Memórias Póstumas De Brás Cubas

de Machado de Assis
Livro eBook
idioma: português, português do brasil
Editor: L PM, Janeiro de 2009 ‧
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Eça de Queiroz, com quem Machado fora tão severo, tinha uma admiração incondicional pelas Memórias Póstumas e costumava recitar para os amigos que o visitavam em Neully, nos arredores de Paris, o capítulo do delírio de Brás Cubas, que sabia de cor e não cansava de elogiar considerando-o uma obra-prima inimitável. Seria excelente que a geração nova, que se está iniciando nos estudos, não considerasse este livro como leitura obrigatória, e por isso desdenhável, tarefa do currículo escolar e assunto para as armadilhas do vestibular. Mas, pelo contrário, como um convite à aventura intelectual, capaz de desvendar-lhe um mundo realmente novo no plano humano e psicológico. De fato, é em Machado de Assis e no manuseio atento de livros como este que os jovens poderão fazer a sua vigília de armas para as batalhas do espírito. Ele é o mestre, o modelo insubstituível, que realiza o prodígio de ficar melhor a cada leitura que dele fazemos, aguçando-nos a argúcia e a sensibilidade e, de acréscimo, fazendo-nos mais ágeis no uso da linguagem. Em Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis constrói na figura de um defunto-autor e não um autor-defunto - como bem se define o próprio Brás Cubas -, o motivo central de sua crítica à sociedade, pois estando distanciado do mundo dos vivos, o morto Brás Cubas destrói, a partir de suas relações socias, a sociedade do Brasil do século XIX, com seus vícios, seu parasitismo e suas mesquinharias.

Memórias Póstumas De Brás Cubas

de Machado de Assis

Propriedade Descrição
ISBN: 9788525406873
Editor: L PM
Data de Lançamento: Janeiro de 2009
Idioma: Português, Português do Brasil
Dimensões: 105 x 180 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 252
Tipo de produto: Livro
Coleção: L Pm Pocket
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9788525406873

SOBRE O AUTOR

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) nasceu e viveu no Rio de Janeiro. A única vez que deixou a cidade, em 1879, para convalescença de crise de epilepsia, foi para Nova Friburgo. Essa estada ficou literariamente famosa por ter aí começado — ditando-o à mulher, Carolina — Memórias Póstumas de Brás Cubas, livro singularmente extravagante que marca toda a sua obra. Descendente de escravos (o pai, pintor de paredes, era filho de escravos forros; a mãe, uma lavadeira açoriana), pobre, órfão muito cedo, não teve educação formal e foi funcionário público, mas, não obstante ter surgido como o mais excêntrico escritor que o Brasil já conhecera, cedo alcançou enorme reputação literária, fundando e presidindo a Academia Brasileira de Letras. Foi o mais completo homem de letras oitocentista no Brasil, escrevendo em vários géneros, mas destacando-se enquanto romancista, contista e cronista. Os seus romances ainda surpreendem pela atualidade, pelo inesperado do humorismo filosófico e pelo cosmopolitismo. Parece nunca ter sido tão estimado pelos seus pares como foi por eles admirado, o que seria injusto atribuir à excecional configuração do seu génio literário.

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