10% de desconto

Mário e o Mágico

de Thomas Mann
Editor: Dom Quixote, Janeiro de 2026 ‧
9,90€
8,91€
10% DESCONTO IMEDIATO
EM STOCK -
Mário e o Mágico - uma das duas grandes novelas italianas de Thomas Mann, em conjunto com A Morte em Veneza - é uma das narrativas mais curtas do autor, mas também uma das mais concentradas, com uma atmosfera intensa e um enredo bem definido.

Um pai anónimo conta-nos o conturbado início de férias da sua família numa estância balnear italiana, em finais dos anos 1920. Desde que chegaram que repara serem tratados de forma desagradável devido à sua condição de estrangeiros, observando o ambiente oprimente e de crescente nacionalismo que os rodeia. Este vem à tona quando um acontecimento inocente toma as proporções de um escândalo, precipitando o fim da viagem da família.

No entanto, antes de terminarem a sua estada, um mágico chega à pequena localidade, anunciando o seu espetáculo. Este parece ser uma boa oportunidade de divertimento para as crianças, que se mostram entusiasmadas com a ideia. Mas o suposto entretenimento de leve não tem nada. Cavaliere Cipolla, como é anunciado nos cartazes, não é um mágico vulgar mas uma espécie de hipnotizador, um mestre nas artes ocultas - ele tem a capacidade de manipular e humilhar as pessoas apenas com a força da sua vontade, sendo o poder e controlo que exerce sobre o seu pequeno público comparável ao dos ditadores sobre as massas. Ao mesmo tempo ofensivo e intrigante, o diabólico Cipolla repulsa e cativa o público até ao fim da sua exibição, que termina de forma surpreendente e inesperada.
Grandes Livros Pequenos wookacontece 640.jpg

