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Matin De Roses

de Naguib Mahfouz
idioma: francês
Editor: SINDBAD, agosto de 1998 ‧
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"c'est une calamité que d'avoir une mémoire, mais c'est la seule grâce qui demeure. " le narrateur de matin de roses se souvient du quartier de son enfance, avec ses maisons coquettes et ses jardins en fleurs, mais l'évocation nostalgique n'est qu'un prétexte pour croiser les itinéraires, parfois douloureux, d'une douzaine de familles cairotes, microcosme d'une egypte qui n'a pas su concilier authenticité et modernité. dans oumm abmad, ce sont des commerçants venus de palestine ou de la haute-egypte qui s'enrichissent pendant la seconde guerre mondiale, pâtissent de la révolution ou en profitent au prix des pires compromissions, pour réapparaître sous sadate au sommet de la hiérarchie sociale. Quant à la longue confession que constitue dieu bénisse ta soirée, elle est le fait d'un homme à la retraite, solitaire et amer, qui retrace l'histoire de sa famille et celle, tout aussi douloureuse, de la femme qu'il a jadis aimée. ces trois nouvelles constituent donc, en quelque sorte, une "trilogie", à l'instar du célèbre cycle romanesque de mahfouz. toute l'histoire politique et sociale de l'egypte au xxe siècle s'y trouve condensée mais, à la différence de la trilogie, les temps et les espaces se chevauchent ici pour traduire, avec plus d'acuité, la complexité de l'identité égyptienne, enjeu de la lutte des classes et des générations.

Matin De Roses

de Naguib Mahfouz

Propriedade Descrição
ISBN: 9782742718788
Editor: SINDBAD
Data de Lançamento: agosto de 1998
Idioma: Francês
Dimensões: 115 x 218 x 12 mm
Tipo de produto: Livro
Coleção: Sindbad
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782742718788

SOBRE O AUTOR

Naguib Mahfouz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1988

Romancista egípcio, Naguib Mahfouz nasceu a 11 de dezembro de 1911 em Gamaliya, nas cercanias do Cairo. Filho de um funcionário público, teve acesso a uma educação esmerada.
Após ter concluído os seus estudos secundários, ingressou na Universidade do Cairo, de onde obteve o seu diploma em 1934. Enquanto prosseguia um curso de pós-graduação, Mahfouz tomou a decisão de se tornar escritor a tempo inteiro.
Começou por colaborar para a imprensa com artigos e contos, reunindo estes últimos num volume aparecido em 1938. No ano seguinte conseguiu alcançar uma certa estabilidade ao seguir as pisadas do pai, tornando-se funcionário público no Ministério dos Assuntos Islâmicos.
Também nesse ano de 1939 publicou o seu primeiro romance, Abath al-Aqdar, obra em que, com volumes como Radubis (1943) e Kifah Tibah (1944), o autor procura fazer abranger a totalidade da história do Egipto. Em meados da década de 50, surgiu com Al-Thulatiya (1956-57, A Trilogia do Cairo), obra em que descreve as andanças da família de Al-Sayyid Amad Abd Al-Jawad durante três gerações, desde a Primeira Grande Guerra até ao tempo presente.
A Revolução do Egipto, ocorrida em 1952, depôs o monarca Farouk I e instaurou um regime liderado por Gamal Abdel Nasser. Desagradado com a situação, o escritor votou-se ao silêncio durante alguns anos. Reapareceu em 1959 com trabalhos de índole prolífica e variada.
Alterando o seu discurso e recorrendo à alegoria e ao simbolismo para veicular as suas opiniões políticas, publicou Al-Liss Wa-Al-Kilab (1961, O Ladrão e os Cães), romance que conta a história de um gatuno de convicções marxistas e que, após ter sido aprisionado e eventualmente libertado, procura a vingança e encontra a morte.
Após ter exercido as funções de diretor do Gabinete de Censura egípcio, Mahfouz retomou o mesmo cargo junto da Fundação para o Desenvolvimento do Cinema, entre os anos de 1954 e 1969. A partir de então tornou-se consultor cinematográfico para o Ministério da Cultura do seu país, acabando por se reformar em 1972.
Entretanto, em 1965 surgiu Al-Shahhadh (O Pedinte) e, dois anos depois, Miramar (1967), romance que descreve a vida de uma rapariga através de quatro narradores, cada um deles representando uma corrente de pensamento político diferente.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1988, Naguib Mahfouz caiu no desagrado dos fundamentalistas islâmicos que, em 1994, enviaram dois assassinos ao seu encontro. Apunhalaram o escritor no pescoço com uma faca de cozinha, mas falharam o atentado e, capturados, foram ambos condenados à morte no ano seguinte.
Faleceu no Cairo a 30 de agosto de 2006, com 94 anos.

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