Michelangelo
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Dafne Editora, outubro de 2012 ‧
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SINOPSE
Michelangelo aprendeu a ser arquitecto quando os códigos de competência e estabilidade do saber tiveram de ser rompidos para se encontrar a resposta necessária a cada problema concreto. Senhor de uma fé inabalável e municipalista convicto, reteve os antecedentes neoplatónicos instalados no espírito artístico florentino, a componente de valorização do papel do homem como ser e destinatário da arte e o sentido eminentemente científico do conhecimento ao serviço da democratização da vida na República.
Enfrentou os novos desafios com a consciência das suas limitações, mas com determinação para vencer as dificuldades que se colocavam a um profissional com formação de origem noutras áreas das artes plásticas. É verdade que a elevada competência em desenho acompanhou uma larga cultura humanística na sua fase de formação como pintor, primeiro, e principalmente como escultor. Mas, na época em que já homem feito, se viu envolvido nas tarefas de edificar, não estavam ainda clarificados os mecanismos do projecto arquitectónico e Michelangelo sentia-se algo ignorante em muitos aspectos técnicos fundamentais para um efectivo controlo dos sinais a conferir à produção do espaço real. Pensar sobre o objecto e destino da arte e aplicar essas noções ao exercício da arquitectura, revelava a complexidade do trabalho colectivo, mal articulado com a sua tendência de artista de produção individual.
Procuram-se os passos do artista criador abrindo o específico campo da arquitectura como actividade intelectual consciente e crítica, ao lado da poesia, porque é a esse nível que se colocam as questões principais da formação dos arquitectos. De facto, a grande crise económica e política que se abateu sobre as repúblicas urbanas do espaço italiano na transição para o século XVI, fez desmoronar todo o edifício social em que assentavam as teorias da arte. Particularmente pôs em causa a crença na autoridade espiritual dos pontífices de Roma e com ela, a ideia da autoridade absoluta dos enunciados sobre a criação da beleza. Produziu uma tal perturbação em todas as formas de expressão artística, que todo o sistema de regras e valores adquiridos ao longo do primeiro renascimento passou a constituir um mundo de dúvidas e perplexidades. Em Michelangelo, as ambiguidades de valor plástico insistentemente presentes nas opções de forma, bem como a livre interpretação dos modelos extraídos do vocabulário clássico são tentativas de construir uma sintaxe coerente com as novas condições do entendimento da arte. Colocou todas as suas capacidades e energias na procura constante de garantir a perfeição e o equilíbrio, tendo consciência de que para isso teria de reinventar todos os dias, para todas as situações, uma outra ordem de fazer.
Enfrentou os novos desafios com a consciência das suas limitações, mas com determinação para vencer as dificuldades que se colocavam a um profissional com formação de origem noutras áreas das artes plásticas. É verdade que a elevada competência em desenho acompanhou uma larga cultura humanística na sua fase de formação como pintor, primeiro, e principalmente como escultor. Mas, na época em que já homem feito, se viu envolvido nas tarefas de edificar, não estavam ainda clarificados os mecanismos do projecto arquitectónico e Michelangelo sentia-se algo ignorante em muitos aspectos técnicos fundamentais para um efectivo controlo dos sinais a conferir à produção do espaço real. Pensar sobre o objecto e destino da arte e aplicar essas noções ao exercício da arquitectura, revelava a complexidade do trabalho colectivo, mal articulado com a sua tendência de artista de produção individual.
Procuram-se os passos do artista criador abrindo o específico campo da arquitectura como actividade intelectual consciente e crítica, ao lado da poesia, porque é a esse nível que se colocam as questões principais da formação dos arquitectos. De facto, a grande crise económica e política que se abateu sobre as repúblicas urbanas do espaço italiano na transição para o século XVI, fez desmoronar todo o edifício social em que assentavam as teorias da arte. Particularmente pôs em causa a crença na autoridade espiritual dos pontífices de Roma e com ela, a ideia da autoridade absoluta dos enunciados sobre a criação da beleza. Produziu uma tal perturbação em todas as formas de expressão artística, que todo o sistema de regras e valores adquiridos ao longo do primeiro renascimento passou a constituir um mundo de dúvidas e perplexidades. Em Michelangelo, as ambiguidades de valor plástico insistentemente presentes nas opções de forma, bem como a livre interpretação dos modelos extraídos do vocabulário clássico são tentativas de construir uma sintaxe coerente com as novas condições do entendimento da arte. Colocou todas as suas capacidades e energias na procura constante de garantir a perfeição e o equilíbrio, tendo consciência de que para isso teria de reinventar todos os dias, para todas as situações, uma outra ordem de fazer.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898217202 |
| Editor: | Dafne Editora |
| Data de Lançamento: | outubro de 2012 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 151 x 225 x 10 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 144 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Sebentas de História da Arquitectura Moderna |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Arte
>
Arquitetura
|
| EAN: | 9789898217202 |
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