Memórias em Tempo de Amnésia - Volume II
Exílio sem saudade
SINOPSE
Neste segundo volume de Memórias em Tempo de Amnésia, acompanhamos o percurso de Álvaro Vasconcelos da África colonial para Bruxelas e Paris. É uma crónica dos longos anos 60 que terminaram, como este livro, com o 25 deabril e o primeiro de maio de 1974. Um retrato da revolução cultural dos anos 60, que teve o seu epicentro em Maio de 68, em Paris.
O livro é a afirmação do dever de memória sobre a brutalidade e a miséria do Portugal da ditadura patriarcal e do império, lembrando os que se revoltaram em nome da liberdade, na multiplicidade de vozes de militantes políticos, artistas, ativistas associativos, num tempo em que a Europa democrática era terra de asilo e de solidariedade antifascista.
Aqui ouvimos vozes dessa geração, como as de Ana Benavente, Ana Gomes, Albuquerque Mendes, Cláudio Torres, Hélder Costa, Helena Cabeçadas, Irene Pimentel, João Bernardo Honwana, João Escórcio, José António Gusmão da Silva, Jorge Simões, José Pires Brazão, Maria Teresa Horta, Mário Barroso, Mário Mesquita, Miguel Dias Vaz, Mike Roeykens, Nadine van Walleghem, Luís Vasconcelos, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Sérgio Godinho e Teresa de Sousa.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789723620122 |
| Editor: | Edições Afrontamento |
| Data de Lançamento: | setembro de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 167 x 235 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 208 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História em Geral
|
| EAN: | 9789723620122 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Memórias em Tempo de Amnésia - Volume II de Álvaro de Vasconcelos
Pedro Quintela
No segundo volume de Memórias em Tempo de Amnésia, Álvaro de Vasconcelos aprofunda a reflexão sobre os desafios europeus e internacionais, mantendo a forte componente de diálogo com protagonistas da sua geração. As entrevistas e testemunhos recolhidos — incluindo personalidades bem conhecidas do espaço político e intelectual — consolidam o carácter de retrato colectivo que atravessa a obra. A multiplicidade de vozes permite captar não apenas percursos individuais, mas também as tensões e expectativas de uma geração que atravessou transformações estruturais, do pós-Revolução à consolidação europeia, numa articulação muito bem conseguida entre a experiência pessoal do autor e os vários testemunhos convocados. Tal como no volume I destas memórias, a análise de Vasconcelos é equilibrada, informada e crítica, sem dramatizações excessivas, mas firme na identificação de impasses e responsabilidades. Recomendo!
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