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Les Confessions

de Jean-Jacques Rousseau
idioma: francês
Editor: HONORE CHAMPION, março de 2010 ‧
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« Je forme une entreprise qui neut jamais dexemple, et dont lexécution naura point dimitateur. » Ces lignes, les premières des Confessions, font de cette oeuvre, dans lesprit même de son auteur, un texte fondateur. Quels que soient les prédécesseurs quon peut lui assigner saint Augustin, Montaigne ou Cellini Jean- Jacques Rousseau est le créateur de lautobiographie moderne. À la fois plaidoyer, explication et acte daccusation, Les Confessions se donnent aussi pour un témoignage unique sur la nature humaine. Ici lhomme se met à nu, avoue ses contradictions et ses fautes, revoit son existence comme un parcours initiatique, sengage à labsolue sincérité. Dès leur parution, en 1782 et 1789, elles ont suscité indignation ou admiration. Tout au long du XIXe siècle, et jusquà nos jours, elles ont suscité dâpres débats, tout en inspirant lensemble de la littérature «personnelle », de Chateaubriand à Lamartine, de Stendhal à George Sand. Par le style comme par le propos, elles demeurent dune parfaite actualité. Rousseau nous a laissé la déposition à la fois la plus exaltante et la plus accablante sur lâme humaine. Il est toujours, comme disait François Mauriac, « lun de nous », et à chacun de nous ses Confessions continuent de tendre un miroir sublime, haïssable et brûlant.

Les Confessions

de Jean-Jacques Rousseau

Propriedade Descrição
ISBN: 9782745320346
Editor: HONORE CHAMPION
Data de Lançamento: março de 2010
Idioma: Francês
Páginas: 896
Tipo de produto: Livro
Coleção: Histoire Et Archives
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Linguística e Filologia
EAN: 9782745320346

SOBRE O AUTOR

Jean-Jacques Rousseau

Escritor e filósofo humanista de expressão francesa, nasceu em Genebra em 1712 e faleceu em Ermenonville em 1778. Ao recentrar a reflexão sobre a natureza humana nos temas da sensibilidade, do sentimento e da paixão em detrimento da razão, Rousseau antagoniza os princípios do Iluminismo, anunciando já aqueles que virão a ser os valores centrais do Romantismo.

Marcado por um forte otimismo relativamente à essência humana, considera que primitivamente os seres humanos viveriam num hipotético estado de natureza em que, deixando-se reger pelo sentimento (amor de si e piedade), reinava a liberdade e a igualdade. Com o advento da divisão do trabalho e da propriedade privada, tal estado de harmonia teria sido pervertido, tendo-se tornado a sociedade presa do egoísmo e da corrupção.

Dessa forma, os poderosos, apropriando-se da Lei, colocaram-na ao serviço dos seus interesses particulares e fizeram dela um instrumento de servidão. Do mesmo modo, a ciência e a cultura em geral são vistas como focos de degeneração que afastam o ser humano da sua natureza genuína.

Para libertar o homem do estado de servidão em que a sociedade o coloca, Rousseau apresenta duas vias complementares:

A primeira - exposta pormenorizadamente no Émile (1762) - respeita à pedagogia, propondo que esta permita à criança desenvolver-se naturalmente na afirmação espontânea da sua essência e de acordo com a sua própria experiência pessoal, evitando que se torne vítima das deformações que a sociedade lhe procura impor.

A segunda, no âmbito da filosofia política - e desenvolvida no Contrato Social (também de 1762) -, visa o restabelecimento da liberdade e baseia-se na ideia de soberania popular. Esta deve ser concretizada através do contrato social segundo o qual cada indivíduo se deve submeter à vontade geral, convergência e expressão mediada da vontade de cada um, garantindo assim a liberdade e a igualdade de todos. A submissão da Lei à vontade geral assegurará a sua justiça, não cabendo ao poder executivo mais do que garantir a sua correta aplicação.

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