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Lisboa, o Fado e os Fadistas

de Eduardo Sucena
Editor: Vega, dezembro de 2008 ‧
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A história da cidade na história do fado ou vice-versa, este magnífico documento que mereceu de David Mourão-Ferreira a designação de «obra indispensável » aparece em nova edição revista e ampliada, com iconografia renovada e enriquecida.
É um dos estudos mais detalhados que entre nós se fizeram da relação da cidade com o género musical que desde há séculos lhe está associado, os acontecimentos históricos, as raízes do género nos ritmos africanos mas, sobretudo, da análise sociológica da popularização e segmentação social que se repercute no alcance que o fado teve ao longo da sua existência em Portugal. Para além do estudo histórico inclui ainda uma antologia de poemas dos mais famosos fados, biografias dos mais famosos fadistas desde as lendas como a famosa Severa aos contemporâneos (Mariza, Camané, etc.), testemunhos de personalidades a ele ligadas e um detalhado roteiro dos locais da cidade ligados ao fado.

Lisboa, o Fado e os Fadistas

de Eduardo Sucena

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726999058
Editor: Vega
Data de Lançamento: dezembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 173 x 247 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 400
Tipo de produto: Livro
Coleção: Memória de Lisboa
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Música
EAN: 9789726999058

Olhar de onde olham os que vêem

F. B.

O fado entra-nos pelos ouvidos, vindo dos tuktuks ou na rádio, faz parte da música do mundo, da "world music". Contudo, a consciência do que aquilo que o fado é, e daquilo que o fado pode ser, parte da consciência da sua experiência - mais - da consciência de um perante a experiência do fado. Como a autoconsciência é a criação / descoberta de um vocabulário emocional-sentimental do real vivido, é através do aprofundamento da história, do relato, das vicissitudes do fado, que é possível consolidar a possibilidade de um aproveitamento total ou, pelo menos, totalizante, desta que é a canção nacional. Penso que é desta forma que deve ser lida a obra de Eduardo Sucena, que, visitando as memórias dos que o vivem/viveram e da documentação disponível, recolhe e partilha com o público qualquer coisa como os traços e pinceladas com que os portugueses, desde Malhoa, vão colorindo e aumentado o Fado que nos calhou.