Memórias em Tempo de Amnésia - Volume I
Uma campa em África
SINOPSE
Mas as dificuldades do presente funcionam como uma droga que apaga a memória e propaga como um vírus a amnésia coletiva, tornando a sociedade mais frágil perante ameaças já conhecidas pela humanidade.
Uma campa em África, o primeiro volume, aborda os caminhos que me levaram, ainda menino, para África. Aí vivi entre 1953 e 1967, primeiro em Moçambique, depois na África do Sul. Pretende ser um testemunho da viagem às trevas que era viver em África no tempo em que o racismo era política de Estado, quer fosse na mentira luso tropical ou no horror do apartheid. É um testemunho em nome do dever de memória, contra a política do esquecimento e o revisionismo histórico sobre o crime contra a humanidade que foi o colonialismo. Da Beira da minha infância, da cidade branca, resta uma campa; aí jaz a minha avó Amélia Claro, que eu tanto amara no Douro.
O segundo volume, Utopias Revolucionárias, abordará os anos de exílio e a revolução cultural de Maio de 68, ponto de encontro da contracultura americana e do marxismo europeu, da desconstrução do sistema patriarcal e da luta pela igualdade. É a conclusão da minha crónica dos longos anos 60, que terminaram com o 25 de Abril de 1974 em Portugal.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789723619485 |
| Editor: | Edições Afrontamento |
| Data de Lançamento: | novembro de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 168 x 239 x 13 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 164 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Biografias
|
| EAN: | 9789723619485 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Memórias em Tempo de Amnésia - Volume I de Álvaro de Vasconcelos
Pedro Quintela
No primeiro volume de Memórias em Tempo de Amnésia, Álvaro de Vasconcelos constrói mais do que um relato autobiográfico: oferece um verdadeiro retrato geracional. A par das suas reflexões pessoais e familiares, o autor convoca a sua experiência académica e profissional, nomeadamente no campo da diplomacia e das relações internacionais. Simultaneamente, o livro integra, em vários momentos, excertos de entrevistas e recolhas de testemunhos de figuras da sua geração — algumas amplamente reconhecidas — que enriquecem a narrativa com perspectivas plurais e complementares. Essa dimensão coral confere profundidade ao texto, transformando memórias individuais num espelho de um tempo coletivo. O autor evita tanto o tom nostálgico como o ajuste de contas, privilegiando a análise serena dos dilemas políticos e das escolhas históricas. Um contributo sólido e muito interessante para compreender o percurso de uma geração confrontada com o fim do império e a redefinição do lugar de Portugal e da Europa no mundo.
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