 158 x 233 x 22 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 440 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História Antiga
|
| EAN: | 9789725613733 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Rico e completo
Xavier Miguel
Uma selecção muito diversa e completa das lendas, e histórias dos egípcios, descritas e narradas através de uma boa linguagem. Material em torno da cultura egípcia (além da história, claro) não é fácil de encontrar, e esta edição é muito completa nesse sentido. Um livro bastante rico.
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