Grandes livros pequenos

Janeiro começa cheio de boas intenções e acaba a testar-nos a paciência. Vem carregado de resoluções ambiciosas, listas de afazeres demasiado longas e uma energia que raramente sobrevive à segunda semana. É um mês de resistência e, muitas vezes, de livros grandes demais para a vontade real de ler, como se o ano só pudesse começar depois de um certo sofrimento inicial. A seguir chega fevereiro, mais curto, sem paciência para excessos e com um ar de quem pede desculpa. Estes cinco livros foram escritos para serem lidos em fevereiro. Cada um deles tem o dom de, em poucas páginas, dizer o suficiente para continuar a ecoar depois de os fecharmos. Novela de Xadrez, de Stefan Zweig Em Novela de Xadrez, tudo começa num navio que atravessa o Atlântico. Entre os passageiros segue Mirko Czentovic, campeão mundial de xadrez, um génio absoluto no tabuleiro, mas incapaz de comunicar fora dele. A curiosidade em torno do jogador cresce e alguns passageiros organizam uma partida informal. É então que surge o enigmático Doutor B., um homem aparentemente comum que revela um talento inesperado para o jogo. Aos poucos, percebe-se que essa aptidão não nasceu do prazer nem do estudo convencional, mas de uma experiência limite, vivida longe do mundo e das pessoas. Nesta novela, Stefan Zweig transforma o xadrez numa metáfora do isolamento extremo e dos perigos de uma mente empurrada para dentro de si mesma. Mais do que o relato de um confronto entre dois homens, esta é uma obra sobre um duelo interior onde inteligência e obsessão se confundem. COMPRO NA WOOK! » Mário e o Mágico, de Thomas Mann Mário e o Mágico, de Thomas Mann, acompanha as férias de uma família alemã numa estância balnear italiana onde o ambiente, à partida descontraído, se transforma cada vez mais num espaço de hostilidade e intolerância. A narrativa centra-se num espetáculo conduzido por Cipolla, um mágico grotesco, fisicamente debilitado, mas dotado de uma capacidade inquietante de dominar quem o observa. Pela palavra, pela intimidação e pela humilhação, Cipolla transforma a submissão em entretenimento. Pequenos gestos, regras implícitas e atitudes aparentemente inofensivas instalam um desconforto constante. O público reconhece o abuso, sente-se incomodado, mas permanece sentado. A partir desta situação, Mann constrói uma crítica social e política incisiva. É difícil não associar a figura de Cipolla às de Hitler ou Mussolini, num retrato que mostra como o poder raramente se impõe apenas pela força e se instala com a colaboração silenciosa de quem assiste, hesita e prefere não interromper. COMPRO NA WOOK! » Felizes Anos de Castigo, de Fleur Jaeggy Felizes Anos de Castigo é uma história breve e incisiva sobre adolescência, memória e relações marcadas pela contenção emocional. A narradora lembra os anos passados num internato feminino na Suíça, um espaço dominado pela disciplina e distância afetiva. Nesse lugar confinado, a relação com Frédérique, figura admirada e inacessível, assume um peso central. Em torno dela concentram-se o desejo, o fascínio e a vulnerabilidade da protagonista, numa ligação marcada por uma dependência silenciosa. A escrita de Fleur Jaeggy é seca e rigorosa, dispensa explicações e qualquer forma de dramatização ou apelo à empatia. O colégio surge como um cenário de aprendizagem precoce da hierarquia, da exclusão e de formas veladas de violência. Mais do que um retrato da juventude, este pequeno livro observa como certas experiências moldam de forma duradoura a relação com os outros e com o mundo. COMPRO NA WOOK! » Um Homem que Dorme, de Georges Perec Um estudante universitário decide, sem explicação aparente, retirar-se da vida comum. Abandona as aulas, corta contactos e passa a habitar a cidade como um observador distante. Come, dorme, caminha, olha, mas escolhe não participar. Não há drama exterior nem conflito visível, apenas uma recusa calma em não aderir. Esta é a premissa de Um Homem que Dorme, de Georges Perec, uma narrativa que, ao registar rotinas mínimas e focar-se na repetição dos dias, acompanha esse processo de afastamento progressivo enquanto o mundo continua a funcionar sem sobressaltos, indiferente à ausência do protagonista. À semelhança de Bartleby, a atitude do jovem não surge como protesto explícito, mas como esvaziamento deliberado, sem que se procurem causas, diagnósticos ou soluções. Tudo acontece num território intermédio, onde a ausência emocional se transforma numa forma de estar. COMPRO NA WOOK! » A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro Existem poucos livros na literatura portuguesa que se empenham tanto em inquietar o leitor como A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro. Lúcio escreve a partir da prisão, numa tentativa de reconstruir e justificar os acontecimentos que o conduziram até ali. O romance, que recorre a elementos do género policial, gira em torno da sua amizade intensa com Ricardo de Loureiro e da relação ambígua com Marta, mulher de Ricardo. Desde o início, tudo é ambíguo: as personagens parecem fragmentadas, pouco sólidas, como se não fossem inteiramente reais. O protagonista move-se num território incerto, onde desejo e culpa deixam de ser categorias distintas e passam a contaminar-se mutuamente. À medida que o texto avança, a estranheza deixa de surpreender e impõe o seu ritmo. O crime deixa de explicar seja o que for e o foco recai sobre o colapso de uma identidade. COMPRO NA WOOK! » Estes cinco livros mostram que a força de uma leitura não se mede pelo volume. São obras que avançam por concentração, não por acumulação, e que preferem o desconforto à explicação, a rutura à resolução. Em todos eles, algo se quebra, se retira ou se torna opaco, obrigando o leitor a permanecer atento mesmo depois da última página. Nenhum deles oferece conforto nem respostas fáceis, mas todos deixam, cada um à sua maneira, uma marca diferente. São livros pequenos, escolhidos para quem sabe que, por vezes, ler menos é ler melhor.

Mário e o Mágico

de Thomas Mann

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722088015
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: Janeiro de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 232 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722088015

SOBRE O AUTOR

Thomas Mann

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1929

Thomas Mann nasceu em 1875, na cidade alemã de Lübeck. A sua carreira literária iniciou-se de modo fulgurante em 1901, com a publicação de Os Buddenbrook. Seguiram-se-lhe obras como Tonio Kröger, A Morte em Veneza e A Montanha Mágica, entre outras, que lhe valeram a atribuição do Prémio Nobel em 1929. Em 1933, com a subida de Hitler ao poder, Mann mudou-se primeiro para a Suíça e depois para os EUA, onde ensinou na Universidade de Princeton e se naturalizou americano. São desta época obras como a tetralogia José e os Seus Irmãos, Lotte em Weimar e Doutor Fausto. Morreu em Zurique, em 1955.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU