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Lettera Amorosa

Iluminações e Sombras

de Robert Brechon
Editor: Edições Afrontamento, outubro de 2013 ‧
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Lettera Amorosa: este belo título, ao mesmo tempo familiar e estranho, lança a imaginação do leitor em diversas direções, com risco de o perturbar. Para mim, leitor francês, ele remete evidentemente para a Lettera Amorosa de René Char, publicada em 1953 e retomada em A palavra em arquipélago em 1962. O longo poema em prosa foi-lhe inspirado por uma obra de Claudio Monteverdi, o músico que no século XVI abriu a era do que chamamos hoje o Barroco. Joana Lapa conhece-o bem, por vezes evoca-o, cita-o. Mas há, entre ela e ele, uma diferença fundamental. A queixa do poeta francês é a de um homem, o seu universo é tipicamente masculino. O amor que canta, murmura ou grita Joana Lapa, o que exprime toda a mulher poeta, é completamente diferente, é mais global, mais universal e, em certo sentido, mais violento. O que o amante oferece à amada é, diz ela, «o corpo da minha alma, a alma do meu corpo».

Lettera Amorosa

Iluminações e Sombras

de Robert Brechon

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723613032
Editor: Edições Afrontamento
Data de Lançamento: outubro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 163 x 229 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 245
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obscuro Domínio
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723613032

SOBRE O AUTOR

Robert Brechon

Robert Bréchon (1920-2012), professor titular de letras, diretor de liceu, adido cultural, foi diretor do Instituto Francês de Lisboa de 1962 a 1968. Paralelamente à sua carreira profissional que o fez viajar em França e no estrangeiro, nunca deixou de se dedicar à poesia, ao ensaio, à ficção e à crítica literária. Depois da sua estreia literária em 1946, na revista Seine, foi colaborador de diversas publicações, nomeadadmente da revista Colóquio Letras. Dois encontros marcaram o seu percurso e a sua obra: com Henri Michaux, em 1956, e com Fernando Pessoa, em 1962, decisivo para a sua obra. Tentou difundir em França as obras de Eça de Queirós, Vergílio Ferreira e António Ramos Rosa. Dedicou-se à difusão da glória de Fernando Pessoa em França e na Europa, publicando sucessivamente, de 1988 a 1996, nove volumes das suas obras. O seu último, intitulado Le voyageur immobile, foi publicado nas edições Aden em 2002, que em 2003 editariam a antologia da sua obra poética que deu origem ao livro Échos, Reflets, Mirages.

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