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Le Capital ; Coffret T.1 À T.3

de Karl Marx
idioma: francês
Editor: TEMPS DES CERISES, setembro de 2009 ‧
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Trois forts volumes d'environ 900 pages chacun reliés et réunis dans un coffret avec un album iconographique Marx et Engels Voici sans doute l'une des oeuvres qui a exercé le plus d'influence dans l'histoire de l'humanité, non parce que Marx aurait inventé un nouveau système, mais parce qu'en faisant la synthèse des connaissances de son temps et en les dépassant il a produit la critique la plus profonde, permettant de comprendre le mouvement de l'économie et de la société. Après la chute de l'Union soviétique et des régimes socialistes de l'est européen, il n'a pas manqué de prophètes au petit pied pour annoncer que Marx était mort et enterré. Mais voici que le « triomphe » même du capitalisme, sous la forme de sa « globalisation », ressuscite Marx. La crise financière, la menace de la récession, les émeutes de la faim, le recours aux guerres et au néo-colonialisme contraignent de nombreux observateurs à revenir aux analyses de Marx. Visiblement, le capitalisme, même s'il semble avoir pour un temps écarté le « spectre » du communisme, est toujours en proie aux mêmes tendances profondes et aux mêmes violentes contradictions. Qu'est-ce que la marchandise, l'argent, le capital ? Comment agit la loi de la valeur ? Quelles sont ses contradictions ? Qu'est-ce que l'exploitation ? La plus-value ? Pourquoi le capitalisme, révolutionne-t-il sans cesse la production matérielle et les conditions de vie des êtres humains ? Pourquoi connaît-il périodiquement des crises ? Et pourquoi, tout en résorbant ses contradictions les aggrave-t-il ? Que fait-il de la force de travail humaine. Et de la Nature, que Marx nommait « le corps inorganique de l'homme » ? Même les questions les plus actuelles, (qui pour certains nécessiteraient de « dépasser » Marx), celles liées par exemple aux effets de ce qu'on nomme la « mondialisation», de la « révolution informationnelle » ou de la « crise écologique » ne peuvent se comprendre vraiment sans recours aux concepts qu'il a définis. Par exemple ceux de la composition organique du capital, du rapport travail mort / travail vivant, à ses analyses sur la rente foncière, ou sur la « baisse tendancielle du taux de profit », qui appellent une autre organisation de la société, une autre civilisation... En fait, il apparaît de plus en plus qu'il n'est pas possible de « dépasser » Marx, ou même d'actualiser l'analyse du capitalisme, en étant en deçà de la révolution copernicienne qu'avec Engels il a accomplie dans le domaine de la critique de l'économie politique et de l'histoire des sociétés. Pour tout étudiant, pour tout militant désireux de se faire sa propre culture, sa propre idée, (de devenir comme disait Gramsci « l'ouvrier de soi-même »), la découverte de cette oeuvre est indispensable. Elle ouvre l'horizon. Elle est un moment fort de la vie intellectuelle d'un individu. Une référence et un outil de travail précieux. Cette nouvelle édition est préfacée par Francis Combes. Elle reprend la traduction de Karl Marx pour le premier tome et de Gilbert Badia pour les deux autres, sortie aux Editions Sociales.

Le Capital ; Coffret T.1 À T.3

de Karl Marx

Propriedade Descrição
ISBN: 9782841097920
Editor: TEMPS DES CERISES
Data de Lançamento: setembro de 2009
Idioma: Francês
Páginas: 2455
Tipo de produto: Livro
Coleção: Revue Commune
Classificação Temática: Livros em Francês > Economia, Finanças e Contabilidade > Economia
EAN: 9782841097920

SOBRE O AUTOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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