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Livro sem Ninguém

de Pedro Guilherme-Moreira
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, fevereiro de 2014 ‧
4,90€
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Na rua do arco-celeste há sete casas, cada uma de sua cor; e também um café, uma horta, um jardim, uma florista, uma sucata, um infantário e uma escola. Mas, embora lá vivam pessoas - que frequentam o café, trabalham na horta, lêem no jardim, compram flores para oferecer a quem amam, se desembaraçam dos seus podres ou jogam à bola no recreio -, esta história é contada apenas pelas coisas que lhes pertencem à medida que vão mudando de lugar, e por isso se diz que o livro é sem ninguém. E, ainda assim, durante este ano extraordinário, acontece de tudo na rua: há quem se apaixone e quem se separe, quem nasça, quem morra, quem mate e até quem, depois do trauma, consiga uma vida nova. Mas, como em todas as ruas, havemos de encontrar nesta preconceitos, dúvidas, alegrias, segredos e desgostos. Enquanto isso, o tempo vai passando sem darmos por ele, mas a montra da florista e o que se colhe ou semeia na horta nunca nos deixam perder do mês em que estamos.
Num romance profundamente original, a um tempo cru e delicado, poético e realista, Pedro Guilherme-Moreira usa o microcosmos da rua para desenhar o retrato da sociedade contemporânea e abordar temas tão polémicos como a xenofobia, a violência doméstica, a repressão sexual ou o envelhecimento. E - miraculosamente - sem precisar de ninguém.

Livro sem Ninguém

de Pedro Guilherme-Moreira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722054324
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: fevereiro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 238 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722054324

Recomendo

Soraia Lopes

Com uma escrita deveras inteligente, Pedro Guilherme-Moreira mostra-nos que as coisas mais banais do nosso dia-a-dia nos contam as mais variadas histórias.

Único. Engenhoso. Perspicaz.

VR

O “Livro Sem Ninguém” é, em simultâneo, isso mesmo e nada disso. Trata-se de um livro com e sem personagens. O autor não lhes oferece um nome nem uma caracterização objectiva, mas elas podem ter os nomes que preferirmos e apresentarem a aparência que as nossas mentes lhes quiserem dar. Confuso? Nem por isso. Original? Bastante. Neste livro único, a acção, os detalhes, a descrição, o espaço, os objectos ensinam-nos a entender o desenvolvimento da história, a tal que aparentemente não possui personagens, mas que, obviamente, as tem, embora nos sejam apresentadas de uma forma singular. A escrita de Pedro Guilherme-Moreira é de uma beleza invulgar, uma quase-poesia numa perfeita-narrativa. Sendo eu fã do autor, logicamente aconselho a leitura do “Livro Sem Ninguém” porque de facto é bom. Mas preparem-se, pois nós, leitores, também entraremos nele.

Livro Sem Ninguém

Jorge Navarro

O "Livro Sem Ninguém" é um título sugestivo não esquecendo a capa apelativa que desperta curiosidade e lendo a sinopse o leitor idealiza uma experiência bastante diferente daquilo que está habituado com outros livros. Embarcamos neste livro já com esse pressuposto de se tratar de um livro diferente pelo facto de serem os objetos, as mobílias, os vários tipos de pertences dos moradores de um bairro que nos contam e mostram quem são essas pessoas, no entanto, não se trata propriamente de um exercício fácil ao ponto de o leitor se perder frequentes vezes ao longo da narrativa. Há momentos bem conseguidos de facto, passagens interessantes, porém à medida que se avança na leitura vai também crescendo um desânimo e desmotivação porque afinal uma ideia que até pode ser original na sua génese rapidamente esbarra com a necessidade de existirem as pessoas, os personagens a quem atribuímos um nome. Deste modo, o "Livro Sem Nome" torna-se cansativo ficando aquém das expetativas aplicando-se de alguma forma a expressão "muita parra, pouca uva"...

SOBRE O AUTOR

Pedro Guilherme-Moreira

Nascido no Porto no Verão de 1969, chegou com 7 anos às mãos da professora Laura sem saber fazer contas de dividir; ela ensinou-o e ele pagou-lhe com uma fábula. Aos 11, entre rapazes de 16 e 17, empatou o primeiro lugar dos jogos florais da escola com um rapaz de 12, hoje um conhecido político. Aos 13, perdeu para o mesmo menino, mas levou o 2.º e o 3.º prémios. Aos 16, ganhou (finalmente sozinho), porque o menino político entrou na Universidade. No ano seguinte entrou ele, na de Coimbra, e andou com Torga no trólei 3, mas nunca se falaram. Profissionalmente, foi dos primeiros advogados a ganhar o Prémio Lopes Cardoso, com um artigo publicado, primeiro, na prestigiada Revista da Ordem dos Advogados e, depois, em livro. Aos 25, decidiu publicar apenas aos 40, porque queria saber, e escrever, mais. Em 2012 foi agraciado com o prémio de poesia do Museu Nacional da Imprensa. A Manhã do Mundo aparece a meio do seu «dia», sendo o seu primeiro romance.

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