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Manuscrito de Alexandria

de André Gago
Editor: The Poets and Dragons Society, maio de 2026 ‧
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Manuscrito de Alexandria, galardoado com o Prémio Literário Armando Baptista-Bastos 2025, é um romance de ruína, desejo, memória e conhecimento. Numa Paris futura, exausta de si mesma, um homem ferido pelo amor, pela solidão e por uma vaga consciência de catástrofe começa a descer aos subterrâneos da própria vida.

O encontro com Nadèje, a vertigem dos livros, a queda, a aparição enigmática de Jackie e a missão que o arrasta até Alexandria abrem diante dele um percurso ao mesmo tempo íntimo e civilizacional, erótico e metafísico. A cidade sonhada e a cidade real, a biblioteca e o corpo, a identidade e a máscara, a decadência europeia e o fascínio do mundo antigo entrelaçam-se numa narrativa de grande intensidade imagética e reflexiva.

Entre a confissão amorosa, a meditação filosófica e o romance de viagem, Manuscrito de Alexandria constrói um universo singular, em que o futuro aparece como arqueologia do presente e onde cada rosto, cada livro e cada cidade parecem guardar um enigma. É um livro sobre o que resta quando o mundo se torna irreconhecível — e sobre a obstinação de procurar ainda, entre ruínas, uma forma de beleza, de verdade e de salvação.

Manuscrito de Alexandria

de André Gago

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899265752
Editor: The Poets and Dragons Society
Data de Lançamento: maio de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 114 x 196 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899265752

SOBRE O AUTOR

André Gago

Nasceu em Lisboa, em 1964. Estreou-se com actor profissional 20 anos depois. Pelo caminho, e desde cedo, desdobrou-se em múltiplas aventuras relacionadas com as artes, sempre gostou de música, de desenhar, de representar, de escrever e, sobretudo, de pensar de forma multidisciplinar. A passagem pela Escola de Artes Decorativas António Arroio é um momento em que se perspectiva um percurso na arquitectura ou no design, mas o teatro fala mais alto. No teatro aprende a gostar de tudo, da montagem à encenação. A relação com a palavra é, no entanto, uma constante. Nos primeiros anos, adapta Aquilino Ribeiro e Jorge de Sena para o palco. Entretanto, descobre as máscaras e o poder da improvisação. Forma uma colecção de máscaras tradicionais que organiza em exposição e passa a dar aulas de Técnica da Máscara e Commedia dell’Arte. Nos anos 90 concebe e produz uma série de espectáculos em que é tradutor, adaptador ou autor: em Recitália, experimenta pela primeira vez um conceito teatral próprio que irá desenvolver nos anos seguintes. Interpreta Gardel a solo, num texto de José Jorge Letria. Em 2001 publica o conto O Circo da Lua, prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores, escrito como base para um espectáculo de circo, que irá dirigir em 2003. No mesmo ano, traduz e encena A Orquestra, de Jean Anouilh. Em 2004 cria o Teatro Instável, onde continua a criar espectáculos com base em montagens de textos de vários autores e originais seus. Em 2006 termina a tradução de Hamlet, que encenará no ano seguinte. Nos últimos anos, como actor, a palavra poética passou a ocupar um lugar cada vez mais importante nas suas actuações.

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