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Madame Bovary

de Gustave Flaubert
Editor: Clube do Autor, novembro de 2017 ‧
14,00€
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Publicado em 1857, o livro gerou grande polémica por causa dos temas abordados e da linguagem ousada. Viria a abrir o caminho ao romance moderno, tornando o autor, Gustave Flaubert, uma referência incontornável na história da literatura.

Ema Bovary é uma jovem bonita e requintada para os padrões provincianos da sociedade em que vive. Presa num casamento que a aborrece, aspira às grandes emoções que encontra nas páginas dos livros que lê compulsivamente. A vida, o marido e a sua imaginação não são suficientes; arranja um amante, e mais outro, mas nenhum é capaz de satisfazer os seus anseios. Revoltada com a sua vida, Ema perseguirá os seus sonhos, com consequências trágicas.
Madame Bovary é um romance atual sobre uma mulher iludida pelos livros e que tenta fugir ao tédio da realidade, do seu casamento e da sua família através de uma série de adultérios e de compras compulsivas.

Madame Bovary

de Gustave Flaubert

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897243035
Editor: Clube do Autor
Data de Lançamento: novembro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 235 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 428
Tipo de produto: Livro
Coleção: Os Livros da Minha Vida
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897243035

Clássico

Lis Lopes

Um retrato perfeito da sociedade da época. Clássico que toda a gente devia ler

Intemporal e Melancólico

Vitória Sousa

Naquele que é considerado o romance dos romances, o leitor encontra um estupendo misto de sensualidade, tragédia e crítica social, que o deixará absolutamente maravilhado. O enredo foca-se em Ema Bovary, uma mulher insatisfeita com a vida que decide perseguir os seus sonhos, em busca de ilusórias e ardentes paixões. Esta nova perspetiva é revolucionária, por colocar a mulher no principal papel e não como interesse amoroso de um homem. Retrata-a como ser-humano e denuncia o seu descontentamento e infelicidade, numa época em que as suas funções raramente transcendiam as da vida doméstica. Se, por um lado, esta obra-prima, de uma escrita rica e cativante, gerou tanta controvérsia que Flaubert foi levado a tribunal e se viu envolvido num escândalo que abalou a sociedade da época, por outro, criou o romance moderno, inspirando inúmeras gerações. Realce-se também esta magnífica edição da Clube do Autor, que se destaca quer pela excelsa tradução, quer pela extrema beleza e harmonia da capa. Madame Bovary é um verdadeiro tesouro da Humanidade.

Madame Bovary

Ana Félix

Um bom livro mas o leitor prepare-se para muita tristeza e muita tragédia. Sem dúvida que Eça de Queirós foi influenciado na sua escrita por este grande romancista francês Gustave Flaubert.

Intemporalidade do Bovarismo

Carla Vieira Gil

Com uma leitura fluída, uma história que retrata, de uma forma inigualável e muito fiel, a vida infeliz de uma mulher provinciana, que acaba por tentar fugir à sua realidade, procurando a felicidade fora do casamento. Este é um romance ousado e que, apesar de tratar assuntos polemicos, é intemporal.

SOBRE O AUTOR

Gustave Flaubert

Romancista francês, Gustave Flaubert nasceu a 12 de dezembro de 1821, em Rouen, França, e morreu a 8 de maio de 1880, em Croisset. Filho de um cirurgião que trabalhava no Hospital de Rouen, fez os estudos secundários na sua terra natal e matriculou-se em Direito na Sorbonne. Em 1844, os primeiros sintomas de doença nervosa que o haviam de afligir toda a vida levaram-no a abandonar o curso. O pai procurou contrariar as suas tendências literárias, mas depois da morte deste, em 1846, Flaubert regressa a Rouen e instala-se em Croisset, nos arredores da cidade. Herda do pai uma razoável fortuna que lhe possibilita entregar-se livremente à arte. É aqui que passa o resto da vida, salvo raras estadias em Paris e algumas viagens por França, Itália e Norte de África.
A sua incursão na literatura começou na escola e data de 1837, ao redigir num jornal de estudantes, Art et Progrès, e depois a revista Le Colibri. Formou uma estreita amizade com o jovem filósofo Alfred Le Poittevin, que o iria influenciar bastante com o seu pessimismo. De Novembro de 1849 a Abril de 1851, visitou com o amigo escritor Maxime du Camp a Grécia, a Itália, a Síria, a Turquia, o Egipto e a Palestina. Destas viagens surge o livro A bord de la Cange. Quando já tinha adiantada a redacção de La Tentation de Saint Antoine, interrompeu-a para escrever o seu grande romance Madame Bovary, que em 1857 foi publicado em folhetins na Revue de Paris. Esta obra, que lhe custou cinco anos de trabalho, iria também levá-lo à barra do tribunal, em 1858, por atentado contra os bons costumes. Apesar do escândalo, a crítica consagra a obra pela novidade, perfeição e equilíbrio, e as tendências realistas. Em 1862, quatro anos depois da sua viagem a Cartago, Flaubert escreve Salammbô, revelando grandes faculdades criadoras. Em 1869 foi publicada l'Éducation Sentimentale, obra de análise psicológica que não foi bem apreciada e deixou o escritor muito desiludido. Só em 1874 é que publicaria la Tentation de saint Antoine, que foi proibida. Nesta obra trabalhou Flaubert aproximadamente trinta anos. Em 1877 publica um volume de contos, Trois Contes.
Com a morte de Gustave Flaubert foram publicados, Bouvard et Pécuchet (1881), obra inacabada, Par les champs et par les grèves (1885) e quatro volumes da Correspondance (1887-93). Além destes livros há ainda que mencionar um Dictionnaire des Idées Reçues, inacabado, e, a sua copiosíssima correspondência reunida após sucessivas edições em treze volumes (1933-59), que contém indicações preciosas sobre a sua teoria do romance. Embora Flaubert não caia no cientismo naturalista de Zola, para ele todos os factos são importantes. Observa, analisa e extrai dos materiais recolhidos uma síntese dos aspetos da vida que pretende tratar, mesmo quando para se evadir da realidade presente os situa no passado, como é o caso da obra Salammbô.
A obra de Flaubert representa o expoente máximo do romance realista em França e terá influenciado o escritor português Eça de Queirós.

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