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Maria Severn

de Francisca Wood
Editor: Sibila Publicações, maio de 2022 ‧
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Inglaterra, primeira metade do século dezanove. Maria Severn e Henrique York, dois jovens pertencentes à aristocracia do condado de Hampshire, amam-se desde a infância. As respectivas famílias concordam com o casamento, mas as opiniões de Maria, uma heroína inteligente, bela e compassiva, em tudo divergem das do seu noivo algo egocêntrico.

Embora ele não pretenda deixar-se tocar pela pobreza e ignorância que conduzem a sucessivas desgraças no Vale de Olston, ela não hesita em fazer-lhe frente. Será que a singela Maria irá conseguir sensibilizar Henrique para o infortúnio alheio numa época de grande comoção social? Ou será que o noivo acabará por sucumbir ao fascínio superficial de uma beldade londrina?

Da autoria de Francisca Wood (1802-1900), escritora e pensadora que teve a coragem inédita de pugnar pelos direitos das mulheres nas duas revistas pioneiras que dirigiu — ousadia essa pela qual foi cabalmente silenciada — este envolvente romance-folhetim ficou injustamente esquecido ao longo de quase um século e meio. Através de uma trama bem urdida, que alterna entre a sátira social — ora penetrante, ora burlesca — e momentos de límpida sensibilidade, Wood consegue dosear sabiamente o prazer da leitura.

Maria Severn

de Francisca Wood

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895491599
Editor: Sibila Publicações
Data de Lançamento: maio de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 238 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 352
Tipo de produto: Livro
Coleção: Mulheres de Palavra
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895491599

SOBRE O AUTOR

Francisca Wood

Nascida a 4 de outubro de 1802 em Lisboa, Francisca de Assis Martins Wood emigrou para Inglaterra com os pais na adolescência. Casou-se, pelo rito protestante, em Londres, com o professor de música, compositor e editor William Thorold Wood. No final da década de 1850 regressou a Lisboa com o marido e os dois filhos, fixando-se numa casa na freguesia da Lapa, abrindo a tipografia Luso-Britânica no mesmo bairro. Foi uma das primeiras mulheres em Portugal a militar publicamente pela igualdade de direitos entre os sexos. Em 1868 publicou o seu primeiro e único romance, Maria Severn e criou A Voz Feminina, que viria a ser considerado o primeiro semanário inteiramente feminino e feminista da Europa. Além de ativista, jornalista e escritora, Francisca Wood foi também tradutora literária, designadamente de Charlotte Brontë. Morreu em Lisboa a 27 de novembro de 1900.

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