Memórias de um Craque

de Fernando Assis Pacheco

editor: Assírio & Alvim, abril de 2005
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Não há maus assuntos, às vezes há é maus jornalistas - esta consigna podia aplicar-se, por inteiro, a Fernando Assis Pacheco (193?-95). Repórter sem par na sua geração, ele escrevia como ninguém, sempre capaz de transformar o nada em ouro. São disso um exemplo flagrante estas Memórias de Um Craque, segundo título das Obras de Assis em publicação pela Assírio & Alvim.
Prefaciado pelo organizador, com posfácio de Manuel António Pina, Memórias de Um Craque reúne 30 crónicas, escritas em 1972 para o Record e nunca depois saídas em livro. Em boa hora o foram agora, porque são uma maravilha. O craque é o prórpio Assis, e a matéria evocada é a do futebol, melhor dizendo a do futebol que o puto que Assis foi praticou na rua, algures na cidade de Coimbra, a da sua infância.
E aqui torna-se difícil separar o Assis jornalista do Assis escritor. Ele escrevia para um jornal, mas, sentindo-se à rédea solta, a sua escrita ganhou asas até atingir um pícaro sem paralelo entre nós. Indiscritível pela graça, a auto-ironia, o domínio pleno da língua e das suas expressões mais populares, nestas crónicas reabilitadas com cartas de nobreza. Uma pequena grande obra, da qual o jornalista não está de todo arredado, porque estas Memórias possuem igualmente o cunho de repórter, capazes como são de reconstituir tanto um cenário dos tempos idos, quanto o espírito de uma época. Assis, no seu melhor.

"Livrinho-Bíblia do verdadeiro gostar e sentir futebol. Futebol como dantes, como nos tempos do Bentes e demais craques dos futebóis dos idos de cinquenta e sessenta, futebol de suor e chorar, de correr e «vestir camisolas por amor aos clubes» (...) a prosa de Assis Pacheco é um inventário brilhante de uma linguagem duplamente literata e corriqueira, onde a poética e a inteligência da escrita se casa na perfeição com o jargão e com um registo prosaico de calão e humor sublimes e deliciosos."
RCS, Magazine Artes, Junho 2005

Sabe-se que o futebol teve lugar de relevo no trabalho de jornalista de Fernando Assis Pacheco: reportagens, comentários, colunas regulares, entrevistas… e estas «Memórias de Um Craque», decerto o mais característico do largo conjunto. Na verdade, valerá menos como pequeno livro sobre futebol do que enquanto testemunho da importância do futebol na infância: fragmento de autobiografia cruzado com narrativa de episódios infanto-juvenis na Coimbra dos anos 40. Como testemunho autobiográfico, é precioso a vários títulos, e não será o menor deles aquele respeitante à própria constituição literária de Fernando Assis Pacheco, que em certos aspectos permaneceu fiel ao pequeno «craque» aqui retratado em clave auto-irónica.
A primeira, e até agora única, publicação das «Memórias de Um Craque» fez-se em folhetim no «Record», aos sábados, trinta capítulos sem qualquer interrupção entre 22 de Abril e 25 de Novembro de 1972. É esse texto que aqui se reproduz […]
(Abel Barros Baptista, Nota do Organizador)

Sabe-se que o futebol teve lugar de relevo no trabalho de jornalista de Fernando Assis Pacheco: reportagens, comentários, colunas regulares, entrevistas… e estas «Memórias de Um Craque», decerto o mais característico do largo conjunto. Na verdade, valerá menos como pequeno livro sobre futebol do que enquanto testemunho da importância do futebol na infância: fragmento de autobiografia cruzado com narrativa de episódios infanto-juvenis na Coimbra dos anos 40. Como testemunho autobiográfico, é precioso a vários títulos, e não será o menor deles aquele respeitante à própria constituição literária de Fernando Assis Pacheco, que em certos aspectos permaneceu fiel ao pequeno «craque» aqui retratado em clave auto-irónica.
A primeira, e até agora única, publicação das «Memórias de Um Craque» fez-se em folhetim no «Record», aos sábados, trinta capítulos sem qualquer interrupção entre 22 de Abril e 25 de Novembro de 1972. É esse texto que aqui se reproduz […]
(Abel Barros Baptista, Nota do Organizador)

Memórias de um Craque

de Fernando Assis Pacheco

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0889-9
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: abril de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 205 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Coleção: Fernando Assis Pacheco / obra completa
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789723708899
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
e e e e E

Mestre

Rui P.

Excelente livro, de mestre que dava pelo nome de Fernando Assim Pacheco e do qual recomendo também, e mais do que qualquer outro livro, “Paixões e trabalhos de Benito Prada”.

Fernando Assis Pacheco

Fernando Assis Pacheco (1937-1995) nasceu em Coimbra, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. na juventude, foi actor de teatro e redactor da revista Vértice. cumpriu parte do serviço militar em Portugal, tendo seguido como expedicionário para Angola, onde esteve até 1965. nunca conheceu outra profissão que não fosse o jornalismo: deixou a sua marca de grande repórter no Diário de Lisboa, na República, no Jornal de Letras, Artes e Ideias, no Musicalíssimo e no Se7e, onde foi diretor-adjunto. Foi também redator e chefe de redação de O Jornal, semanário onde durante dez anos exerceu crítica literária, e colaborador da RTP. Cuidar dos Vivos (1963) foi o seu livro de estreia. Entre os demais livros que publicou, encontram-se Variações em SousaWalt e Trabalhos e Paixões de Benito Prada. A Musa Irregular – Edição aumentada reúne toda a sua produção poética, e inclui vários inéditos. Assis Pacheco traduziu para português Pablo Neruda e Gabriel García Márquez. Morreu a 30 de novembro de 1995, à porta de uma livraria.

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