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Livro de Soror Saudade

de Florbela Espanca

editor: Editorial Estampa, novembro de 2012
«A poesia de Florbela Espanca caracteriza-se por um sentido de diferença e de mal-estar artístico e social que pode ser detectado quer no recurso ao soneto, quer na insistência numa subjectividade feminina onde imperam o desejo, o erotismo e um muito particular tratamento do corpo. Porém, infelizmente, e salvo algumas excepções, a crítica não parece ter reconhecido os desafios e as ousadias semântico-formais que a sua poesia apresenta - por isso muitos lhe chamaram poetisa, e não poeta, assim a pretendendo relegar para um lugar de menorização. o desassombro radical e a originalidade de Florbela Espanca merecem urgentemente leituras especializadas, competentes e isentas que lhe reconheçam o valor devido. Esta edição anotada, levada a cabo por especialistas de renome, é nesse sentido uma iniciativa altamente louvável que contribuírá decisivamente para uma correcta reavaliação e divulgação da sua obra, colocando a autora no justo espaço de absoluto destaque que ela detém como mulher poeta na cena literária portuguesas da primeira metade do século XX.»

Ana Luísa Amaral

Livro de Soror Saudade

de Florbela Espanca

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723326840
Editor: Editorial Estampa
Data de Lançamento: novembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 184 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 196
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras Completas de Florbela Espanca
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723326840
e e e e e

Poesia portuguesa

Monica

Não há poetisa como a Florbela, que em palavras descreve os seus sentimentos. Livro fantástico para quem gosta de poesia.

e e e E E

Florbela

Mariana

Excelente colectânea da obra da poetisa calipolense Florbela, gostei!

Florbela Espanca

Poetisa e contista. Depois de concluir os estudos liceais em Évora, frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. A abordagem crítica da sua obra poética, marcada pela exaltação passional, tem permanecido demasiado devedora de correlações, mais ou menos implícitas, estabelecidas entre o seu conturbado percurso biográfico - uma existência amorosa e socialmente malograda que culminaria com um suicídio aos 36 anos de idade -, e uma voz poética feminina, egotista e sentimental, singularmente isolada no contexto literário das primeiras décadas do século. Na verdade, a leitura mais imparcial das suas composições, entre as quais se contam alguns dos mais belos sonetos da língua portuguesa, permite posicioná-la quer na matriz de uma poesia finissecular que, formalmente, cruza caracteres decadentistas, simbolistas (são várias as referências na sua poesia a autores simbolistas) e neorromânticos (acusando a admiração por certos autores da terceira geração romântica, como Antero de Quental), "à maneira de um epígono de António Nobre" (cf. PEREIRA, José Augusto Seabra - prefácio a Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Poesia, Lisboa, D. Quixote, 1985, p. IV), quer, ainda, pela forma como a vivência do amor promove, a cada passo, uma mitificação do eu, na senda de certos autores do primeiro modernismo como Sá-Carneiro, Alfredo Guisado ou António Botto. Por outra via, a da literatura mística, Florbela Espanca reata conscientemente ("Soror Saudade") com a tradição da literatura claustral feminina que recebera, no período de maior florescimento, uma marca conceptista, mantida na poética de Florbela por certa propensão para a exploração das antíteses morte/vida, amor/dor, verdade/engano. A imagem da mulher que sofre de ilusão em ilusão amorosa, que reitera até ao desespero a sua fatalidade, que dá expressão a uma existência irremediavelmente minada pela ansiedade e pela incompreensão, acabou por, na receção alargada da sua poesia, sobrepor-se a outros nexos temáticos com igual pertinência, como a dor de pensar e a aspiração à simplicidade ("Quem me dera voltar à inocência / Das coisas brutas, sãs, inanimadas, / Despir o vão orgulho, a incoerência: / - Mantos rotos de estátuas mutiladas!" ("Não Ser"); ou a forma como a busca do amor se volve essencialmente em busca de si mesma através dos estilhaços de um ser que não sabe ser sozinho: "Ó pavoroso mal de ser sozinha! / Ó pavoroso e atroz mal de trazer / Tantas almas a rir dentro da minha!" ("Loucura", in Sonetos). Florbela Espanca.

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Charneca em Flor

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