Luzes de Boémia

de Ramón Del Valle-Inclán
Editor: Cotovia, dezembro de 2011 ‧
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A peça é um esperpento* trágico sobre a vida literária na sociedade espanhola publicado por Valle-Inclán em 1924. Começa com o protagonista, Max Estrella, a sair de sua casa de manhã com Don Latino para reclamar que lhe paguem mais por uma novela que Don Latino vendeu. Não conseguem um preço melhor e acabam a embebedar-se numa taberna... Toda a peça tem por fim mostrar a decadência e impossibilidade de uma vida literária na sociedade espanhola. Valle-Inclán satiriza grotescamente a realidade. Só pode prosperar nesta sociedade a canalha e a infâmia.
Esta obra é a primeira (e única) onde aparece a definição de esperpento, que Valle coloca na boca do protagonista: " Os heróis clássicos refletidos nos espelhos côncavos do esperpento. O sentido trágico da vida espanhola só se pode mostrar com uma estética deformada... As imagens mais belas ficam absurdas através de um espelho côncavo."

* Esperpento: género literário criado por Valle-Inclán, que Luzes de Boémia inaugura, apresentando na cena duodécima uma definição famosa. O termo «esperpento» era utilizado coloquialmente para designar coisas ou pessoas feias ou extravagantes.

Luzes de Boémia

de Ramón Del Valle-Inclán

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728972462
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: dezembro de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 105 x 155 x 6 mm
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livrinhos de Teatro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789728972462

SOBRE O AUTOR

Ramón Del Valle-Inclán

Ramón del Valle-Inclán nasceu em Vilanova de Arousa, (Pontevedra), em 1866, numa família da aristocracia galega com convicções liberais. Frequentou o curso de Direito na Universidade de Santiago de Compostela, sem, no entanto, o concluir. Em Madrid, para onde vai em 1890, inicia a sua atividade literária, escrevendo contos e artigos para a imprensa. Viajou para o México em 1892. E em 1895 publica o seu primeiro livro, Femininas. Instala-se em Madrid em 96-97, no tumulto daqueles anos em que desponta um século novo, por entre a boémia, a rebeldia, a febre modernista, as tertúlias literárias fervilhantes de inovações. É ferido num duelo com Manuel Bueno, e sofrerá, em consequência dessa ferida, a amputação do braço esquerdo. Vai publicando contos, traduções, artigos até que, em 1902, publica Sonata de Outono<7i>, iniciando uma das mais inovadoras obras literárias de Espanha, reconhecida internacionalmente. Seguem-se as demais Sonatas [de Verão (1903), de Primavera (1904) e de Inverno (1905)] e, com elas, a invenção de uma personagem, o Marquês de Bradomín que ombreia com os grandes mitos da literatura clássica, como Don Juan. Depois do seu casamento com a atriz Josefina Blanco, escreve para o teatro a série Comedias Bárbaras [Àguila de Blasón, [1907, Romance de Lobos, 1908, Cara de Plata, 1909), amplo panorama social onde começa a desenhar-se a deformação dramática que irá caracterizar a sua obra posterior. Foi professor na Academia de San Fernando (1916). E será em 1920 que publica, entre outras peças, Divinas Palavras e Luces de Bohemia, o seu primeiro esperpento, termo que inventou para designar a sua peculiar maneira de deformar o mundo ("os heróis clássicos refletidos num espelho côncavo dão o esperpento", escreve), mordaz, dramática, grotesca. Continuará a escrever teatro, sendo mundialmente representadas as peças que recolheu em Martes de Carnaval (Los Cuernos de Don Friolera, de 1925, Las Galas del Difunto, (1926), La Hija del Capitan (1927). De 1926 é o seu romance mais célebre, Tirano Banderas, retrato de uma ditadura sul-americana que viria a influenciar toda a literatura posterior. A instauração da República em 1931 trouxe-lhe algum reconhecimento público, e chegou a ser presidente do Ateneo de Madrid (1932). Morreu em Santiago de Compostela, aos 69 anos, em 1936. É por muitos considerado o maior dramaturgo espanhol do século XX.

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