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Migalhas Filosóficas

de Soren Kierkegaard
Editor: Relógio D'Água, setembro de 2012 ‧
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«Assim, a temática do Cap. I centra-se na apreciação da diferença entre, por um lado, o modelo socrático-platónico da relação do mestre com o discípulo e, por outro lado, o modelo cristão da relação "do deus"com o "aprendiz"; mas, se procurarmos o conceito operativo específico deste capítulo, rapidamente compreenderemos que é a categoria de "instante" que, na sua oposição funcional com a noção de "ocasião", determina o essencial da meditação aí levada a cabo. O Cap. II, por seu turno, tem por tema central a questão do amor do deus pelo homem; o conceito operativo específico deste capítulo encontra-se na "humilhação" que é capital para que este amor não seja um "amor infeliz", ou seja, situa-se naquilo que motiva o facto de o deus descer na figura de um "servo" e que simultaneamente faz que perante este facto se esteja diante do "maravilhoso". O Cap. III debruça-se sobre o tema do paradoxo, em especial da diferença entre o "paradoxo socrático" (Sócrates faz todos os possíveis por conhecer a natureza humana, mas não está certo de saber quem é, em particular de saber se partilha do divino) e o "paradoxo absoluto"(que põe em jogo a "diferença absoluta" entre o deus e o homem, que é a"diferença absoluta do pecado", e o anular desta diferença absoluta na "igualdade absoluta").»
[Da Introdução de José Miranda Justo]

Migalhas Filosóficas

de Soren Kierkegaard

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896413200
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: setembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 234 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789896413200

SOBRE O AUTOR

Soren Kierkegaard

Filósofo religioso e crítico do racionalismo, é considerado o fundador do existencialismo, que se assumiu como uma das mais profundas e renovadoras correntes filosóficas do século XX. Dinamarquês, nasceu em Copenhaga em 1813 e morreu nesta cidade em 1855. Segundo Kierkegaard, o homem tem que renunciar a si mesmo para superar as limitações que a realidade lhe impõe e assim aceder ao transcendente, a Deus e à verdadeira individualidade. Neste sentido, realçou o existir concreto de um homem que anseia pela transcendência focando, consequentemente, os sentimentos de angústia e desespero inerentes a tal condição.

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